Em assembleia geral extraordinária realizada ao meio-dia desta terça-feira, 24, os metroviários do Rio Grande do Sul decidiram pela suspensão da paralisação prevista para quarta-feira (25) e aprovaram o estado de greve. A categoria também decidiu pela apresentação de uma contraposta à administração da empresa.

Na contraposta, entregue logo após a assembleia, os metroviários exigem a aplicação imediata do índice de 4,05% nos salários; a garantia da data-base em 1º de maio; e a assinatura do protocolo de relações sindicais. O pagamento do retroativo, se a empresa recorrer, ainda será julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A suspensão da paralisação e a entrega de uma contraposta mostra a disposição de negociação e de luta da categoria. Os metroviários permanecem mobilizados e a qualquer recuo da empresa voltarão a se reunir em assembleia para discutir formas de mobilização e até mesmo a realização de uma greve por tempo indeterminado.

Para o presidente do Sindimetrô/RS, o anúncio da paralisação e a série de materiais distribuídos à categoria e à população usuária retiraram a administração da Trensurb da zona de conforto em que se encontrava. “Essa pressão foi fundamental para a abertura de negociações”, disse o presidente, pregando, porém, a necessidade de a categoria se manter mobilizada.

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