METROVIÁRIOS E METROVIÁRIAS APROVAM ESTADO DE GREVE E DECIDEM PARALISAR AS ATIVIDADES NA GREVE GERAL DO DIA 14 DE JUNHO

Reunidos em Assembleia Geral, no início da tarde desta quinta-feira, 16, os metroviários e as metroviárias decidiram entrar em estado de greve. A decisão foi tomada após a empresa não avançar nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2020 e solicitar a mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O Sindimetrô/RS levará para o TRT a proposta de renovação do ACT por dois anos e a correção dos salários de acordo com a inflação. A primeira audiência será realizada na manhã desta sexta-feira, 17.

A categoria também aprovou a adesão à Greve Geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 14 de junho. “A retirada de direitos, a reforma da Previdência e a privatização da Trensurb fazem parte do pacote de maldades do governo Bolsonaro, que, sabemos, não governa para os trabalhadores e trabalhadoras”, destacou o presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas. Para o sindicalista, somente será possível derrotar todo esse projeto ocupando as ruas no dia 14 de junho.

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15 DE MAIO: GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO

Junto na luta contra a reforma da Previdência e o desmonte da educação pública, o Sindimetrô/RS apoia a Greve Nacional da Educação, marcada para próximo dia 15. Os metroviários e metroviárias estarão nas ruas apoiando a mobilização dos educadores e educadoras, rumo à greve geral.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: DEBATE REÚNE COLEGAS DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO E DE OUTROS SETORES DA TRENSURB

O Sindimetrô/RS deu continuidade, na tarde desta quinta-feira, 09, ao debate com a categoria sobre a reforma da Previdência. No refeitório da Trensurb, o tema foi discutido com colegas do prédio administrativo e de outros setores da empresa. Para falar sobre o assunto, foram convidados os advogados Jeverton Alex de Oliveira Lima, Daniel Lemmertz e a advogada Josiane Silva dos Santos.

“A reforma, como foi apresentada, tem um viés de desconstrução do sistema de previdência bem maior que os anteriores. O processo visa desregulamentar o sistema previdenciário e coloca-la no âmbito do mercado, exatamente ao contrário do que aconteceu anos 30, quando foram criadas a CLT e a Previdência Social”, destacou Jeverton.

Segundo o presidente do sindicato, Luis Henrique Chagas, a única forma de barrar a reforma pretendida pelo governo Bolsonaro é com o povo ocupando as ruas. Neste sentido, o sindicalista reforçou a importância de a categoria apoiar a Greve Nacional da Educação, no próximo dia 15, e participar da Greve Geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 14 de junho.

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A TRENSURB É DO POVO GAÚCHO! DIGA NÃO À PRIVATIZAÇÃO

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A intenção do governo Bolsonaro de entregar a Trensurb para a exploração da iniciativa privada não conta com o respaldo dos metroviários. O Sindimetrô/RS alerta que metrô privado é sinônimo de preço ainda mais alto e queda na qualidade. Para o setor privado, o lucro está acima dos interesses da população e dos trabalhadores.

O acesso ao transporte público, com a prestação de um serviço de qualidade e com preços acessíveis, é um direito assegurado ao cidadão pela Constituição Federal, juntamente com educação, saúde e segurança.

Neste sentido, o Sindimetrô/RS não medirá esforços para lutar contra a privatização da Trensurb, criada em 17 de abril de 1980 e colocada em operação em março de 1985. Uma empresa que, apesar da falta de funcionários e dos prejuízos causados pelas terceirizações, presta um serviço essencial à população da região metropolitana de Porto Alegre.

O sindicato chama a categoria e os usuários a se unirem entorno da luta contra a privatização da Trensurb! Diga não aos constantes e abusivos aumentos da tarifa! A Trensurb é do povo!