METROVIÁRIOS(AS) E INTEGRANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM

Com a distribuição de uma carta aberta, metroviários(as) ligados(as) ao Sindimetrô/RS e representantes dos movimentos sindical, popular e estudantil realizaram no final da tarde desta quarta-feira, 06, na estação Mercado, uma atividade de mobilização contra o aumento da passagem pedido pela Trensurb.

O presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas, afirmou que “nenhum(a) trabalhador(a) que utiliza o trem teve reajuste salarial nesta proporção”. O sindicalista também lembrou que a passagem recentemente sofreu um reajuste de 94%, acabando com a tarifa social. Em 2018, a tarifa passou de R$ 1,70 para R$ 3,30.

No começo deste ano a administração da empresa solicitou ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) um aumento de 27,3% na tarifa que, se aprovado, elevará o valor do bilhete para R$ 4,20. O aumento é absurdo e prejudica especialmente os(as) trabalhadores(as) e os(as) estudantes, maioria entre os(as) usuários(as).

Presentes na manifestação, tanto a vereadora porto-alegrense Karen Santos quanto a deputada estadual Luciana Genro, ambas do PSOL, criticaram o aumento e colocaram os seus gabinetes à disposição do sindicato para fortalecer a luta contra o reajuste.

O diretor do sindicato, Henrique Luis Frozza, entende que os recursos obtidos com os impostos pagos pela população precisam retornar na forma de serviços públicos de qualidade. “Os(as) usuários(as) precisam estar ao nosso lado para barrarmos esse aumento e para impedirmos a privatização da Trensurb”, sentenciou.

Vivian Zamboni, representante da executiva estadual da CSP Conlutas, saudou a iniciativa dos(as) metroviários(as) que mais uma vez se colocam ao lado dos(as) trabalhadores(as), enquanto a empresa se posiciona contra ao tentar reajustar a tarifa.

“A empresa não proporciona condições de trabalho ao seu quadro de funcionários”, criticou a vice-presidente do sindicato, Camila Palomo Debesaitys. “Se essas condições são ruins para os homens, piores são para as mulheres”, emendou Neida de Oliveira, da executiva nacional da CSP Conlutas.

“Esse é o primeiro passo da luta contra o aumento da tarifa, outras mobilizações serão realizadas até barrarmos esse reajuste”, disse ao final do protesto o presidente do Sindimetrô/RS.

SINDIMETRÔ/RS SE REÚNE COM REPRESENTANTES DA TRENSURB

Reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 06, serviu para que o Sindimetrô/RS, representado pela sua diretoria e representantes sindicais, discutisse importantes pontos para a categoria com o Diretor Financeiro e a Gerente de Recursos Humanos da Trensurb.

Entre os pontos discutidos estão: indenização da supressão de hora extra da manutenção noturna; PDV; ação civil pública da segurança; sugestões de modificação no PCEFS; licitações do plano de saúde e do banco; convocação do concurso de P2; concurso de P2 para a segurança; pagamento retroativo dos níveis de antiguidade; e o ACT 2019/2020.

 

SINDIMETRÔ/RS REALIZA MOBILIZAÇÃO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA NESTA QUARTA

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O Sindimetrô/RS realiza nesta quarta-feira, 06, às 18h, na estação Mercado, uma atividade de mobilização contra o aumento da passagem.

A Trensurb protocolou, no Ministério do Desenvolvimento Regional, pedido de aumento de 27,3%. Se aprovado, o valor do bilhete saltará de R$ 3,30 para R$ 4,20.

No ano passado, o aumento foi de 94%, acabando com a tarifa social. Na ocasião o bilhete foi de R$ 1,70 para absurdos R$ 3,30.

Se some à mobilização contra o aumento da passagem e contra a privatização da Trensurb!

SERVIÇO

O quê: Mobilização contra o aumento da passagem
Quando: Quarta-feira, dia 06
Onde: Estação Mercado
Horário: 18 horas

TRENSURB VOLTA A PEDIR REAJUSTE ABUSIVO NA TARIFA

O que Sindimetrô/RS vinha alertando desde o final do ano passado, se concretizou. A atual administração da Trensurb encaminhou ao Ministério do Desenvolvimento Regional novo pedido de aumento do valor da tarifa. A solicitação foi feita, em Brasília, pelo diretor-presidente David Borille.

Como ocorreu no ano passado, quando a tarifa foi majorada em absurdos 94%, desta vez o aumento solicitado supera em muito a inflação. A empresa quer que a tarifa passe de R$ 3,30 para R$ 4,20, uma majoração de estratosféricos 27,3%.

“Nenhum usuário do trem com emprego formal teve reajuste salarial digno, imagina a situação dos desempregados e dos estudantes que precisam deste transporte. Portanto esse aumento pretendido é fora de qualquer realidade e afronta os usuários do trem”, critica o presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas.

O maior reajuste da história da empresa, pedido no prazo de apenas um ano, contrasta com a queda na qualidade do serviço prestado. Para o Sindicato dos Metroviários, o reajuste da tarifa tem como finalidade a entrega da Trensurb para a iniciativa privada, política defendida pelo atual Governo Federal.

Este aumento abusivo não acontecerá sem resistência. Coerente com a sua história de luta, o Sindimetrô/RS não medirá esforços para, junto com os movimentos sindical e popular, dialogar com a população e construir a mobilização contra mais esta ofensiva do governo e dos empresários.

28 DE JANEIRO: DIA NACIONAL DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO

Hoje, 28 de janeiro, é o dia nacional de combate ao trabalho escravo. Data instituída em homenagem aos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes Gonçalves, João Batista Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Aílton de Oliveira, assassinados em 2004, quando apuravam a denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG).

Considera-se trabalho escravo ou análogo quando o trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando é forçado a trabalhar contra sua vontade, é sujeito a condições desumanas ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que o seu corpo não resiste e sua vida é então colocada em risco. 

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), além das condições precárias, como falta de alojamento, água potável e sanitária, também existe cerceamento do direito de ir e vir pela coação através do uso de armas. De acordo com a Fundação Walk Free, estima-se que mais de 160 mil pessoas encontram-se nesta situação no Brasil. A exploração do trabalho em condições análogas à escravidão é crime e deve ser condenado por todas as entidades representativas de trabalhadores.