DEPUTADOS DA OPOSIÇÃO QUEREM SUSPENDER AS PRIVATIZAÇÕES ATÉ 2022

DEPUTADOS DA OPOSIÇÃO QUEREM SUSPENDER AS PRIVATIZAÇÕES ATÉ 2022

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Tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei 2715/2020, que propõe a suspensão das privatizações por 1 ano, a contar do fim do estado de calamidade pública, por conta do coronavírus, em dezembro de 2020. Portanto, se aprovada, a proposta dos deputados da oposição impedirá novos processos de desestatização e desinvestimentos, bem como os processos em andamento, até dezembro de 2022.

A matéria foi apresentada pelos deputados federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Enio Verri (PT-PR), Joenia Wapichana (Rede-RR) e Perpétua Almeida (PC do B-AC). De acordo com a líder do PSOL, o governo Bolsonaro quer aproveitar esse período de grave recessão econômica e pandemia para fazer uma grande liquidação do nosso patrimônio público. “Enquanto eles dizem que esse é um momento que pede sacrifício de todos, a verdade é que eles querem socializar os prejuízos e privatizar os lucros”, relata Fernanda Melchionna

Para o presidente do Sindimetrô-RS, é importante a participação dos metroviários para que o projeto seja aprovado. “Temos que nos manter mobilizados, porque o governo Bolsonaro quer aproveitar a pandemia para entregar o patrimônio público aos amigos”, declara Luís Henrique Chagas.

Na visão de Melchionna, a Trensurb é uma peça essencial no transporte público da Região Metropolitana de Porto Alegre. “Nós vamos lutar para, não só adiar o processo de privatização, mas para defender nosso patrimônio público e os direitos e emprego desses trabalhadores”, finalizou deputada.

Com a crise do coronavírus, os trabalhadores só contaram com a Trensurb. Os ônibus suspenderam linhas e até pararam, alegando prejuízo devido à redução no volume de passageiros. “Se o trem fosse privado, os usuários não teriam transporte. Isso demonstra que os serviços essenciais devem se manter públicos”, enfatiza Chagas.

NO DIA DA ENFERMAGEM, SINDIMETRÔ-RS DISTRIBUI EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AOS USUÁRIOS

NO DIA DA ENFERMAGEM, SINDIMETRÔ-RS DISTRIBUI EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AOS USUÁRIOS

O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul fez mais uma ação de combate ao coronavírus, nesta terça-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem. Os dirigentes do sindicato distribuíram, na Estação Mercado, kits com máscaras e álcool em gel aos passageiros da Trensurb.

O presidente da entidade lembra que as novas medidas de distanciamento controlado, publicadas no dia 10 de maio pelo governo estadual, incluem o uso de máscara em todos os municípios gaúchos. Luís Henrique Chagas explica que muitos usuários do trem têm renda baixa, o que dificulta o acesso a esses materiais de proteção. “Neste momento de pandemia, o Sindimetrô faz a sua parte, auxiliando trabalhadores de outras categorias. No entanto, a Trensurb tem obrigação de fornecer esses equipamentos aos metroviários, bem como aos usuários”, declarou Chagas.

A direção do Sindimetrô-RS alerta, ainda, que é obrigação dos empregadores fornecerem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) também para uso no deslocamento ao trabalho.

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SINDIMETRÔ E UNIVERSIDADE FIRMAM PARCERIA PARA TESTAR METROVIÁRIOS

SINDIMETRÔ E UNIVERSIDADE FIRMAM PARCERIA PARA TESTAR METROVIÁRIOS

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O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul firmou parceria com a Escola de Saúde da Unisinos para realizar o teste de diagnóstico para coronavírus em 100 metroviários, que trabalham na linha de frente do transporte. Na próxima terça-feira (05) será realizada a primeira leva da coleta de material, na sede do sindicato. O exame será o RT-PCR, denominado “padrão ouro”, pela precisão no diagnóstico para Covid-19.

A preocupação do Sindimetrô é com o contágio entre os metroviários, pois trabalham em contato direto com o público e com manipulação de dinheiro. O presidente do sindicato diz que a política de testagem é o que mais tem dado certo nos países que conseguiram controlar a doença e que foi uma reivindicação apresentada pela entidade e aprovada em assembleia geral da categoria.
“Diante da ausência de medidas de testagem por parte da empresa e do governo federal, o sindicato buscou a parceria com a universidade, demonstrando que é possível sim a realização de testes, só é preciso dar fomento à pesquisa e à ciência”, explicou Luís Henrique Chagas.

No dia 16 de março, o Sindimetrô-RS protocolou o primeiro de uma série de documentos solicitando medidas de prevenção aos trabalhadores e usuários. No entanto, ainda faltam EPI’s nos locais de trabalho. “O sindicato vem fazendo a sua parte no enfrentamento à Covid-19, mas a administração da Trensurb precisa fazer a dela também. Nossa preocupação é com a saúde dos metroviários”, disse a diretora de saúde e esportes, Keity Goulart.

Segundo análise do portal Covid-19 Brasil, que reúne cientistas e estudantes da USP, UNB e de outras instituições de pesquisa, o total de pessoas contaminadas no país pode passar de 1 milhão, devido à subnotificação. O Ministério da Saúde divulgou 71.886 casos confirmados na última terça-feira (28).

Apesar dessa tragédia anunciada, o governo Bolsonaro não dá sinais de que aumentará o número de testes, o que coloca o país na lista dos que menos fazem diagnóstico da doença no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Sindimetrô-RS defende mais investimentos do governo federal no SUS e nos serviços públicos e a testagem de todos os trabalhadores das áreas essenciais.

O TRABALHO ESSENCIAL DOS METROVIÁRIOS EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

O TRABALHO ESSENCIAL DOS METROVIÁRIOS EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

Desde o dia 19 de março, quando foi decretado o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul, por causa do coronavírus, os metroviários não pararam. Levar ao trabalho e trazer de volta para casa os trabalhadores das atividades essenciais tornou-se uma missão diária, no combate à Covid-19. Mesmo com a redução significativa no volume de passageiros, ainda são transportadas, diariamente, milhares de pessoas.

Com o passar do tempo, viu-se que o vírus não era só uma “gripezinha” e a pandemia foi mostrando o seu tamanho. Aos poucos, os estabelecimentos foram sendo fechados e os usuários passaram a fazer quarentena e, por alguns dias, os trens estiveram quase vazios. Mas a cada investida do presidente Bolsonaro para acabar com o isolamento social, o movimento aumenta e preocupa os metroviários. O que esperamos do governo são projetos que garantam a uma vida digna aos trabalhadores, com garantia de empregos, manutenção da renda, perdão da dívida de pequenos empresários e das famílias pobres atingidas pela pandemia.

O Sindimetrô fez a campanha do “Fique em Casa” com carro de som em todas as cidades atendidas pela Trensurb, nas rádios, sites de notícias, redes sociais e na televisão. Além disso, faixas foram fixadas nas estações pedindo para que os usuários deixassem o trem para os trabalhadores das áreas essenciais.

Nesse tempo, começou, no mundo inteiro, a corrida atrás de álcool em gel e equipamentos de proteção individual (EPIs), dificultando a compra junto aos fornecedores. Então veio a solidariedade da colega Maria Silveira, uma das metroviárias afastadas na última greve geral, que teve a iniciativa de costurar máscaras. O sindicato virou parceiro, passando a custear os materiais e fazendo a distribuição pela linha. Já foram entregues mais de 200 máscaras e mais 200 estão em produção, atendendo assim os metroviários e funcionários terceirizados que estão na ativa.

Os hospitais e as UPAs seguem precisando dos enfermeiros, porteiros, faxineiros, cozinheiros, dos que lavam e passam as roupas hospitalares, dos motoristas de ambulâncias e de tantos outros que são peças importantes do sistema de saúde. A população necessita da imprensa, da polícia, dos atendentes de farmácias e supermercados, dos rodoviários, dos garis, dos correios e outros tantos que não puderam parar. Aumentar os investimentos do governo federal no SUS e nos serviços públicos se mostra fundamental para superarmos esta que foi apontada, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a maior crise sanitária da nossa época.

Saudamos os trabalhadores que estão na linha de frente nesse momento e exigimos que todos possam ter segurança para cumprirem suas funções. O lucro não pode estar acima da vida. Os metroviários das estações, segurança, manutenção, administrativo, centro de controle operacional e operadores de trens seguem prestando esse serviço tão importante. Passada a pandemia, voltaremos a nos encontrar diariamente viajando neste trem que é público e é de todos nós.

#aTrensurbÉdoPovoGaúcho

EM MEIO À PANDEMIA, DEPUTADOS APROVAM MP 905 QUE DESTROI OS DIREITOS TRABALHISTAS

EM MEIO À PANDEMIA, DEPUTADOS APROVAM MP 905 QUE DESTROI OS DIREITOS TRABALHISTAS

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Enquanto o mundo inteiro está em quarentena por causa da pandemia da Covid-19, e após o governo Bolsonaro liberar 1,2 trilhão para os bancos, a Câmara dos Deputados aproveita a crise para prejudicar os trabalhadores. Foi na calada da noite desta terça-feira (14) e em votação virtual, que os parlamentares da base do governo Bolsonaro aprovaram o contrato Verde e Amarelo, que beneficia os empresários. Foram 322 votos a favor e 153 contra.

Para os dirigentes do Sindicato dos Metroviários do RS, o programa do governo Bolsonaro é aprofundar a reforma trabalhista, o que vai gerar demissões, nivelar os salários por baixo e flexibilizar ainda mais as relações de trabalho. “Foi uma ação inescrupulosa, não há outro adjetivo para definir essa atitude dos deputados bolsonaristas. Na atual conjuntura, o que esperávamos do governo federal era um decreto proibindo as demissões e ajudando financeiramente a pequenas empresas” declarou Luís Henrique Chagas, presidente da entidade.

A justificativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, é que o contrato Verde e Amarelo vai gerar empregos para jovens entre 18 e 29 anos e trabalhadores acima de 55 anos, que estejam desempregados há 12 meses ou mais. As vagas são para um salário mínimo e meio (atualmente em R$ 1.567,50). O prazo de contratação é, no máximo, dois anos.

O Sindimetrô-RS alerta que os argumentos são os mesmos utilizados durante a reforma trabalhista feita em 2017. Precarizar os direitos dos trabalhadores não abriu novos postos de trabalho, ao contrário, aumentou o desemprego no país. O banqueiro e ministro Guedes criou um programa que beneficia somente os empresários. Apelidado de “bolsa-patrão”, o contrato isenta o empregador de várias obrigações trabalhistas. Veja abaixo:

>Isenção do pagamento da contribuição previdenciária (20%);
>A multa em caso de demissão caiu de 40% para 20%;
>Não pagamento das horas extras e sua substituição por banco de horas;
>O empregador pode manter até 25% dos trabalhadores da empresa nessa modalidade.

Agora, a MP vai para o Senado e deve ser votada até o dia 20 deste mês.

SINDIMETRÔ SE SOLIDARIZA COM FAMÍLIARES E COLEGAS PELA MORTE DE PROFISSIONAL DO GHC

SINDIMETRÔ SE SOLIDARIZA COM FAMÍLIARES E COLEGAS PELA MORTE DE PROFISSIONAL DO GHC

A técnica de enfermagem do Hospital Conceição, Mara Rúbia Cáceres, morreu nesse dia 7, vítima da Covid-19. Ela trabalhava na emergência da instituição onde, provavelmente, contraiu coronavírus. Mara Rúbia era asmática e continuava na linha de frente, apesar dos protestos do Sindisaúde. A entidade vem denunciando que a direção do GHC não está obedecendo as determinações do Ministério da Saúde, que é afastar as pessoas do grupo de risco e que faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Mara Rúbia trabalhou até dias antes de ser internada, em 02 de abril, e acabou falecendo no Dia Mundial da Saúde. O secretário-geral do Sindisaúde, Julio Appel, disse que a morte da colega “foi uma tragédia anunciada”. O esposo da enfermeira, Juan Cáceres, desabafou através depoimento compartilhado nas redes sociais. “Se tivessem mais cuidados, ela estaria aqui comigo ainda”.

O Sindicato dos Metroviários do RS se solidariza com a família, amigos e com os colegas de profissão de Mara Rúbia. Também deixamos o nosso apoio aos camaradas do Sindisaúde e todos os trabalhadores da área, que estão na linha de frente no combate ao coronavírus e na luta por condições seguras de trabalho.