Apoiadores da greve dos petroleiros são reprimidos em frente à Refap

Um protesto com a participação de diversas entidades foi realizado na manhã desta quarta-feira, 30, em apoio à greve de 72 horas dos petroleiros. A categoria luta contra a privatização da Petrobras e pela redução nos preços dos combustíveis, do gás de cozinha e de outros derivados do petróleo.

Na manifestação desta manhã, em frente à Refap, em Canoas/RS, a polícia militar usou a força e os seus equipamentos de repressão para tentar impedir a manifestação. Bombas de efeito moral foram usadas contra os manifestantes que, em caminhada, chegaram ao pátio da refinaria.

Reprimidos também pela justiça que, sem ouvir os trabalhadores, declarou a greve ilegal e estabeleceu até multa, os petroleiros prometem não se intimidar, até mesmo porque sabem o que está acontecendo dentro da Petrobras e por isso, espontaneamente, não irão trabalhar.

Dirigentes e militantes ligados ao Sindimetrô/RS, assim como de outros sindicatos ligados à CSP Conlutas e a outras centrais sindicais, participaram do protesto. Em campanha salarial, os metroviários se reúnem em assembleia geral nesta quarta-feira, às 12h30min, no pátio da Trensurb.

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Assembleia mantém estado de greve e cronograma de mobilização

Manter o estado de greve; não fazer horas extras, antecipar entradas e prorrogar saídas enquanto as negociações não forem encerradas; realizar uma atividade de mobilização na terça-feira, 05; e uma nova assembleia geral na quarta-feira, 06.

Essas foram as principais deliberações aprovadas pelos(as) metroviários(as) do Rio Grande do Sul em assembleia geral realizada no começo da tarde desta quarta-feira, 30, no pátio da empresa. O encontro também aprovou duas moções de apoio, uma à greve dos petroleiros e outra à greve dos metroviários de Belo Horizonte.

Uma nova reunião de negociação está marcada para a próxima quarta-feira no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A Trensurb sugeriu em reuniões de negociação a extinção do Vale-Cultura. A comissão de negociação do Sindicato contrapôs o fim do Vale ao acréscimo de mais dois tíquetes alimentação. O Sindimetrô/RS também recusou qualquer possibilidade de extinção ou alteração da cláusula do risco de vida, que ataca diretamente os(as) colegas da segurança metroviária.

“Esperamos fechar as negociações no que diz respeito às cláusulas sociais nos próximos encontros e entrarmos nos debates das cláusulas econômicas”, destacou o presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas, lembrando a importância de a categoria se manter mobilizada. Essa mobilização tem sido fundamental na luta contra a retirada de direitos e pela valorização dos(as) metroviários(as). A direção do Sindicato parabeniza a categoria pela crescente participação nas assembleias e demais atividades da campanha salarial 2018. Mais de 200 colegas estiveram na assembleia desta tarde.

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Circula em sua versão online a 132ª edição do Jornal do Sindimetrô/RS. O informativo tem como principais destaques o recuo da Trensurb nos ataques contra direitos históricos da categoria metroviária e as dificuldades enfrentadas pelas mães metroviárias. A edição impressa estará na linha a partir da terça-feira, 29.