DIREÇÃO DA TRENSURB SE IGUALA A TEMER E LANÇA PACOTE DE MALDADES CONTRA OS METROVIÁRIOS E METROVIÁRIAS

Num ataque à categoria, a direção da Trensurb ameaça retirar conquistas históricas dos metroviários e metroviárias. Além disso, aumentou a passagem em 94% e se nega a repor a inflação nos salários dos trabalhadores e trabalhadoras.
Por incompetência, essa mesma diretoria descumpriu sentença judicial em favor da segurança metroviária, gerando uma multa de R$21 milhões, que será paga com o dinheiro do povo!

Diante disso, o Governo Temer e a direção da empresa – composta pelo PMDB, do Ministro Padilha; PSDB, do Prefeito Marchezan; e PSD, do Deputado Danrlei – obrigam a categoria a ENTRAR EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO em defesa dos seus direitos e de condições dignas de trabalho.

O pacote de maldades inclui, entre outras:

Cláusula 9ª – Exclusão da cláusula de antecipação e data de pagamento do 13º salário;
Cláusula 17ª – Condiciona o recebimento do risco do vida ao não recebimento da periculosidade;
Cláusula 28ª – Exclusão da cláusula do plano de saúde;
Cláusula 32ª – Exclusão da complementação do benefício previdenciário;
Cláusula 34ª – Exclusão do auxílio assistencial para doenças incuráveis ou infecto-contagiosas;
Cláusula 40ª- Exclusão da cláusula de garantia contra a despedida imotivada;
Cláusula 47ª – Exclusão da estabilidade dos pré-aposentados;
Clausula 51ª – Exclusão da cláusula de interinidade;
Cláusula 55ª – Exclusão da cláusula de doação de sangue;
Cláusula 80ª – Exclusão da cláusula que garante o livre acesso dos Dirigentes e Representantes Sindicais aos locais de trabalho;
Clásula 81ª – Exclusão do direito à Representantes Sindicais;
Cláusula 100ª – Exclusão do Vale Cultura;

POR TUDO ISSO, OS METROVIÁRIOS E METROVIÁRIAS CRUZARÃO OS BRAÇOS A PARTIR DO DIA 22 DE MAIO!

image-2423

Trensurb não avança em sua proposta

Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, 18, a Trensurb não avançou na proposta apresentada à categoria. A empresa insiste na negociação casada, ou seja, não aceita desmembrar os dois acordos, o do ano passado e o deste ano. Veja a proposta:

– Pagamento dos 4,05% determinados pela justiça referentes ao dissídio do ano passado;
– O retroativo será pago somente quando for julgado o mérito pelo Judiciário;
– 60% do INPC no dissídio de 2018 (1,0008%).

A Comissão de Negociação, no entanto, manifestou estar aberta a receber uma contraproposta do Sindimetrô/RS até a manhã de segunda-feira.

Atenção! Assembleia geral extraordinária da categoria no dia 21/05 (segunda), às 12h30, no pátio da empresa.

image-2420

Metroviários(as) decidem entrar em greve por tempo indeterminado

Os metroviários e metroviárias do Rio Grande do Sul decidiram ENTRAR EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO a partir da zero hora da terça-feira (22). A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária realizada no início da tarde desta quarta-feira (16). Nova assembleia ocorrerá na segunda-feira (21), às 12h30, no pátio da Trensurb.

A categoria também decidiu suspender a realização de horas extras entre os dias 21 de maio e 01 de junho. “Queremos tratamento similar ao dado à Unimed e às terceirizadas que estão tendo seus contratos reajustados com índices superiores à inflação,” declarou o presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas. Em dois anos, a Unimed teve um reajuste de 27%.

A categoria exige o pagamento imediato do Acordo Coletivo de 2017, cujo índice definido pela justiça foi de 4,05%, retroativo a 1º de maio daquele ano; o pagamento de 2,76% correspondente ao Acordo deste ano; bem como a renovação das cláusulas sociais e a renovação do Acordo de Escalas.

image-2417

image-2418

Trensurb aposta na mentira para tentar desmoralizar a categoria

A Trensurb segue tentando colocar a categoria contra o sindicato. Mente ao afirmar que a proposta feita no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não foi apresentada aos colegas. A proposta foi entregue, lida e rejeitada em seu conjunto pelos(as) metroviários(as) em assembleia geral.

Quem tenta enrolar a categoria é a administração da empresa, que se nega a pagar imediatamente os 4,05% nos salários dos(as) metroviários(as), valor julgado pelo judiciário referente ao dissídio DO ANO PASSADO.

Já a pauta de reivindicações correspondente ao Acordo Coletivo de 2018/2019 foi entregue no dia 14 de março. Seguindo a prática de não atender o Sindimetrô/RS, o diretor-presidente David Borille não recebeu o documento.

Somente após muita pressão, a direção da empresa indicou uma comissão de negociação. Essa comissão, no entanto, não respeitou o calendário combinado ao desmarcar a reunião da sexta-feira passada. E, pelo visto, continuam apostando numa tática ultrapassada: a divisão da categoria.

Mas não nos calarão! Os(as) metroviários(as) exigem respeito e querem o mesmo tratamento concedido à Unimed, que pediu um aumento de 16% e levou 13%. Índices muito acima da inflação. Afinal, essa direção está trabalhando para atender aos interesses de quem?

Sem negociação, agora é greve!

image-2410

A Trensurb suspendeu, de modo unilateral, o calendário de negociações da Campanha Salarial 2018 dos(as) metroviários(as), estabelecido de comum acordo na sexta-feira, 04. Inclusive a reunião marcada para esta sexta-feira, 11, foi cancelada.

Sem a garantia da negociação, não resta outra alternativa ao Sindimetrô/RS e à categoria senão chamar uma greve. A paralisação será discutida e votada na assembleia geral marcada para a próxima quarta-feira, às 12h30min, no pátio da empresa.

Para o presidente do sindicato, Luis Henrique Chagas, ao suspender o processo de negociação, a administração da empresa desdenha da categoria. A pauta foi entregue no dia 14 de março. Portanto, é mentirosa qualquer alegação de que é preciso tempo para estudar as reivindicações.

Tanto o Sindimetrô/RS quanto a categoria não aceitam nenhum tipo de retrocesso e muito menos a postura intransigente e inconsequente adotada pela atual administração da Trensurb. Sem negociação, agora é greve!

Parecer do MPF aponta ilegalidade no aumento de 94% na tarifa cobrada pela Trensurb

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer na ação civil pública que contesta e pede a suspensão do aumento da tarifa cobrada pela Trensurb. No parecer, o MPF pede que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) seja intimida a posicionar-se sobre o assunto. No caso de não querer intervir no processo, que ela declare se o reajuste está de acordo com as metodologias adotadas pela Agência para definição do mesmo tipo de tarifa.

A manifestação do MPF se deu em cima da ação contrária ao aumento encaminhada pela Sindimetrô/RS e pelo PSOL, que consideram o reajuste abusivo e sem transparência. Autorizada pelo Governo Federal, a nova tarifa vigora desde o início de fevereiro. O aumento foi de 94%, o que fez a passagem passar de R$ 1,70 para R$ 3,30.

Segundo o MPF, a planilha apresentada pela Trensurb não traz uma análise crítica a respeito dos itens e componentes que justifiquem o aumento, o que poderia servir para mascarar eventuais desvios de custos decorrentes de má-gestão ou corrupção. Além disso, os cerca de 200 mil usuários/dia foram informados sobre a majoração tarifária com apenas quatro dias de antecedência, sem tempo para o processamento e enfrentamento da nova realidade.

image-2407