Começa a discussão do Acordo Coletivo 2018

Ocorreu na manhã desta sexta-feira, 04, na sede da Trensurb, a primeira reunião de negociação da Campanha Salarial 2018 dos(as) metroviários(as) do Rio Grande do Sul. A pauta de reivindicações da categoria foi entregue no dia 14 março.

No primeiro encontro entre o Sindimetrô/RS e os representantes indicados pela empresa foi garantida a data base e a renovação do Acordo Coletivo 2017 por um período de 30 dias.

Para o Acordo de Escalas, a proposta da Trensurb foi de renovação por três meses. O debate da pauta de reivindicações dos(as) trabalhadores(as) terá sequência com a realização de reuniões semanais, sempre às sextas-feiras.

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Churrasco comemorativo e de mobilização

O churrasco comemorativo do dia dos trabalhadores e dos 32 anos do Sindimetrô/RS reuniu a categoria no pátio da empresa nesta quinta-feira, 03. O almoço também serviu como atividade de mobilização da Campanha Salarial 2018. Ao longo do dia, centenas de colegas estiveram no local.

Além de churrasquear, puderam conversar sobre o processo de mobilização da categoria com vistas às reivindicações apresentadas à Trensurb no início de março. Foram necessários cerca de 60 dias de pressão para que a administração da empresa decidisse receber o sindicato para iniciar o debate da pauta de reivindicações. A primeira reunião de negociação está marcada para essa sexta-feira, 04.

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Exigimos negociação! Chega de enrolação!

Foi um ano de espera pelo julgamento do dissídio coletivo de 2017. A decisão do Tribunal Regional de Trabalho (TRT), após inúmeros adiamentos, foi exclusivamente pela aplicação da inflação nos salários daquele ano, apurada em 4,05%. A Trensurb, porém, optou por protelar a decisão.

Durante uma série de reuniões realizadas no TRT, com a direção do Sindimetrô/RS sempre respaldada por decisões da categoria tiradas em assembleias, a empresa colocou a indecente proposta de cumprir a decisão num prazo de 90 dias, atrelando o pagamento do índice definido pelo TRT à Campanha Salarial deste ano. Dois processos que não tem elos de ligação.

A proposta da administração da Trensurb mostra a falta de disposição para negociação e de respeito com os(as) funcionários(as) que tocam a empresa no seu dia-a-dia. Amparado pela categoria, o sindicato apresentou como contraproposta o pagamento imediato do índice, bem como a renovação das cláusulas sociais do Acordo Coletivo de 2018, que foi rejeitada pela empresa.

Tentaram de todos os modos que o sindicato, nas reuniões realizadas no TRT, assinasse um acordo sem consultar a base. Na ocasião, repudiamos tal prática. A direção do Sindimetrô/RS não dá consentimentos a acordos costurados entre quatro paredes.

Toda proposta nova surgida nos debates deve ser ampla e democraticamente discutida e aprovada pelo conjunto dos(as) metroviários(as). Talvez acostumados a acordos feitos nos gabinetes do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional, os atuais administradores da Trensurb tentaram, através de uma prática antissindical, colocar a direção do sindicato contra a categoria.

Essa tática de protelamento das discussões nunca funcionou e não vai funcionar entre os(as) metroviários(as). Mas o diretor-presidente, seus diretores e assessores insistem no método. Foi assim com a atual Campanha Salarial, cuja pauta de reivindicações foi entregue no início de março, e apenas agora, pressionada, a empresa marcou a primeira reunião de negociação.

Mesmo com os salários corroídos pela inflação e trabalhando sob péssimas condições de trabalho, a categoria teve paciência e mostrou vontade de negociar. Mas sem a contrapartida da Trensurb, os(as) metroviários(as) tem a obrigação de se manifestar contra esse descaso. É hora de negociar de verdade. Chega de enrolação!

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Churrasco transferido

ATENÇÃO METROVIÁRIOS (AS)!

Em função da mobilização da Campanha Salarial 2018, o churrasco marcado para quinta-feira, 03, na sede do Sindimetrô/RS, das 11h às 16h, foi TRANSFERIDO para o pátio da empresa, no mesmo dia e horário.

1º DE MAIO – DIA DOS TRABALHADORES

UM POUCO DE HISTÓRIA

O Dia do Trabalhador – 1º de maio, tem origem numa manifestação que reuniu 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago e numa greve geral nos Estados Unidos, em 1886. Até então, os trabalhadores apenas trabalhavam, sem exigir direitos.

Em 1891, na França, a Segunda Internacional Socialista convocou uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais travadas em Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial.

As lutas de Chicago foram embriões para que, no dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificasse a jornada de 8h/dia de trabalho e proclamasse o dia 1º de maio como feriado. Alguns anos depois, a Rússia fez o mesmo.

Em Portugal, o 1º de Maio data de 1890. Mas as ações do Dia do Trabalhador limitavam-se a realização de piqueniques de confraternização e romarias aos cemitérios para homenagear os operários e ativistas mortos lutando pelos seus direitos.

No país lusitano, o 1.º de maio, antes marcado por piqueniques comemorativos e romarias aos cemitérios, ganhou característica de massa, até que, em 1919, foi conquistada a jornada de 8h/dia para os trabalhadores do comércio e da indústria.

NO BRASIL ATUAL

No Brasil, o Dia do Trabalhador serve para lembrar que entre patrões e trabalhadores não há conciliação e que os governos atuam de acordo com os interesses da burguesia. Um dia para lembrar que as conquistas dos trabalhadores são obtidas com muita luta e que custam vidas.

Os trabalhadores sofrem na atualidade as consequências nefastas de uma reforma trabalhista que impôs a flexibilização de contratos e de salários, a precarização do trabalho, especialmente por causa das terceirizações, além dos famigerados contratos temporários.

Crescem de forma alarmante as demissões – são mais de 15 milhões de desempregados. Todavia a conjuntura também apresenta vitórias que precisam ser saudadas. É o caso da não aprovação da reforma da previdência, barrada pela mobilização dos trabalhadores.

REALIDADE METROVIÁRIA

Os metroviários do RS nada tem a comemorar neste 1º de maio – Dia dos Trabalhadores. Ao contrário, o enfrentamento aos desmandos da atual administração da Trensurb se mostra necessário e urgente.

A categoria não aceita o descaso de uma direção que tem sistematicamente se negado a negociar e que optou em recorrer de uma decisão judicial que simplesmente determinava a correção de salários pela inflação, do ano passado.

Essa direção não merece o nosso respeito e, portanto, a nossa resposta será a altura do descaso até aqui mostrado pelo diretor-presidente David Borille e sua equipe administrativa. Os metroviários não se intimidarão. Se é enfrentamento que querem, enfrentamento terão.

O momento é de, unidos, darmos uma grande e definitiva resposta ao descaso com a categoria até agora mostrado. Se for preciso, a sede do sindicato será temporariamente mudada para o pátio da empresa. Aumentaremos o tom, visando a construção de uma poderosa greve.

O Sindimetrô/RS conclama a categoria e os usuários, que sofreram um recente ataque ao verem o valor da passagem aumentado em 94%, passando de R$ 1,70 para R$ 3,30 a unirem-se na luta por um metrô público, de qualidade e estatal. Chega de maracutaias e sucateamento!