NOTA DO SINDIMETRÔ/RS SOBRE OS TRENS NOVOS

image-2542

image-2543

Os problemas trazidos à tona por diferentes veículos de imprensa nos últimos meses sobre a aquisição dos trens novos já eram objetos de denúncias apresentadas pelo Sindimetrô/RS desde que as composições começaram a ser recolhidas ao estacionamento. Os usuários e usuárias, espremidos(as) nos trens antigos, podem observar diariamente o estacionamento lotado.

Criada em 1985, a Trensurb cresceu junto com a demanda populacional da região metropolitana de Porto Alegre. Um crescimento que ocorreu no rastro dos problemas de corrupção verificados na política e na economia do país. Neste período, a empresa sofreu sistematicamente com o desmonte e o sucateamento propositais com vistas a sua entrega para a iniciativa privada.

Funcionando na sua capacidade limite para garantir a qualidade no transporte e também na manutenção, a empresa adquiriu quinze novos trens, em 2012, que entrariam em operação em 2014. No entanto, jamais as composições novas funcionaram ao mesmo tempo. Apenas seis estão em operação e, ainda assim, com problemas. Na aquisição, foram investidos R$ 244 milhões.

Hoje, enquanto faltam trens para atender a população, o estacionamento da empresa virou uma espécie de depósito para a maioria dos trens novos, todos apresentando inúmeras falhas. Além disso, algumas composições estão sofrendo processo de canibalização, tendo suas peças retiradas para a utilização em outro trem. O cumprimento da grade horária é garantido pelos trens velhos, com 33 anos de operação, funcionando no limite da capacidade e sem folga para manutenção.

A entrega dos trens novos sem a realização de testes de operacionalidade e sem quase a metade das especificações técnicas relacionadas ao desempenho dos veículos exige a responsabilização de quem assinou o contrato de compra. Também demanda a responsabilização daqueles que, após a aquisição, não exigem do consórcio FrotaPoa – formado pela Alstom e a CAF – uma solução para os problemas apresentados. Nesse tempo, a Trensurb já esteve sob a gestão de apadrinhados políticos do PT, PP, MDB, PSD e PSDB.

Diante desse conjunto de denúncias, o Sindimetrô/RS adverte a população e, sobretudo, as autoridades para os riscos de um acidente com consequências graves por falta de manutenção nos trens antigos ou por falta de condições de trafegabilidade dos trens novos. Os metroviários e metroviárias defendem a punição imediata de todos os envolvidos e continuam na luta por uma Trensurb transparente, pública e estatal.

25 DE JULHO: DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES NEGRAS LATINO AMERICANAS E CARIBENHAS

image-2539

– A data foi definida em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo na República Dominicana –

Parte importante e representativa da sociedade brasileira, as mulheres negras lutam por justiça e inclusão social. No Brasil, as negras e negros correspondem a 53% da população, algo em torno de 110 milhões de pessoas.

A maioria, no entanto, sofre com a pobreza e vive nas periferias e áreas metropolitanas dos grandes centros urbanos, locais marcados pela violência e esquecidos pelo Estado. Além da desigualdade econômica, enfrentam a discriminação e o preconceito racial.

O setor mais precarizado do trabalho, a mão de obra terceirizada, tem o rosto da mulher negra. Os serviços de limpeza contratados através da terceirização, por exemplo, mantém a grande maioria de mulheres negras como empregadas. Realidade que ainda traz resquícios da escravidão, aliada à ideia de que é a mulher quem deve realizar as tarefas domésticas.

Diante deste contexto, nesse dia 25 de julho, as mulheres negras tem pouco a comemorar. São elas as mais afetadas pela Lei da Terceirização e pela Reforma Trabalhista, implementadas pelo governo Temer, que aprovou a terceirização irrestrita e retirou direitos históricos dos trabalhadores e trabalhadoras.

O Sindimetrô/RS segue junto a luta das mulheres negras pela igualdade de direitos, combatendo à terceirização e toda forma de opressão. A luta contra o racismo é de todo metroviário e metroviária! Deve ser, enfim, bandeira de uma sociedade que busca equidade e justiça social.

A JUSTIÇA E OS GOVERNOS NÃO CALARÃO OS QUE LUTAM

image-2536

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou à prisão, na terça-feira (17), 23 ativistas que participaram de protestos durante as jornadas de junho de 2013. O juiz Flávio Itabaiana decretou penas que variam entre 5 e 7 anos de detenção em regime fechado por, segundo ele, crimes como formação de quadrilha, dano qualificado, corrupção de menores e lesão corporal. Os ativistas irão recorrer e poderão responder em liberdade ao processo.

As jornadas de junho ocorreram num período marcado por manifestações em todo o Brasil, inicialmente contra o aumento da tarifa de transporte público e depois por diversas outras reivindicações. A população saiu às ruas e enfrentou forte repressão dos órgãos de segurança. Durante as ações de intimidação, muitos ativistas foram presos e alguns acabaram respondendo a processos criminais.

Na sentença, o juiz fez alusão ao protesto contra a gestão do então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), afirmando “ser inacreditável o então governador e sua família terem ficado com o direito de ir e vir restringido”. Cabral é o ex-governador que está preso e condenado há vários anos de prisão por corrupção e esquemas que faliram o Estado.

Julgamentos arbitrários e ideológicos não são casos isolados, apenas mostram que as esferas do governo usam a justiça e a repressão policial para intimidar manifestantes. O Sindimetrô/RS repudia a ação do judiciário e demonstra solidariedade aos ativistas do Rio de Janeiro. Lutar não é crime!

JORNAL DO SINDICATO DESTACA ASSINATURA DO ACORDO COLETIVO

Circula nas estações e demais dependências da Trensurb, a versão impressa do Jornal do Sindimetrô/RS. A versão eletrônica pode ser acessada no Facebook, Twitter e site do sindicato.

O jornal tem como destaque a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2019.

O impresso também ressalta a notificação do Ministério do Trabalho à Trensurb, solicitando explicações e soluções para os problemas existentes nas plataformas usadas para limpeza dos trens.

A edição ainda aborda a luta das mulheres na Argentina, com a aprovação de um projeto de lei que legaliza o aborto até a 14ª semana de gestação e amplia o prazo em caso de estupro, risco de morte para a mãe e má formação do feto.

Outros temas abordados são a crônica falta de troco nas bilheterias e a negociação do Acordo de Escalas.

VEJA O ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2018/2019 DA CATEGORIA

Foi assinado no dia 09 de julho o Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 – ACT. A aprovação, em assembleia geral realizada no 13 de junho, só foi possível depois da forte pressão feita pela categoria. A mobilização levou a empresa a retirar dos debates um pacote de maldades que cortava direitos dos metroviários e das metroviárias.