Jornal destaca paralisação contra política de reajuste zero

Circula na linha e no setor administrativo da Trensurb a 131ª edição do Jornal do Sindimetrô/RS, que tem como principal destaque uma paralisação da categoria no caso de a empresa recorrer de decisão da Justiça que mandou corrigir os salários do ano passado em 4,05%. A decisão foi aprovada em Assembleia Geral realizada no dia 09 de abril, mesma data em que o Tribunal Regional do Trabalho determinou a reposição da inflação nos salários da categoria.

O informativo também destaca a falta de segurança na P16, usada para lavar os trens. Constatados pela CIPA, os problemas já foram denunciados pelo sindicato ao Ministério do Trabalho. Outro tema abordado é a readmissão de colegas afastados pelo metrô de São Paulo, conquista que mostra a importância da luta e da solidariedade de classe. O jornal ainda aborda a Campanha Salarial deste ano e o aumento da licença-maternidade de 120 para 180 dias.

Carta aberta aos usuários e às usuárias informando possível paralisação é distribuída

Contra o sucateamento da Trensurb e a sua política de reajuste salarial zero, a categoria metroviária poderá paralisar as atividades no próximo dia 25. Carta aberta anunciando aos usuários e às usuárias a possível paralisação será entregue nesta quinta-feira, 19.

Com os salários congelados há dois anos, os(as) metroviários(as) recentemente tiveram o Acordo Coletivo de 2017 julgado. A justiça mandou a empresa aplicar 4,05% nos salários da categoria. O índice corresponde à inflação verificada no período.

A Trensurb, porém, está se negando a aplicar o percentual e informa que irá recorrer da decisão. Essa intransigência e falta de respeito fatalmente levarão à paralisação.

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Metrô de São Paulo: todos os demitidos na greve de 2014 serão readmitidos

Após quatro anos de muita luta, 37 dos 42 metroviários demitidos pelo Metrô de São Paulo na greve realizada em 2014, serão reintegrados. Em assembleia, no dia 12 de abril, a categoria aprovou um acordo com o Metrô, que repõe os valores perdidos pelos trabalhadores e readmite todos. Essa importante vitória reafirma o direito de greve e fortalece a luta sindical coletiva.

Em junho de 2014, às vésperas da Copa Mundo, os metroviários realizaram uma greve de cinco dias. Duramente reprimida pelas forças de segurança do poder público, terminou com a demissão de 42 trabalhadores. Dois colegas foram readmitidos de maneira imediata, e três, dirigentes sindicais, ganharam na justiça o direito à readmissão.

Quase dois anos depois, através de uma ação coletiva, 37 trabalhadores ganharam, em segunda instância, o processo de demissão de justa causa, porém sem a garantia de readmissão imediata. O processo, neste momento, estava na terceira instância.
Ao longo destes quatros anos de luta, organizada pelo sindicato, a categoria realizou diversas manifestações exigindo a readmissão e de maneira solidária colaborou financeiramente para manutenção das necessidades básicas dos companheiros.

O Sindimetrô/RS acompanhou a importante luta travada pelos colegas e, neste momento, parabeniza a categoria pela conquista obtida.

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Justiça define índice do dissídio 2017, e categoria decide paralisar caso a Trensurb recorra

Foi realizado no início da tarde desta segunda-feira, 09, o julgamento do Dissídio Coletivo 2017 da categoria. Arbitrado pela Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Regional do Trabalho (TRT4), o índice de correção definido foi de 4,05% sobre todas as cláusulas econômicas. A partir da publicação da decisão, a Trensurb terá até oito dias úteis para recorrer.

Em Assembleia Geral realizada na tarde de hoje, os(as) metroviários(as) decidiram paralisar as atividades em caso de recurso da empresa. A decisão da assembleia será comunicada a administração da Trensurb nesta terça-feira, 10. A data da paralisação, ainda a ser definida, será amplamente divulgada à categoria e aos usuários do trem metropolitano.

CAMPANHA SALARIAL 2018 – A direção do Sindimetrô/RS aproveitou a Assembleia Geral desta segunda-feira para apresentar a Campanha Salarial 2018. Foram divulgadas e entregues as primeiras peças confeccionadas para divulgar a campanha, que, em sua fase inicial, terá camisetas, adesivos e cartazes.
A pauta de reivindicações de 2018 foi entregue nos primeiros dias de março e até o momento a empresa não abriu o processo de negociação. Os sinais dados indicam que a Trensurb não pretende assinar o Acordo Coletivo. No caso de a empresa radicalizar e não negociar, a categoria promete uma resposta à altura.

 

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Conselho de Representantes é empossado

 

Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 09, na sede do Sindimetrô/RS, foram empossados os representantes eleitos para o triênio 2018/2021. O representante sindical é de fundamental importância para a organização por local de trabalho, é ele o elo entre os trabalhadores e a direção sindical. A posse foi encerrada com um almoço de confraternização.

Como destacado na última edição do Jornal do Sindimetrô/RS, a eleição deste ano para o Conselho de Representantes mostrou um crescimento na participação das mulheres no cotidiano de luta do sindicato. Todas as dez inscritas no processo eleitoral foram eleitas, cinco como titulares e outras cinco como suplentes.

“O Sindimetrô/RS conta com a participação de todos na luta cotidiana do sindicato e da categoria por melhores salários, condições de vida e de trabalho. Em nome da direção do sindicato, desejo uma boa luta a todos e a todas!”, concluiu o presidente Luis Henrique Chagas.

Recurso da Trensurb contra a multa aplicada pelo Procon RS é negado

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O recurso apresentado pela Trensurb contestando a multa de R$ 541,7 mil aplicada pelo Procon contra o reajuste no valor da tarifa foi negado. Segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, a empresa será inscrita na dívida ativa caso não realize o pagamento num prazo de 30 dias, a partir da notificação.

O valor da multa equivale a menos de um dia de arrecadação da empresa, que transporta cerca de 200 mil passageiros diariamente. O processo administrativo aberto pelo Procon em fevereiro tem como objetivo investigar o reajuste na passagem. Por decisão burocrática do governo federal, com o aval da administração da empresa, a tarifa subiu 94%, passando de R$ 1,70 para R$ 3,30.

Em maio do ano passado, a administração da Trensurb encaminhou aos ministérios das Cidades e do Planejamento a solicitação de um reajuste de 47%, o que levaria a tarifa para R$ 2,50. Quase nove meses depois, o Ministério das Cidades atendeu à solicitação, mas concedeu um reajuste muito superior ao protocolado.

O Sindimetrô/RS posiciona-se contrário ao absurdo aumento de 94% no valor da tarifa, quando a inflação foi de 75% no período. O índice está totalmente fora da realidade vivida pelos(as) trabalhadores(as) e estudantes que utilizam esse meio de transporte para deslocamentos na região metropolitana de Porto Alegre.