Boletim destaca debate sobre a reforma trabalhista e mobilizações contra a reforma da previdência na Argentina

Circula na linha a edição 125 do Boletim do Sindimetrô/RS. O informativo destaca o debate organizado pelo sindicato sobre a reforma trabalhista e o ajuste fiscal e a vitória, no campo jurídico, no caso do Condomínio Sepé Tiaraju.

O material ainda aborda as manifestações na Argentina contra a reforma da previdência e a greve dos metroviários de Brasília. No âmbito das estações, o informativo denuncia o descaso da empresa com a saúde e o bem-estar dos seus funcionários.

Na estação Mathias Velho, uma pomba foi encontrada morta dentro de uma caixa d’água. Além disso, por falta de água, os colegas precisam se deslocar até outras estações para usar sanitários. O sindicato já cobrou providências por parte da empresa e denunciou o caso ao Ministério do Trabalho.

Leia AQUI a versão eletrônica do Boletim.

Debate no Sindimetrô discute consequências da Reforma Trabalhista e como enfrentá-la

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Debate organizado pelo sindicato, na noite de terça-feira, 12, discutiu os efeitos do ajuste fiscal e da reforma trabalhista para os trabalhadores brasileiros. Os temas foram abordados por Valdete Souto Severo, juíza do trabalho; Jeverton Lima, advogado e assessor sindical; Pedro Ruas, advogado e deputado estadual pelo PSOL; e Érico Corrêa, da Secretaria Executiva Estadual da CSP Conlutas. O contexto histórico da luta dos trabalhadores norteou as falas.

Segundo a juíza do trabalho Valdete Souto Severo, a terceirização enfraquece a luta coletiva e a organização dos trabalhadores. “A negociação coletiva é um direito previsto na Constituição Federal”, lembra a juíza. A reforma trabalhista, aproveitando-se de súmulas da Justiça do Trabalho, busca regularizar a jornada de 12 x 36, por exemplo. Essa carga horária fere a Constituição, que em seu artigo 7º, XIII, determina a jornada em oito horas diárias e 44h semanais. A demissão imotivada é outra questão apontada pela juíza. “Sem a garantia da não demissão imotivada, não tem como o trabalhador reivindicar melhores condições de trabalho e de vida”, destaca.

Valdete também critica a abertura desordenada das terceirizações, prática que tem como objetivo repassar serviços públicos para a iniciativa privada. Para a juíza, a reforma diminui salários e busca acabar com as negociações coletivas, reduzindo o poder de atuação dos sindicatos. Uma consequência pensada propositalmente  pelos seus mentores é a perda de identidade do trabalhador enquanto classe. Valdete conclui afirmado a necessidade de se recuperar o conceito de organização sindical e do movimento coletivo. “Existe um esgotamento de um modelo sindical que precisa ser revisto”, finaliza.

Com a reforma trabalhista, é criado subcategorias dentro da organização sindical. Esse pensamento abriu a fala do advogado Jeverton Lima. Mesmo com a prevalência do negociado sobre o legislado, os sindicatos mais fortes estão conseguindo manter minimamente os seus textos, porém outros serão regidos por figuras regimentais diferentes. Por exemplo, o banco de horas é apontado pelo advogado como o retorno à semiescravidão. “O trabalhador irá trabalhar nos dias e horários que interessar ao patrão, e folgará em dias e horários que não lhe interessa. Momentos para a família serão raros.”

“A reforma traz uma desconstrução da figura individual, quando deveríamos estar fortalecendo as relações interpessoais dentro dos locais de trabalho”, afirma. É o que acontece com os professores contratados da rede estadual e será amplificado com a reforma em todos os setores. São profissionais com contratos precários e sem garantias quando são afastados de suas funções. Para o advogado, não existe espaço vazio no movimento sindical e na política. Quando a esquerda abre lacunas, a direita as ocupa para fazer maldades. “O terrorismo da mídia, somado a desmobilização, avança, enquanto a nossa reação tem sido mínima”, conclui.

“Nos primeiros 30 anos do século XX, a realidade era brutal para os trabalhadores. Trabalhava-se por um salário estabelecido pelo patrão e, no caso das mulheres, por um prato de comida”, disse o advogado e deputado estadual Pedro Ruas. Essa realidade mudou com a criação da Justiça do Trabalho, da CLT e do salário mínimo, foi quando o trabalhador adquiriu cidadania. “Algo avançado em relação as formas de trabalho estabelecidas no resto do mundo.  Agora, em 2017, vivemos um retrocesso de 77 anos. Um ano de derrotas do ponto de vista da classe trabalhadora”, finalizou.

O dirigente sindical Érico Corrêa abriu a sua participação afirmando estarmos vivendo um momento de definição e de contradição. Segundo ele, a política define a vida, por isso o trabalhador tem de fazer política. Conforme fala, a luta sindical é defensiva e tem de ir contra a lei. “2017 é um ano de absoluta contradição na luta sindical. Perdemos direitos que não têm cem anos, em contrapartida fizemos uma greve geral em 28 de abril que há décadas não fazíamos, um 24 de maio (Ocupa Brasília) que foi fantástico”, declarou, dizendo ainda que só tem uma coisa que mete medo na classe dominante, o povo na rua.

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CHEGARAM AS AGENDAS 2018

Encontram-se à disposição dos metroviários associados, na sede do sindicato, as agendas 2018. Procure a Secretaria da entidade, das 8h às 17h, e solicite a sua.

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Boletim destaca participação da categoria na luta contra a Reforma da Previdência

Circula na linha e no pátio da empresa a edição 124 do Boletim Informativo do Sindimetrô/RS. O material destaca a participação da categoria no dia de lutas contra a Reforma da Previdência – 5 de dezembro.

O informativo ainda aborda a greve dos metroviários de Brasília e o churrasco de confraternização organizado pelo sindicato.

Também reforça o convite para o debate sobre o ajuste fiscal e a reforma trabalhista, a ser realizado nesta terça-feira, 12, às 18h, na sede do sindicato.

Acesse aqui a versão eletrônica do informativo.

Sindimetrô/RS participa do encontro da Coordenação Nacional da CSP Conlutas

O colega metroviário e da direção eleita do sindicato, Gilberto Sanches, o Giba, participa, em São Paulo, neste fim de semana, do encontro da Coordenação Nacional da CSP Conlutas. Entre outros temas, o encontro discutirá a conjuntura e definirá a nova Secretaria Executiva Nacional da central.

O primeiro dia do encontro, sexta-feira, 8, foi dedicado ao debate do plano de ação e à votação das resoluções do tema da luta contra as opressões do 3º Congresso Nacional da Central. Resoluções que haviam sido remetidas para a Coordenação.

A avaliação da conjuntura nacional destacou o toma lá da cá do governo Temer, com liberação de recursos para a compra de votos dos deputados para aprovar ainda este ano a Reforma da Previdência. Ou seja, o governo está usando todas as fichas para acabar com a aposentadoria dos trabalhadores.

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