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Mulheres metroviárias realizaram na manhã desta quarta-feira (09) uma atividade alusiva ao 8 de Março – Dia Internacional da Mulher. Na estação Mercado da Trensurb, no Centro de Porto Alegre, as mulheres distribuíram uma carta aberta e uma flor confeccionada em tecido para as usuárias do trem metropolitano. Embora simbólica, a manifestação denunciou a falta de segurança nas estações e nos trens e a violência que vitima mulheres em todo o Brasil.

A carta reforça a insegurança enfrentada pelas funcionárias da empresa no dia a dia de trabalho. Com o título Aqui se Trabalha com Medo, o documento afirma que a categoria cada vez mais é vítima de assaltos nos locais de trabalho, no caso, as estações. A carta é enfática ao exigir que a empresa contrate seguranças e outros funcionários. Do contrário, “adoeceremos pelo estresse diário ou pelo medo continuo”.

“Não esperemos o pior para agirmos de maneira mais resoluta. Unamo-nos, metroviárias e usuárias, porque para nos segregar já há gente demais. Não nos cerquem, pois, o resultado será inesperado. Aqui se trabalha com medo”, diz o documento. A carta também traz dados sobre a violência cotidiana que vitima mulheres no Brasil. Estima-se que cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos no país, e o parceiro (marido, namorado, ex-marido ou ex-namorado) respondem por 80% dos casos.

Outro tipo de violência que assusta as mulheres é a sexual. Esse tipo de violência é um problema de saúde pública, que pode provocar graves consequências médicas, psicológicas e sociais. Além disso, as mulheres são as principais vítimas da crise econômica e política que vive o país, o que se reflete no abismo salarial entre homens e mulheres, mesmo que com o mesmo nível de instrução.

O Sindimetrô/RS chama a atenção dos usuários do trem metropolitano para o fato de os funcionários da Trensurb, sobretudo as mulheres, desempenharem as suas funções sob condições de completa insegurança, estando constantemente submetidos as mais diferentes formas de violência. O sindicato também destaca a necessidade de a sociedade refletir acerca do papel da mulher no mercado de trabalho e nas relações interpessoais, buscando formas de superar as abusivas diferenças salariais e acabar com todo o tipo de violência contra a mulher.

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