METROVIÁRIOS(AS) E INTEGRANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM | SindimetrôRS
7 fevereiro 2019
7 fevereiro 2019,
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Com a distribuição de uma carta aberta, metroviários(as) ligados(as) ao Sindimetrô/RS e representantes dos movimentos sindical, popular e estudantil realizaram no final da tarde desta quarta-feira, 06, na estação Mercado, uma atividade de mobilização contra o aumento da passagem pedido pela Trensurb.

O presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas, afirmou que “nenhum(a) trabalhador(a) que utiliza o trem teve reajuste salarial nesta proporção”. O sindicalista também lembrou que a passagem recentemente sofreu um reajuste de 94%, acabando com a tarifa social. Em 2018, a tarifa passou de R$ 1,70 para R$ 3,30.

No começo deste ano a administração da empresa solicitou ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) um aumento de 27,3% na tarifa que, se aprovado, elevará o valor do bilhete para R$ 4,20. O aumento é absurdo e prejudica especialmente os(as) trabalhadores(as) e os(as) estudantes, maioria entre os(as) usuários(as).

Presentes na manifestação, tanto a vereadora porto-alegrense Karen Santos quanto a deputada estadual Luciana Genro, ambas do PSOL, criticaram o aumento e colocaram os seus gabinetes à disposição do sindicato para fortalecer a luta contra o reajuste.

O diretor do sindicato, Henrique Luis Frozza, entende que os recursos obtidos com os impostos pagos pela população precisam retornar na forma de serviços públicos de qualidade. “Os(as) usuários(as) precisam estar ao nosso lado para barrarmos esse aumento e para impedirmos a privatização da Trensurb”, sentenciou.

Vivian Zamboni, representante da executiva estadual da CSP Conlutas, saudou a iniciativa dos(as) metroviários(as) que mais uma vez se colocam ao lado dos(as) trabalhadores(as), enquanto a empresa se posiciona contra ao tentar reajustar a tarifa.

“A empresa não proporciona condições de trabalho ao seu quadro de funcionários”, criticou a vice-presidente do sindicato, Camila Palomo Debesaitys. “Se essas condições são ruins para os homens, piores são para as mulheres”, emendou Neida de Oliveira, da executiva nacional da CSP Conlutas.

“Esse é o primeiro passo da luta contra o aumento da tarifa, outras mobilizações serão realizadas até barrarmos esse reajuste”, disse ao final do protesto o presidente do Sindimetrô/RS.

Categoria: Notícias

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