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28 junho 2018
28 junho 2018,
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POR AYLLU ACOSTA E LUCAS VIEGAS

O dia 28 de junho √© mundialmente conhecido como o Dia do Orgulho LGBT. A data surgiu em 1969, a partir da rea√ß√£o de grupos LGBTs √†s constantes repress√Ķes policiais que aconteciam no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, local conhecido pela diversidade dos seus frequentadores. O movimento resultou na 1¬™ Parada do Orgulho LGBT, em 1970. De¬†l√° para c√°, a data √© marcada por manifesta√ß√Ķes em quase todos os pa√≠ses do mundo e em v√°rias cidades do Brasil.

Mas você sabe o que quer dizer LGBT? A sigla LGBT representa lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Para compreendermos melhor cada um desses grupos, é necessário entendermos a diferença entre dois termos: orientação sexual e identidade de gênero.

Orientação sexual: Se refere às pessoas pelas quais sentimos atração e afeto. Aqui entram as lésbicas (mulheres que gostam de mulheres), gays (homens que gostam de homens) e bissexuais (pessoas que sentem atração por homens e mulheres).

Identidade de g√™nero: √Č como nos identificamos em sociedade. Nesse sentido, o indiv√≠duo pode se apresentar como um homem ou mulher, sem levar em considera√ß√£o o seu sexo biol√≥gico ou orienta√ß√£o sexual. Aqui entram as travestis, transexuais e transg√™neros.

Esclarecidas essas diferen√ßas, voltamos para uma dura realidade… O Brasil √© o pa√≠s que mais mata LGBTs no mundo, reflexo da opress√£o e discrimina√ß√£o que sofremos diariamente. Apesar disso, alguns direitos civis j√° foram garantidos em nosso pa√≠s, como o casamento gay e ado√ß√£o por casais homoafetivos. No entanto, em diversos locais e culturas a homossexualidade ainda √© ilegal e pass√≠vel de puni√ß√Ķes, que podem chegar a pena de morte por enforcamento e apedrejamento.

Ao mesmo tempo em que vemos alguns avan√ßos, enfrentamos uma onda conservadora que precisa ser combatida. Ano passado, uma liminar do judici√°rio permitiu que psic√≥logos voltassem a fazer terapias de ‚Äúrevers√£o sexual‚ÄĚ. O m√©todo, tido como um grande retrocesso, estava suspenso desde 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia. Al√©m disso, ainda temos o Projeto Escola sem Partido tramitando em diversos locais do pa√≠s. Ele visa retirar do ambiente escolar o debate sobre g√™nero, sexualidade e combate √† homofobia.

Nesse contexto adverso, √© mais do que necess√°rio estarmos frente √† luta dos LGBTs. Precisamos defender e ampliar a discuss√£o do tema na pol√≠tica, educa√ß√£o, movimento sindical e na classe trabalhadora. A prote√ß√£o dos nossos direitos fundamentais passa pela criminaliza√ß√£o da homofobia. Chega de intoler√Ęncia! Nossas fam√≠lias existem e precisam ser respeitadas.

Ayllu Acosta √© diretora de comunica√ß√£o do Sindimetr√ī/RS
Lucas Viegas √© representante sindical do Sindimetr√ī/RS

Categoria: Notícias

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