
Dia 31 de março marca 61 anos do golpe civil-militar no Brasil, uma ditadura que teve seu apoio nas classes dominantes conservadoras. O período durou mais de 20 anos, retirou liberdades políticas. perseguiu, torturou e matou milhares de pessoas, inclusive mulheres grávidas e crianças.
A primeira turma do STF formou maioria para uma decisão histórica, que tornou réus articuladores da tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023. O momento é marcante, a primeira vez em que membros do alto escalão das forças armadas serão julgados por crimes no Brasil. Isso porque a Lei de Anistia de 1979 perdoou criminosos do período antidemocrático. Ao contrário de outros países da América Latina que julgaram e condenaram militares, o Brasil deixou os militares ficarem impunes.
Além do ex-presidente Bolsonaro, viraram réus Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Braga Netto, General Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira, ex ministros de Bolsonaro, Mauro Cid, na época ajudante de ordens da presidência, e Alexandre Ramagem, ex-diretor da ABIN e deputado federal.
É preciso defender a democracia e combater o fascismo e o reacionarismo nos dias de hoje. O bolsonarismo reivindica o militarismo vivido na ditadura e promove atos contra a democracia. É um momento histórico e decisivo para o Brasil!
É preciso manter a pressão para que os golpistas sejam condenados e presos. Sem anistia para golpistas!
