Nesta terça, 14, o presidente da Trensurb concedeu uma entrevista no Jornal do Almoço devido aos problemas operacionais que a empresa enfrentou nesta segunda e terça-feira. Um acidente ocorrido na noite do domingo prejudicou um trecho da operação da Trensurb, que teve seu serviço interrompido parcialmente em algumas estações entre Esteio e Canoas.

Para quem precisava se deslocar, restou atrasos e transtornos. Para os(as) metroviários, a culpa. A comunicação interna falhou. O(a) metroviário(a) na estação não pode ser o último a saber o que está acontecendo na empresa. Mas a falta de comunucação da direção da empresa tornou ainda pior a situação. Houve demora no aviso para que houvesse o fechamento das estações, inclusive com venda de bilhetes em estações que sequer tinham condições de operar devido ao acidente. Isto foi omitido para os trabalhadores e durante a entrevista, nós, metroviários(as), fomos responsabilizados por outra grave falha da direção da empresa: a falta de efetivo.

Estamos com o menor número de servidores(as) da história da Trensurb. O concurso público deixa os(as) trabalhadores sobrecarregados e afeta negativamente o serviço que prestamos. Seguimos denunciando, cobrando tanto o governo federal e a gestão da Trensurb para que o concurso saia do papel.

Também destacamos a falha do plano de contingenciamento do fornecimento dos transportes contratados pela Trensurb. Estes contratos existem para casos como o desta semana e segundo relatos, houve uma demora para os ônibus começarem a operar. É preciso rever esses contratos para que a população não seja penalizada nestes casos emergenciais.

Seguimos defendendo mais investimentos públicos, a manutenção da Trensurb pública, melhores condições de trabalho e a valorização da categoria metroviária.