METROVIÁRIOS DE SEIS ESTADOS BUSCAM APOIO PARA LANÇAR A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO TRANSPORTE SOBRE TRILHOS

METROVIÁRIOS DE SEIS ESTADOS BUSCAM APOIO PARA LANÇAR A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO TRANSPORTE SOBRE TRILHOS

Na manhã desta quinta-feira, dia 06, diretores do Sindimetrô RS participaram do lançamento da aprovação da fundação e do estatuto da Frente parlamentar em defesa do Transporte Público sobre Trilhos. Durante uma reunião online entre os sindicatos, assessores e parlamentares foi firmado o compromisso de buscar nas bancadas do Congresso Nacional, no mínimo, as 171 assinaturas necessárias para o lançamento da frente.

Este movimento uniu metroviários de seis estados em torno da manutenção da Trensurb e da CBTU como empresas públicas essenciais à sociedade e também é de vital importância na luta contra a política privatista e de extinção dos serviços públicos de Guedes e Bolsonaro.

 

VACINAÇÃO DOS SEGURANÇAS DA TRENSURB É A PRIMEIRA VITÓRIA DO SINDIMETRÔ/RS

VACINAÇÃO DOS SEGURANÇAS DA TRENSURB É A PRIMEIRA VITÓRIA DO SINDIMETRÔ/RS

A liberação de 50 doses da vacina contra a covid-19, para os metroviários da segurança da Trensurb é uma vitória da categoria. A paralisação de uma hora em 20 de abril, a manifestação de 24 de março e outras pressões pela vacinação da categoria surtiram efeito. A avaliação é do Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul.

Para o presidente da entidade, apesar de o número representar apenas 10% dos funcionários da linha de frente, é uma conquista a ser comemorada: “Estamos parcialmente felizes. A vacinação tem que ser para todos os metroviários e metroviárias”, disse Luís Henrique Chagas.

Em fevereiro o Sindimetrô/RS sugeriu à direção da empresa, que as vacinas fossem fornecidas pelas prefeituras, das seis cidades atendidas pelo trem. Em 24 de março foi protocolado um pedido nesse sentido na prefeitura da capital. Na mesma data houve uma manifestação na estação Mercado, com a liberação das catracas.

Em 20 de abril a categoria fez uma paralisação de uma hora, das 5h às 6h. O protesto foi pela morte de quatro colegas e pelo elevado índice de contaminação na empresa. Mais de 250 tiveram contato com o vírus e 90 estavam afastados.

A mobilização da categoria é pela vacinação de todas as pessoas que precisam sair de casa para trabalhar.

Mas, pela atitude do governo Bolsonaro, a vacinação em massa ainda vai demorar muito: “A mobilização tem que continuar, antes que mais 400 mil vidas sejam perdidas, pelo negacionismo do governo”, alertou Chagas.

A secretaria da saúde de Porto Alegre incluiu 58 metroviários da segurança, na lista de vacinação. Eles entraram na prioridade da segurança pública, devido ao contato direto com o público.

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Fotos: os seguranças Almada e Marcelo recebendo a 1ª dose.

SINDIMETRÔ E TRENSURB PRORROGAM ACORDOS COLETIVOS

SINDIMETRÔ E TRENSURB PRORROGAM ACORDOS COLETIVOS


Na última sexta-feira, dia 30, Sindimetrô RS e Trensurb assinaram o protocolo de relações que prorroga o prazo de vencimento dos acordos coletivos de trabalho e de escalas por mais 30 dias, prorrogáveis por igual período em comum acordo.

O ACT e o Acordo de Escalas venceriam naquele mesmo dia. No documento as duas partes concordam em manter a data base em 1° de maio e dar inicio às negociações para o mais breve possível.
Para os metroviários, a manutenção das atuais conquistas dos dois acordos coletivos é de suma importância na luta contra a privatização da Trensurb.

#ACT2021
#privatizaréofimdalinha

SINDIMETRÔ CONSIDEROU EXITOSA A PARALISAÇÃO DO DIA NACIONAL DE LUTA

SINDIMETRÔ CONSIDEROU EXITOSA A PARALISAÇÃO DO DIA NACIONAL DE LUTA

A paralisação dos metroviários e das metroviárias do Rio Grande do Sul atingiu o objetivo, que é chamar a atenção para uma revisão na lista de prioridades da vacinação. A categoria defende a imunização dos funcionários da linha de frente da Trensurb e de todas as pessoas que precisam sair de casa para trabalhar.

A mobilização foi organizada pela Federação Nacional dos Metroferroviários, em função do alto contágio pelo coronavírus, no transporte coletivo de massa.

Os dirigentes do Sindimetrô/RS chegaram no terceiro andar da empresa, onde está o Centro de Controle Operacional (CCO), às 23h15min e ocuparam a sala de reuniões e o hall de acesso ao setor, que é o coração da operação dos trens.

Às 3h40min os sindicalistas chegaram ao Setor de Tráfego (SETRA), que controla toda a movimentação dos trens. Às 6hs partiram os trens, conforme estabelecido pelo TRT.

O presidente do Sindimetrô/RS disse que a mobilização foi exitosa e alcançou o objetivo. “Queremos alertar as autoridades e a população, que a lista de prioridades da vacinação é elitista”, disse Luís Henrique Chagas.

O sindicalista disse ainda que o negacionismo do governo Bolsonaro está matando mais que o próprio vírus. “Não tem vacinas, mandam economizar o oxigênio e falta até medicamento para intubar os pacientes. Isso não é genocídio? “, questiona Chagas.

O sindicato também cobrou atitude do governador Leite e do prefeito Sebastião Melo: “O Leite disse que compraria vacinas, mas só tem as que o Ministério da Saúde manda. E o Melo vai na mesma linha negacionista do Bolsonaro, distribuindo cloroquina.”, criticou o dirigente sindical.

PARALISAÇÃO LEGAL E JUSTA

A paralisação dos metroviários foi considerada uma greve legal e NÃO ABUSIVA e estabeleceu prazo até às 6 horas da manhã, o que o sindicato concordou.

No despacho, a desembargadora Carmen Izabel Centena diz: “…é lícito aos trabalhadores o direito de greve, ainda que em atividade essencial, desde que garantido o atendimento previsto em lei.”

O protesto do Sindimetrô/ RS contou com o apoio dos sindicatos dos municipários de Porto Alegre, da Saúde, dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição e dos Correios. A atividade encerrou às 6h30min com o atendimento à imprensa, na Estação Farrapos.

 

METROVIÁRIOS EM LUTA, POR UMA HORA!

METROVIÁRIOS EM LUTA, POR UMA HORA!

Paramos o trem por 1h.

Por uma hora, os metroviários de Porto Alegre deixaram as estações em silêncio para que sejam ouvidos: VACINA PARA TODOS!

Por uma hora, pararam o trem para que outros trabalhadores e suas famílias não sejam silenciadas pela dor de perder alguém querido para a Covid-19. Os metroviários prestam um serviço essencial, mas não são tratados como prioridade por governos que desprezam os trabalhadores.

Por uma hora, pararam o trem para que a população escute a luta contra a privatização desse serviço, um plano de Bolsonaro que representará aumento de tarifas, desemprego e sucateamento para que empresas lucrem com o transporte.

Por uma hora, os metroviários pararam o trem para que conquistas importantes não sejam surrupiadas da categoria.

Por uma hora, o SINDiMETRORS sinalizou que utilizará todos os meios para proteger a saúde e os direitos dos metroviários.

Por uma hora, os metroviários receberam o apoio e a solidariedade de sindicalistas do SIMPA, SINDISAÚDE-RS, ASERGHC, ASSUFRGS, SINTECT e do DCE da UFRGS com a juventude do JUNTOS.

Por uma hora, o SindimetroRS refletiu que a unidade faz a força, que os metroviários são importantes para a sociedade, que um sindicato se faz pelas lutas que se dispõe a travar.

Por uma hora, os metroviários clamaram: PROTEJA O TREM PÚBLICO!

Fotos: Alass Derivas | Deriva Jornalismo