EM BRASÍLIA, METROVIÁRIOS BUSCAM APOIO PARLAMENTAR PARA AS LUTAS CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES DA TRENSURB E DA CBTU

EM BRASÍLIA, METROVIÁRIOS BUSCAM APOIO PARLAMENTAR PARA AS LUTAS CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES DA TRENSURB E DA CBTU

Os metroviários brasileiros seguem na luta contra as privatizações da CBTU e da Trensurb, pelo governo Bolsonaro. E parte importante desta batalha é a articulação política com a criação de uma frente parlamentar mista de defesa do transporte sobre trilhos no Congresso Nacional.

Para isso, os sindicatos dos metroviários do RS, de MG, de PE, de AL e do RN estão há meses atrás de suas respectivas bancadas de deputados e senadores para colher assinaturas para dar início a esta frente. E conseguiram. Atingiram a meta mínima exigida para o processo de abertura, que é de 171 congressistas.

Representando os metroviários gaúchos, os diretores Raquel, Ronas e Wladimir chegaram em Brasília na última segunda-feira (08) e cumprem agenda nos gabinetes dos parlamentares, onde encontraram-se com a deputada Fernanda Melchionna na (PSOL/RS), com Elvino Bohn Gass (PT/RS) e no escritório da Advocacia Garcez, que realiza a assessoria jurídica dos trabalhadores metroferroviários dos cinco estados. Nas reuniões trataram dos próximos passos a serem dados após conseguirem as mais de 220 assinaturas de parlamentares (deputados e senadores).

 

RODA DE SABERES INICIA ATIVIDADES DO NOVEMBRO NEGRO

RODA DE SABERES INICIA ATIVIDADES DO NOVEMBRO NEGRO

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Ontem (8/11) ocorreu uma roda de conversa formativa de raça, gênero e classe para os dirigentes sindicais do Sindimetrô-RS. A condução foi feita pela mestranda e psicóloga Caroline Rodrigues Ferreira, que estuda sobre identidades, negritudes, e feminismo negro. O formato de estar em roda foi trazido por Caroline como algo sagrado entre o povo negro, um movimento de fortalecimento, reconhecimento e partilha de saberes. A partir de escritores e pensadores negros, vivências e experiências pessoais de temáticas através do viés da raça, houve a discussão de temas sobre trabalho, machismo, violências, discriminação, apagamento histórico, cotas raciais e sociais, cultura negra, colorismo, miscigenação, entre tantos outros.

A formação ocorreu na sede do sindicato e reuniu dirigentes das secretarias da mulher Diana e Flaviani, de raça, gêneros e movimentos sociais Maria e Lima e de comunicação, Lucas. O encontro contou ainda com a presença do metroviário Bira, uma referência ativa do movimento negro. O metroviário dividiu sua trajetória sobre o reconhecimento de territórios quilombolas e a mobilização do movimento negro operário.

O evento foi organizado pelas secretarias raças, gêneros e movimentos sociais em conjunto com a secretaria das mulheres e abriu o mês da consciência negra e faz parte da movimentação da categoria por maior reconhecimento da pauta racial e de mobilização por ações diretas e fortalecimento da luta antirracista.

#novembronegro
#diadaconsciêncianegra
#leiamulheresnegras

 

Edital de Convocação para Reunião do Conselho Diretivo do Sindimetrô RS – 05.11.2021 (03/11/2021)

EDITAL DE CONVOCAÇÃO
REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DIRETIVO DO SINDIMETRÔ/RS

O presidente do Sindimetrô/RS, conforme disposições estatutárias, convoca REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DIRETIVO da entidade, a ser realizada no dia 05 de novembro de 2021, às 10h, na Sede do Sindicato, situada na R. Monsenhor Felipe Diehl, número 48, com a seguinte pauta:

1. Privatização;
2. PDV;
3. Relato do jurídico;
4. Relato do financeiro;
5. Campanha com a Carris.

Porto Alegre, 29 de outubro de 2021.

Luís Henrique Chagas
Presidente

 

NESTE DIA DO METROVIÁRIO DEFENDA O TREM PÚBLICO

NESTE DIA DO METROVIÁRIO DEFENDA O TREM PÚBLICO

Privatizar significa a piora na qualidade do serviço, mais acidentes e tarifa mais cara.

Defenda o trem público, valorize os metroviários.

Dia 26 de outubro é o dia do metroviário, categoria que transporta 3 milhões de trabalhadores gaúchos por mês. O serviço é essencial e não parou durante a pandemia. Mas o governo Bolsonaro quer privatizar a Trensurb, fazendo com que a tarifa aumente e piore a qualidade do serviço. Este desmonte do sistema metroviário só beneficia a indústria automobilística e empresas de transporte rodoviário. Assim como a saúde, a educação e o saneamento básico, o transporte é um direito de todos, está na constituição. O direito ao transporte é uma extensão natural do direito à cidade.

Enquanto alguns setores puderam se adaptar ao home office e ao isolamento social, o trem não parou, levando os trabalhadores de Porto Alegre a Novo Hamburgo. Os metroviários seguiram lutando por condições seguras para trabalhar. O Sindimetrô RS exigiu junto à empresa medidas preventivas para segurança dos funcionários, como testagem, vacinação da categoria como grupo prioritário, circulação de trens acoplados para diminuir a superlotação, implementação de protocolos de segurança e higienização, além da disponibilização de equipamentos de proteção pessoal para funcionários e usuários. A resistência da empresa foi denunciada pelo sindicato, garantindo a testagem dos funcionários onde a empresa faltou, até que a Justiça obrigasse a Trensurb a mudar de posição. Não esqueceremos de Giovani, Eduardo, Vilmar e Alexandre, quatro colegas que perderam suas vidas pelo covid-19, enquanto o governo dificultava o acesso e distribuição de vacinas aos brasileiros.

Em junho, servidores públicos do Ministério da Saúde fizeram denúncias que expuseram um esquema de corrupção envolvendo a importação da vacina indiana Covaxin. As várias ameaças sofridas internamente só foram enfrentadas porque a estabilidade do trabalho independe das pressões políticas que cerceiam a integridade de órgãos que prestam serviços públicos. O direito de estabilidade no funcionalismo público está ameaçado pela Reforma Administrativa de Paulo Guedes e Bolsonaro.

Em meio à precarização e ataques aos direitos trabalhistas, os metroviários lutaram para garantir suas conquistas históricas. Por quatro meses em negociação com a Trensurb, a categoria resistiu e renovou seus acordos coletivos de trabalho. Somente a luta organizada e coletiva pode mudar o rumo dos duros ataques ao povo brasileiro neste momento.

A privatização é o caminho para a entrega de bilhões do patrimônio público para empresas que colocam o lucro acima das pessoas. Privatizar não é a solução, é a entrega do serviço público na mão da ganância de empresários. No Rio de Janeiro, onde o metrô é privado, a passagem custa R$ 5,80, é a mais alta no país. O Sindimetrô RS defende a tarifa social, a exemplo de mais de 100 cidades ao redor do mundo que implantaram essa solução para a mobilidade urbana. Luxemburgo foi o primeiro país a adotar transporte público gratuito para todos os cidadãos em 2020. Privatizar significa a piora na qualidade do serviço, mais acidentes e tarifa mais cara.

Defenda o trem público, valorize os metroviários!

PRIVATIZAR É O FIM DA LINHA

Artigo publicado no Sul 21, dia 26 de Outubro de 2021, Dia do Metroviário.

 

TRENSURB É CONDENADA POR IRREGULARIDADES NAS ESTAÇÕES

TRENSURB É CONDENADA POR IRREGULARIDADES NAS ESTAÇÕES

Em ação civil pública impetrada pelo MPT em 25/09/2019, a Trensurb foi condenada por não cumprir a NR-17 que trata da Ergonomia Do Trabalho nas estações, além de descumprir algumas regras referente a NR-24 que trata das condições sanitárias de trabalho.

O laudo pericial constatou problemas nas bilheterias, nos sanitários, na planta baixa de uma das estações, na acessibilidade tanto de funcionários quanto de usuários, na pintura de algumas estações, nos vestiários e armários dos funcionários, entre outros problemas, de um total de 192 itens analisados foram encontrados 30 inconformidades.

A justiça condenou em sentença publicada em 23/08/2021 a Trensurb em:
– R$ 100.000,00 de danos morais que serão revertidos ao FAT.
– 60 dias para as melhorias referentes a NR-24, podendo ocorrer multa de R$500,00/dia por atraso.
– 180 dias para elaborar a AET (analise ergonômica do trabalho) podendo sofrer multa de R$5,000/dia por atraso.
– 360 dias para efetiva implementação da AET podendo sofrer multa de R$5,000/dia por atraso.

O Sindimetrô há anos denuncia as precárias condições de trabalho dos metroviários e seguirá cobrando da empresa por melhorias.

Estamos atentos a esta e quaisquer ações em defesa da categoria metroviária.