Na manhã de ontem, 9, as mulheres da direção do Sindimetrô RS se reuniram na sede do sindicato para definir pautas e calendário de ações para o primeiro trimestre.
A ampliação da participação feminina na política é essencial para o avanço de uma sociedade mais igualitária.
8 de janeiro de 2023 foi um dia que entrou para a história. Um dia para relembrar para que nunca se repita: uma onda de atos violentos, criminosos e antidemocráticos ocorreu após a derrota de Bolsonaro nas urnas na disputa das eleições presidenciais. Mais de 4 mil pessoas invadiram, depredaram e saquearam as sedes do Congresso Nacional e do prédio do STF, na praça dos três poderes em Brasília.
Além da invasão e destruição da capital federal, grupos de “patriotas” acamparam por semanas em frente a quartéis generais e bloquearam estradas pedindo intervenção militar. Entre maio e outubro de 2023, parlamentares se reuniram para apurar as circunstâncias dos atos criminosos. O relatório final indiciou 61 pessoas. Dentre elas, Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal continua com a operação Lesa Pátria, que investiga pessoas e organizações envolvidas por organizar, financiar e participar dos crimes antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro. Na madrugada de hoje, a PF cumpriu 47 mandados de busca e apreensão e um de prisão em 12 estados brasileiros. Ainda há muito trabalho pela frente.
Cerca de 2.000 envolvidos foram detidos na época. Destes, apenas 66 seguem presos. A maioria está em liberdade provisória enquanto as investigações seguem. O STF julga os crimes que vão de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, Associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A ditadura militar foi um período extremamente violento da nossa história. A ditadura levou a vida de milhares de pessoas que defenderam os direitos e lutaram pelo resgate da democracia no Brasil. Para que as forças democráticas sigam de pé, é necessário que haja a responsabilização de quem conspira contra. Até então, houve pouca consequência aos chefes políticos, militares, organizadores e financiadores dos eventos. É inadmissível que bolsonaristas que apoiaram os atos golpistas estejam na composição do governo federal. É absurdo que Bolsonaro, peça central deste episódio, não esteja atrás das grades. Sem anistia para golpistas e sem conciliação de classes! Democracia para sempre!
Está no ar o boletim informativo nº 168 do Sindimetrô RS. A nova edição traz uma retrospectiva do ano de 2023, com as principais ações da luta metroviária em defesa da Trensurb pública. Leia também sobre a posse da nova diretoria do sindicato e sobre as perspectivas para 2024: a mobilização pelo cumprimento da promessa do governo Lula. O fim das privatizações nunca esteve tão perto e tão longe. Quase sete meses depois da declaração de Rui Costa, a Trensurb segue na lista de privatizações e os estudos de concessão seguem em curso.
Esta edição já circula pelas estações e postos de trabalho. Todas as edições passadas estão disponíveis para leitura online no Issuu e no site do Sindimetrô RS. Leia online no site do Sindimetrô RS ou pelo link: https://issuu.com/sindimetro_rs/docs/informativo168
✔ Lutar pela tarifa zero ✔ Defender a Trensurb pública ✔ Fortalecer a classe trabalhadora
Agradecemos pela confiança da categoria metroviária no fortalecimento do Sindimetrô RS como um sindicato combativo e atuante nas lutas da classe trabalhadora.
No dia 26 de outubro celebramos o dia do(a) metroviário(a), e para o Sindimetrô RS, além de saudar a categoria, foi um dia de luta. Estivemos em Brasília para a audiência pública “O futuro do sistema metro ferroviário federal”. A audiência foi uma importante articulação do Sindimetrô RS e da Deputada Federal Fernanda Melchionna. O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, convidado para o debate, não compareceu à audiência. Para nós, a ausência de Rui Costa aponta para a continuidade do processo de privatização da Trensurb.
No mesmo dia, às 19h30, no Auditório da Faccat, também estivemos presentes em Taquara para a audiência pública, coordenada pelo deputado estadual Issur Koch (PP). Foi o lançamento da Frente Parlamentar pela Extensão do Trensurb até o Vale do Paranhana. Além de valorizar o comércio das regiões e conectar as cidades, o transporte sobre trilhos é uma saída para resolver questões de mobilidade urbana, como um modelo sustentável, econômico e eficiente de transporte coletivo. Defendemos a expansão para atender cada vez mais municípios, mas alertamos: a expansão não pode ser moeda de troca para entregar o patrimônio dos gaúchos para empresas privadas.
Todo o investimento é público, feito a partir da arrecadação de impostos. A Trensurb segue na lista de privatizações e seguimos resistindo para oferecer um serviço de qualidade à população gaúcha. A falta de efetivo e problemas na via permanente, a falta de manutenção preventiva, terceirizações e problemas estruturais resultam em atrasos e colocam em risco quem trabalha ou utiliza o serviço da Trensurb.
Em 2024, seguiremos firmes na defesa pela manutenção da Trensurb pública estatal e com tarifa zero. O serviço privado é aumento de tarifa e precarização. Venha defender e lutar pelo futuro que queremos para a Trensurb!