Nosso parabéns a todas as mães, e principalmente às metroviárias, que desempenham um papel fundamental na Trensurb e nos seus lares!

Temos muito a avançar para que o trabalho de cuidado não seja só tarefa de mulheres ou mães. Mulheres enfrentam jornadas triplas, sobrecarga e solidão materna são a realidade que precisamos mudar. Mães não são guerreiras, só muitas vezes estão em sobrecarga e exaustão, sem rede de apoio e políticas públicas para cuidarem de seus filhos.

Segundo o IBGE, enquanto as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e/ou cuidado de pessoas, os homens gastaram 11,7 horas, quase metade a menos do tempo dedicado. As mulheres pretas ou pardas dedicaram 1,6 hora a mais por semana nessas tarefas do que as brancas.

A sobrecarga do cuidado e das tarefas domésticas impacta diretamente nas oportunidades profissionais e pessoais, minando muitas vezes a carreira de mães. O machismo e o patriarcado – além do racismo – são problemas estruturais que precarizam a vida das mães.

Ao visibilizar o trabalho doméstico do cuidado, podemos jogar luz para uma questão que envolve todas as pessoas, pois são as mulheres e mães as maiores responsáveis pelo cuidado de crianças, idosos e pessoas doentes.

Precisamos de uma aldeia inteira colaborando para tirar o peso da sobrecarga dos ombros das mulheres, que exercem trabalho doméstico não remunerado de cuidado. Em 2022, mais de 11 milhões de mulheres estão criando seus filhos sozinhas, segundo o IBGE. O número aumentou em 1,7 milhão em relação a 2012. É urgente que haja uma mudança de conduta e de uma divisão mais equitativa na divisão de tarefas dentro de casa e dos filhos.

Nesse dia das mães, nosso desejo é por mais equidade na divisão do cuidado dentro do lar e também por mais políticas públicas de qualidade de vida às mães: saúde, educação, segurança, lazer e garantia de direitos às mulheres.