
O Sindimetrô RS, diante da nota pública divulgada pela Trensurb S.A. sobre o episódio de violência ocorrido na Estação Anchieta, na noite de 13 de maio de 2025, vem a público apresentar os seguintes esclarecimentos e contrapontos, em defesa da verdade, da segurança dos trabalhadores e do interesse coletivo:
A afirmação da empresa de que “dispõe de equipes de segurança em suas estações, incluindo Anchieta” não condiz com a realidade vivenciada diariamente pelos trabalhadores e usuários. O SindimetroRS tem denunciado reiteradamente a ausência ou insuficiência de efetivo de segurança em diversas estações, o que compromete não apenas a proteção do público, mas também a dos próprios empregados da empresa.
É importante destacar que os agentes de segurança da Trensurb também estão expostos a riscos permanentes, uma vez que atuam muitas vezes com efetivo reduzido, sem os equipamentos e treinamentos adequados, e sem suporte institucional compatível com a gravidade das ocorrências enfrentadas. Não se trata de falha individual ou operacional dos agentes, mas sim de uma política de gestão negligente que compromete a segurança de todos os trabalhadores – incluindo também os da bilheteria e demais funções operacionais.
A Trensurb, além de não garantir presença suficiente de pessoal treinado, descumpre decisão judicial oriunda de Ação Civil Pública, que determina a realização de treinamentos periódicos e qualificação técnica para o quadro de segurança. Tal descumprimento caracteriza grave omissão administrativa e coloca em risco a vida dos trabalhadores e usuários.
O atual cenário é resultado direto de uma estratégia de desmonte deliberado do atual governo, com enfraquecimento de estruturas essenciais como a segurança, manutenção e atendimento, criando um ambiente propício à privatização do serviço. O Sindimetrô RS denuncia essa prática, que prejudica o serviço público, coloca em risco vidas humanas e compromete a missão social da empresa.
A responsabilidade pela segurança dos empregados e usuários é objetiva, nos termos da legislação vigente, e não pode ser transferida a recursos tecnológicos isolados. O videomonitoramento, embora útil, não substitui a presença efetiva, treinada e suficiente de profissionais em todas as estações.
Diante disso, reiteramos a necessidade urgente de reforço do quadro de segurança, com efetivo permanente em todas as estações e condições adequadas de trabalho e exige o cumprimento imediato da decisão judicial que determina a qualificação e os treinamentos periódicos dos agentes de segurança;
Reforçamos nossa solidariedade à vítima da violência e aos trabalhadores da segurança e da operação, que atuam sob risco constante em razão do descaso da administração da empresa.
O Sindimetrô RS seguirá atuando de forma firme, jurídica e institucional para garantir que a Trensurb cumpra seu papel com responsabilidade, respeito à vida e ao serviço público de qualidade.
Porto Alegre, 14 de maio de 2025
