Na sexta, 20, cerca de 40 mulheres entre metroviárias, terceirizadas e estagiárias, de todos os setores se reuniram em uma atividade promovida pela Secretaria da Mulher do Sindimetrô RS. A roda de conversa foi um momento onde as mulheres puderam participar e trocar experiências, com escuta e acolhimento, com a mediação da advogada Dra Luciane Toss.

As mulheres são minoria no quadro de funcionários, o que torna o ambiente ainda mais hostil e inseguro em muitos dos casos de assédio na Trensurb. A situação das trabalhadoras terceirizadas é ainda de maior vulnerabilidade em casos de violência.

Por pressão e mobilização das metroviárias, a Trensurb lançou um protocolo contra o assédio no final de 2024, mas falta efetividade na implementação para mudar a cultura machista dentro da empresa.

Como encaminhamentos, as metroviárias irão criar um coletivo permanente de mulheres com atividades periódicas de formação para juntas reunir demandas e cobrar a empresa políticas efetivas de igualdade de gênero contra todo tipo de assédio.

O enfrentamento ao assédio sexual e a todo tipo de violência é necessário para avançar na defesa de uma Trensurb pública, estatal e de qualidade, segura para trabalhadores e trabalhadoras.