
Passados dois anos de maio de 2024, os alertas seguem: não há plano de prevenção e enfrentamento a enchentes por parte do prefeito Melo e do governo Leite. Em maio de 2026, é possível ver as marcas das enchentes, que não estão marcadas nas paredes. Ainda há famílias em moradias temporárias, morando em áreas de risco, produtores rurais endividados, obras estruturais essenciais inacabadas.
O mês ficou marcado na história do Rio Grande do Sul com as catástrofes causadas pelos altos volumes de chuva e pela negligência no enfrentamento às mudanças climáticas. A operação da Trensurb foi afetada, com estações inoperantes que só foram reabertas em dezembro de 2024.
O ano foi desafiador para toda a população gaúcha. A água atingiu mais de um metro no bairro Humaitá e deixou nossa sede inacessível por três semanas. Nosso auditório ficou interditado e só foi reinaugurado após quase um ano depois.
No momento mais crítico, a solidariedade metroviária se faz necessária. Muitos colegas precisaram de ajuda. Realizamos mutirões de limpeza e organizamos uma vaquinha online para ajudar os metroviários atingidos. Seguimos cobrando da empresa as condições de trabalho no retorno da operação.
Até hoje os transtornos seguem, mesmo após o aporte financeiro do Governo Federal de quase R$ 300 milhões para a reconstrução da Trensurb pós-enchente. Os alagamentos em diversos trechos e obras intermináveis para reestabelecer a energia continuam causando transtorno e piorando o serviço essencial que prestamos à população gaúcha.
É preciso pressionar os governos para a implantação de sistemas eficientes para o enfrentamento às cheias e grandes volumes de chuva que podem ocorrer com mais frequência e intensidade nos próximos períodos.
