Nesta segunda, 14, o Sindimetrô RS, em conjunto com metroviários(as) de Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo e Pernambuco cumpriram duas agendas em Brasília. As agendas são fruto do calendário unificado firmado entre os sindicatos metroferroviários para pressionar os governos em defesa do transporte público e da valorização da classe trabalhadora.
A primeira agenda foi com a Secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), Elisa Leonel. Durante a reunião, articulada juntamente da Dep. Federal Fernanda Melchionna, pautamos as tratativas sobre o concurso público e nosso ACE e ACT 26/28.
A segunda agenda foi na Secretaria Geral da Presidência da República. Como estratégia conjunta, cada sindicato entrou com pedido de reunião com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria. A reunião ocorreu, mas apenas com a assessoria da SGPR. Boulos segue ignorando e não recebendo os(as) trabalhadores. Cobramos posicionamento concreto do governo em relação ao futuro dos trabalhadores da Trensurb. Os representantes do ministério se comprometeram em articular uma agenda com a Casa Civil que se recusa a receber e dialogar com a categoria metroviária.
A pressão sobre o governo, quando feita de maneira conjunta, ganha peso e demonstra a força da luta coletiva. O momento é crítico e seguimos em constante mobilização para avançar e defender nossos direitos e o garantir um futuro onde a Trensurb, da CBTU-PE, do metrô do DF sejam 100% públicas e estatais, e isso passa pela reversão das privatizações do metrô de Belo Horizonte e de São Paulo.
Nesta terça, 14, o presidente da Trensurb concedeu uma entrevista no Jornal do Almoço devido aos problemas operacionais que a empresa enfrentou nesta segunda e terça-feira. Um acidente ocorrido na noite do domingo prejudicou um trecho da operação da Trensurb, que teve seu serviço interrompido parcialmente em algumas estações entre Esteio e Canoas.
Para quem precisava se deslocar, restou atrasos e transtornos. Para os(as) metroviários, a culpa. A comunicação interna falhou. O(a) metroviário(a) na estação não pode ser o último a saber o que está acontecendo na empresa. Mas a falta de comunucação da direção da empresa tornou ainda pior a situação. Houve demora no aviso para que houvesse o fechamento das estações, inclusive com venda de bilhetes em estações que sequer tinham condições de operar devido ao acidente. Isto foi omitido para os trabalhadores e durante a entrevista, nós, metroviários(as), fomos responsabilizados por outra grave falha da direção da empresa: a falta de efetivo.
Estamos com o menor número de servidores(as) da história da Trensurb. O concurso público deixa os(as) trabalhadores sobrecarregados e afeta negativamente o serviço que prestamos. Seguimos denunciando, cobrando tanto o governo federal e a gestão da Trensurb para que o concurso saia do papel.
Também destacamos a falha do plano de contingenciamento do fornecimento dos transportes contratados pela Trensurb. Estes contratos existem para casos como o desta semana e segundo relatos, houve uma demora para os ônibus começarem a operar. É preciso rever esses contratos para que a população não seja penalizada nestes casos emergenciais.
Seguimos defendendo mais investimentos públicos, a manutenção da Trensurb pública, melhores condições de trabalho e a valorização da categoria metroviária.
Na quinta-feira, 9 de abril, representantes da direção do Sindimetrô RS, assim como do Sintec-RS, do SENGE-RS e do SINDAERGS, estiveram presentes no auditório da empresa em reunião com a direção da Trensurb para tratar de temas centrais para a categoria metroviária.
Entre os principais pontos debatidos, esteve o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa informou que ainda aguarda aprovação do CONSAD para enviar a pauta para Brasília. Apesar disso, ficou definida a realização da primeira reunião para discussão das cláusulas sociais no dia 28 de abril.
Outro tema abordado foi o Plano de Demissão Voluntária (PDV). Segundo a direção da Trensurb, já existe um projeto elaborado, mas que ainda não pode divulgar valores ou detalhes, uma vez que o programa depende de aprovação junto ao governo federal. A expectativa da direção da empresa é abrir o processo até o final do ano.
Em relação ao chamado Acordo Especial (ACE), foi encaminhada a instalação de uma comissão paritária, formada pelos sindicatos de base e por representantes da empresa, que terá como objetivo elaborar uma proposta voltada à garantia dos empregos da categoria metroviária. Durante a reunião, também foi sugerida a participação do governo federal nessa mesa, com a indicação de um representante para acompanhar o processo. A discussão se dá em um cenário de ameaça concreta, já que o governo Lula mantém a Trensurb na lista de privatizações, contrariando compromissos assumidos durante o último período eleitoral.
O Sindimetrô RS segue firme na defesa dos direitos da categoria metroviária. Não aceitaremos retrocessos. É fundamental fortalecer a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras para enfrentar esse cenário e garantir os direitos, os empregos da categoria metroviária e a manutenção da Trensurb pública.
No aniversário do sindicato, a direção reafirma o compromisso com a luta contra a privatização da Trensurb e pela garantia dos empregos dos e das metroviárias.
Tudo o que conquistamos até agora é fruto de organização coletiva, mobilização e independência da categoria frente aos governos e patrões.
Este é o legado dos 40 anos do Sindimetrô RS, o qual vamos honrar até o final. É na luta que residem todas nossas esperanças, é nela que apostamos toda nossa energia.
Mais do que nunca, precisamos da categoria unida, disposta e com a firmeza que os nossos desafios exigem.
No dia 9 de abril, às 11h, no pátio da Trensurb, o Sindimetrô RS vai realizar um evento de celebração e mobilização para comemorar os 40 anos de luta do sindicato.
Sabemos que o avanço das privatizações e retirada de direitos da classe trabalhadora não nos dão motivos para festejar. Ao mesmo tempo, nutrimos um profundo orgulho da trajetória política de nossa categoria, que nunca se rendeu aos patrões e governos.
Neste aniversário do sindicato, é preciso mais que nunca reafirmar nossa história. As falsas promessas do governo Lula, que prometeu retirar a Trensurb do PND, exigem que continuemos a luta com independência. Por isso, convidamos todos e todas a participar deste momento, para confraternizar e discutir sobre nossas batalhas.
É hora de mobilizar para garantir a estabilidade dos nossos empregos no Acordo Coletivo de Trabalho, de unir forças contra a privatização e, pra isso, não pode faltar comida e fraternidade entre a categoria.