
O QUE CHAMAM DE AMOR É TRABALHO NÃO PAGO
Confira um trecho do bate papo sobre economia do cuidado com Carolline Sardá no programa A Hora dos Trabalhadores, apresentado por Ana Paula Almada no Canal Farol Brasil.

Confira um trecho do bate papo sobre economia do cuidado com Carolline Sardá no programa A Hora dos Trabalhadores, apresentado por Ana Paula Almada no Canal Farol Brasil.

Escadas rolantes inoperantes, banheiros interditados e a falta de acessibilidade em muitas estações da Trensurb pioram a qualidade do serviço que nós, metroviários(as), prestamos diariamente há 40 anos. Isso é resultado do avanço das terceirizações, que são a privatização com outro nome. O Sindimetrô RS segue resistindo na defesa de um serviço público, estatal de qualidade, com investimento e expansão para garantir o direito ao transporte.
O governo Lula vem descumprindo promessas de campanha e mantém a empresa na lista do Programa Nacional de Desestatização. O governo do partido dos trabalhadores não recebe a categoria metroviária e ignora as reivindicações pela retirada da Trensurb do PND, pela realização de concurso público e por melhores condições de trabalho.
É a mesma política neoliberal de privatizações dos governos Temer e Bolsonaro, deixando a categoria cada vez mais pressionada e sobrecarregada. As privatizações seguem avançando em vários setores, retirando direitos e piorando a vida da população.
Por isso, nossa campanha denunciando e alertando a população sobre os riscos da privatização está na linha. Precisamos de todo o apoio para seguirmos na luta, pressionando o governo Lula para que a política de privatizações seja encerrada! Defenda o trem público!


Na madrugada do dia 1° de abril de 1964, o Brasil entrou em um dos piores períodos de sua historia. Com patrocínio dos Estados Unidos e apoio de grandes empresários brasileiros, o golpe militar reprimiu o movimento dos trabalhadores, acabou com as liberdades democráticas e instituiu uma política econômica que destruiu a renda da população.
Hoje, descomemoramos o golpe, ao mesmo tempo que não nutrimos ilusões com a limitada democracia brasileira. Não pode ser considerado democratico um país marcado pela fome, miséria, encarceramento em massa, racismo e misoginia. O Brasil continua servindo à mesma classe dos ricos que operou o golpe há 42 anos atrás.
Foi a luta da classe trabalhadora, a partir do levante sindical no final da década de 1970, que derrubou a ditadura. É só a luta da classe trabalhadora que pode criar uma democracia verdadeira, em que os direitos não se tornem mercadoria e a vida esteja acima do lucro!

Lula não terá votos da categoria metroviária se não retirar a Trensurb do PND. Este é o recado que o Sindimetrô RS levou para a marcha de abertura da 1ª Conferência Internacional Antifascista.
Para o sindicato, a luta antifascista está diretamente ligada com a luta contra o neoliberalismo. Para enfrentar as raízes do fascismo, é preciso enfrentar seu programa econômico: as privatizações, a retirada de direitos dos trabalhadores e a precarização dos serviços públicos.

Na sexta-feira, 28, realizamos a atividade autogestionada da 1ª Conferência Antifascista, com o debate da importância de um serviço público de transporte de qualidade, o quanto a tarifa zero pode impactar positivamente na economia e a defesa das empresas estatais de metrôs do Brasil. Ronas Filho (Sindimetrô RS) mediou a mesa ao lado dos convidados Serjão (Sindicato dos(as) Metroviários(as) de SP), Patrick Veiga (Juntos! RS), Andreas Behn (Fundação Rosa Luxemburgo) e Martín Flores (Sindicato Mexicano de Eletricistas).
As experiências dentro do Brasil pela tarifa zero, as disputas entre a investida cada vez maior no consumo de carros colapsando cada vez mais as cidades, sobrecarregando não só as ruas com engarrafamentos, mas também o meio ambiente com mais poluição. O debate trouxe uma análise crítica da mobilidade urbana, a partir da perspectiva da luta sindical de trabalhadores do setor metroferroviário do Brasil, para a juventude e estudantes, além da experiência na Alemanha e México, trazida pelos debatedores da mesa.
A tarifa zero é uma realidade, mas é preciso muita luta para conquistar o modelo de tarifa zero que não seja apenas mais um negócio para os mais ricos continuarem lucrando. É preciso mais investimento em infraestrutura e também valorização dos(as) trabalhadores(as), pois a demanda de usuários aumenta, causando muitas vezes uma sobrecarga.
Destacamos também as participações de Etevaldo Teixeira (TLS), de Bruna Biondi, vereadora do PSOL de São Caetano do Sul (SP), onde há tarifa zero desde 2023, do Dep. Estadual Professor Josemar (PSOL-RJ), e do militante pela mobilidade urbana dos EUA Dori Goldberg.
O futuro necessita de saídas coletivas, e o sistema de transporte público gratuito, com integração, qualidade e com investimentos e gestão pública são os caminhos para que o direito constitucional ao transporte seja de fato uma realidade. É a hora de juntar forças para pressionar os governos nas ruas e nas urnas para romper com as políticas neoliberais que massacram a classe trabalhadora.