
8M DE LUTA!


Neste 8 de março, estamos nas ruas de Porto Alegre pela vida das mulheres!
Pelo fim da violência de gênero, pelo fim da escala 6×1, por tarifa zero!



Neste 8 de março, estamos nas ruas de Porto Alegre pela vida das mulheres!
Pelo fim da violência de gênero, pelo fim da escala 6×1, por tarifa zero!

Neste domingo, 8 de março, estaremos nas ruas em Porto Alegre e no mundo todo em atos do Dia Internacional da Mulher. Marília Iglesias, é das organizadoras do 8M unificado em Porto Alegre, e participou do programa A Hora dos Trabalhadores desta semana.
Não há o que celebrar. 20 gaúchas foram vítimas de feminicídios só neste ano. O Rio Grande do Sul é o estado com mais feminicídios na Região Sul desde 2021, segundo dados oficiais da Segurança Pública.
A luta pelo fim da violência contra a mulher é de todos e todas!
A concentração acontece a partir das 9h30, na Praça dos Açorianos, em marcha até a Praça do Aeromovel!
Basta de feminicídios! Pela vida das mulheres!

A classe trabalhadora não aguenta mais tanta promessa não cumprida do governo Lula.
O que fortalece a extrema-direita não é criticar e cobrar promessas, mas sim fazer alianças que prejudicam a vida do povo brasileiro. O governo Lula está sendo marcado na história como o campeão de privatizações! Não é este o compromisso que queremos.
Lula, cumpre tuas promessas! Chega de enrolação! Pela retirada da Trensurb e da CBTU do PND e pela revogação das privatizações no país!

Nesta quarta, 04, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Segurança Pública. O texto já havia passado pela CCJ e avança agora para o Senado.
Antes da votação dos destaques, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) apresentou uma proposta de acordo em plenário para que nenhum partido mantivesse destaques ao texto da PEC da Segurança, com o objetivo de acelerar a tramitação da proposta. Após a sugestão, parlamentares da base do governo e da oposição concordaram com o encaminhamento.
Com a retirada dos destaques, o texto foi mantido como aprovado pela Câmara e agora segue para análise do Senado Federal, onde precisa ser votado em dois turnos. Fernanda também articulou com o Senador Paim, o que vai ser fundamental agora para a continuidade lá no Senado.
O PSOL votou a favor da PEC na votação da CCJ. Na Câmara dos Deputados, foi o único partido a votar contra a Proposta. O voto se deu pela redação genérica de um projeto sério e relevante na avaliação do PSOL, e que mexe com as garantias fundamentais do artigo 5º, reduzindo direitos no que é considerado cláusula pétrea.
No trecho, Fernanda alerta para o trecho que será tipificado como “grave ameaça”, que interfere diretamente no direito à progressão de pena e dá brechas para a perseguição a líderes sociais, por exemplo.
Estivemos em diálogo para construir um texto para a inclusão de todos dos agentes da segurança da Trensurb e da CBTU na proposta. Saudamos a disposição da Deputada Fernanda Melchionna, que foi um apoio da proposta de inclusão dos agentes metroviários na PEC, como colocou seu corpo de assessores para ajudar na nossa pauta.
O Sindimetrô RS ressalta que nossa posição é a defesa da inclusão de todos os agentes da segurança e que, da forma que passou, não temos garantia disso. Seguiremos em mobilização para seguir lutando em todos os âmbitos possíveis.

















Na sexta-feira, 27, foi o encerramento de três dias de atividades promovidas pelo Sindimetrô RS em parceria com Jones Manoel. Na mesa, junto do palestrante, estiveram Ana Paula Almada e Ronas Filho. A formação contou com a presença de sindicalistas de diferentes categorias, representando o Simpa, Sintec-RS, CSP-Conlutas, ASERGHC, ASSHPS, UTZ, além de trabalhadores da Trensurb, dos Correios, bancários e motoristas de aplicativo. Dirigentes dos sindicatos do metrô de Pernambuco, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul estiveram presentes, fortalecendo a unidade da categoria metroferroviária.
A diversidade presente no auditório é expressão do compromisso do Sindimetrô RS com a organização e a unidade de toda classe trabalhadora, único caminho possível para enfrentar a difícil conjuntura de ataques aos direitos e ao patrimônio público. A proposta desta atividade teve como objetivo abrir um espaço de discussão comum sobre temas que afetam o sindicalismo como um todo, fortalecendo vínculos e análises críticas sobre nossa história e a realidade atual.
Desde a ditadura militar, há sucessivos ataques aos direitos dos trabalhadores, que se aprofundam a partir da década de 1990. O fim da estabilidade no emprego (1967), a aprovação do banco de horas (1998), da Lei das Terceirizações (2017), da Reforma Trabalhista (2017) e da Previdência (2019) até a atual discussão em torno da pejotização e da exploração do trabalho intermediado por plataformas digitais, são marcas deste período difícil para a classe trabalhadora brasileira. Num momento como esse, urge a necessidade de um movimento sindical independente dos governos e da classe patronal, fato que a experiência de luta dos metroferroviários, bem como das demais categorias, atesta a cada dia que as promessas de campanha do Partido dos Trabalhadores são descumpridas, entregando nossos direitos e patrimônio.
Segundo a análise de Jones Manoel, há quatro problemas fundamentais no movimento sindical: o baixo nível de sindicalização; a desmobilização total das centrais sindicais, que perderam capacidade de mobilização e se transformaram em máquina eleitoral; o protagonismo quase exclusivo do funcionalismo público nas últimas décadas, dado o sistemático enfraquecimento do sindicalismo no setor privado, processo que hoje o funcionalismo público é alvo; o isolamento dos sindicatos, a falta de uma política de comunicação forte como antes teve. A retomada do vinculo pessoal e presencial dos sindicatos no dia a dia da classe foi elencada como uma tarefa inadiável por todos os sindicalistas presentes no evento.
Um momento chave para o recuo do movimento sindical, depois de sua explosão ao final da década de 1970, foi o lançamento da Carta ao povo brasileiro, assinada por Luis Inácio Lula da Silva, na ocasião de sua candidatura à presidência em 2002. Jones acredita que, ali, o movimento sindical sofreu um duro golpe, sendo domesticado para conquistar a confiança da classe patronal. Desde então, as lutas foram institucionalizadas, tornando as centrais sindicais meras correias de transmissão do Governo Federal. Simbolicamente, o histórico 1º de Maio deixou de ser um dia de lutas e passou a ser um dia de festas.
Após intervenção do palestrante, houve espaço para diversas intervenções e perguntas da plateia. O papel das oposições sindicais, as dificuldades de representação sindical impostas pela terceirização e pejotização, a renovação geracional, a articulação com outros setores da sociedade (estudantes, movimentos comunitários e povos originários), a necessidade do estudo da história do movimento e da teoria social, foram alguns dos assuntos trazidos pelos diversos sindicalistas presentes.
Alda Lucia, diretora do Sindicato de Metroviários de Belo Horizonte, concluiu as intervenções da plateia ressaltando que o movimento sindical precisa chamar para si a responsabilidade de superar sua situação atual, e que isso só pode ser feito quando deixar de lutar apenas contra uma medida ou outra dos diferentes governos e passar a defender e lutar por um projeto de país.