Foi realizado no início da tarde desta segunda-feira, 09, o julgamento do Dissídio Coletivo 2017 da categoria. Arbitrado pela Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Regional do Trabalho (TRT4), o índice de correção definido foi de 4,05% sobre todas as cláusulas econômicas. A partir da publicação da decisão, a Trensurb terá até oito dias úteis para recorrer.
Em Assembleia Geral realizada na tarde de hoje, os(as) metroviários(as) decidiram paralisar as atividades em caso de recurso da empresa. A decisão da assembleia será comunicada a administração da Trensurb nesta terça-feira, 10. A data da paralisação, ainda a ser definida, será amplamente divulgada à categoria e aos usuários do trem metropolitano.
CAMPANHA SALARIAL 2018 – A direção do Sindimetrô/RS aproveitou a Assembleia Geral desta segunda-feira para apresentar a Campanha Salarial 2018. Foram divulgadas e entregues as primeiras peças confeccionadas para divulgar a campanha, que, em sua fase inicial, terá camisetas, adesivos e cartazes.
A pauta de reivindicações de 2018 foi entregue nos primeiros dias de março e até o momento a empresa não abriu o processo de negociação. Os sinais dados indicam que a Trensurb não pretende assinar o Acordo Coletivo. No caso de a empresa radicalizar e não negociar, a categoria promete uma resposta à altura.
Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 09, na sede do Sindimetrô/RS, foram empossados os representantes eleitos para o triênio 2018/2021. O representante sindical é de fundamental importância para a organização por local de trabalho, é ele o elo entre os trabalhadores e a direção sindical. A posse foi encerrada com um almoço de confraternização.
Como destacado na última edição do Jornal do Sindimetrô/RS, a eleição deste ano para o Conselho de Representantes mostrou um crescimento na participação das mulheres no cotidiano de luta do sindicato. Todas as dez inscritas no processo eleitoral foram eleitas, cinco como titulares e outras cinco como suplentes.
“O Sindimetrô/RS conta com a participação de todos na luta cotidiana do sindicato e da categoria por melhores salários, condições de vida e de trabalho. Em nome da direção do sindicato, desejo uma boa luta a todos e a todas!”, concluiu o presidente Luis Henrique Chagas.
O recurso apresentado pela Trensurb contestando a multa de R$ 541,7 mil aplicada pelo Procon contra o reajuste no valor da tarifa foi negado. Segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, a empresa será inscrita na dívida ativa caso não realize o pagamento num prazo de 30 dias, a partir da notificação.
O valor da multa equivale a menos de um dia de arrecadação da empresa, que transporta cerca de 200 mil passageiros diariamente. O processo administrativo aberto pelo Procon em fevereiro tem como objetivo investigar o reajuste na passagem. Por decisão burocrática do governo federal, com o aval da administração da empresa, a tarifa subiu 94%, passando de R$ 1,70 para R$ 3,30.
Em maio do ano passado, a administração da Trensurb encaminhou aos ministérios das Cidades e do Planejamento a solicitação de um reajuste de 47%, o que levaria a tarifa para R$ 2,50. Quase nove meses depois, o Ministério das Cidades atendeu à solicitação, mas concedeu um reajuste muito superior ao protocolado.
O Sindimetrô/RS posiciona-se contrário ao absurdo aumento de 94% no valor da tarifa, quando a inflação foi de 75% no período. O índice está totalmente fora da realidade vivida pelos(as) trabalhadores(as) e estudantes que utilizam esse meio de transporte para deslocamentos na região metropolitana de Porto Alegre.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul – SINDIMETRÔ/RS, por seu Presidente, no uso das suas atribuições legais e estatutárias, CONVOCA seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no Refeitório da Empresa Trensurb S.A, na Rua Ernesto Neugebauer 1985, Bairro Humaitá – Porto Alegre, no dia 9 de abril de 2018, com primeira chamada às 15h30 e em segunda e última chamada às 16h para atender a seguinte ordem do dia:
Formas de mobilização, deliberando inclusive pela paralisação coletiva dos trabalhos(greve), para que na forma da jurisprudência consolidada no TST, a empresa não procrastine o pagamento do Dissídio Coletivo 2017/2018 e assim evitar prejuízos aos trabalhadores e ao próprio erário público.
Os ferroviários franceses começaram na terça-feira, 03, uma greve contra a reforma trabalhista do governo Emmanuel Macron. Estão programadas 36 paralisações até o final de junho, uma de 48 horas a cada cinco dias.
De acordo com os ferroviários, a reforma prevê mudanças nas funções da categoria e retira direitos, além de abrir caminho para a privatização da SNCF (Société Nationale des Chemins de fer Français), companhia ferroviária estatal francesa.
Outros setores da economia francesa também estão realizando greves por melhores salários e por melhores condições de trabalho. É o caso da aviação e da energia. Universidades também paralisaram as atividades.
Em permanente luta contra a retirada de direitos pelo governo Temer e governos estaduais e municipais, a Fenametro e o Sindimetrô/RS apoiam e expressam solidariedade aos colegas ferroviários franceses.