
Mesmo com resistência dos empresários e da extrema-direita, nesta quarta-feira (27), a redução da jornada de trabalho sem redução do salário foi aprovada na Câmara de Deputados. Os 472 votos favoráveis representam uma vitória numa importante batalha, mas o projeto ainda será discutido e votado no Senado.
Dos 22 deputados federais que votaram contra o projeto, 5 deles são gaúchos: Marcel Van Hatten (NOVO), Maurício Macron (PL), Bibo Nunes (PL), Sérgio Turra (PP) e Lucas Redecker (PSD). Não vamos esquecer destes parlamentares que tentaram impedir os(as) trabalhadores de ter mais dignidade de vida.
Diferente do projeto original, que previa redução para 36 horas semanais e escala 4×3, o texto aprovado prevê uma redução gradual. Em 60 dias, redução para 42h semanais; depois, após mais 12 meses, redução para 40 horas. Qualquer redução do salário está expressamente proibida. Os sindicatos e empregadores deverão firmam novos acordos coletivos para discutir a jornada.
A pauta das 40 horas figura nas bandeiras do movimento sindical há décadas. Pelo menos desde a grande explosão do movimento operário, ao final da ditadura militar, trabalhadores lutam por esta redução. De lá pra cá, quase 50 anos se passaram e a luta continua a mesma, sendo uma vitória que ainda tem enormes desafios para se consolidar.
Esta é uma vitória histórica e que possamos ampliar ainda mais conquistas! A classe trabalhadora mobilizada pode avançar por tarifa zero.
