Metroviários do RS na luta contra a retirada de direitos!

No Dia Nacional de Lutas – 14 de setembro – pela revogação da reforma trabalhista e contra a reforma da previdência e as privatizações, metroviários do Rio Grande do Sul distribuíram uma carta aberta aos usuários do trem metropolitano no começo da manhã desta quinta-feira, 14. O documento foi entregue nas estações Canoas, Sapucaia e São Leopoldo. À tarde, a carta será distribuída na estação Mercado, em Porto Alegre.

O Sindimetrô/RS repudia os ataques praticados pelo Governo Temer que retiram direitos dos trabalhadores. Mostra a contrariedade da categoria com a reforma da previdência, que, se aprovada, inviabilizará a aposentadoria do trabalhador. Repudia a política do governo de repassar empresas públicas à iniciativa privada, através de privatizações que têm como reflexos imediatos prejuízos na qualidade do serviço prestado e a elevação das tarifas.

No final da tarde, após o protesto na estação Mercado, a categoria participa do ato público unificado que repudia as reformas, as privatizações e o sucateamento dos serviços públicos, no Centro de Porto Alegre. Contra os ataques dos governos federal, estaduais e municipais, nenhum direito a menos!

 

Convocação de Assembleia Geral Extraordinária para 12/09/2017

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul – SINDIMETRÔ/RS, por seu Presidente, no uso das suas atribuições legais e estatutárias, CONVOCA seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada na Sede do Sindicato, na Rua Monsenhor Felipe Diehl 48, Bairro Humaitá – Porto Alegre, no dia 12 de setembro de 2017, com primeira chamada ás 15h e em segunda e última chamada as 15:30 para atender a seguinte ordem do dia:

  1. Formas de mobilização para o Dia Nacional de Lutas 14 de setembro de 2017, atendendo convocação das Centrais Sindicais.
  2. Assuntos Gerais.

Porto Alegre, 06 de setembro de 2017.

Luis Henrique Chagas
Presidente do Sindimetrô/RS

Você se sente segura no transporte público?

Uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil. O número, no entanto, é reconhecidamente um índice abaixo da realidade e, segundo especialistas, pode ser dez vezes maior, estima-se que mais de meio milhão de mulheres, por ano, tenham sofrido algum tipo de violação sexual. A proporção, então, seria de quase um abuso por minuto (levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Não aguentamos mais estarmos sob constante temor de que homens nos ataquem e nos sentimos coagidas pelo sistema de justiça brasileiro que, sob forte influência machista de seus integrantes, relegam nossa segurança à condição de sermos responsáveis por nos cuidar, como se a falta fosse nossa.

Soma-se ainda as situações em que as vítimas não denunciam por vergonha, medo ou não acreditar na eficácia da lei. Estamos falando de um comportamento sistemático que é incentivado por uma legislação ultrapassada, interpretada friamente por juízes que abrandam e protegem outros homens. Falamos tanto sobre buscar o fim da violência, sobre acabar com a impunidade, mas quando o assunto é o corpo da mulher parece que as coisas mudam de figura e tudo é relativizado. Não dá pra fingir que nada está acontecendo, todo dia temos pessoas molestadas sexualmente em público. Isso não pode ser apenas uma “Contravenção”. A violência psicológica também é violência!

O qua a sociedade precisa entender é que as vítimas de agressão sexual não desejam ser abusadas. A violência sexual cresce a passos largos, enquanto o espaço público se transforma em local de medo para as mulheres. Tratar o abuso sexual como uma Contravenção Penal além de ser um equívoco lamentável, incentiva a violação sexual de mulheres. A norma precisa ser revista com urgência. A impunidade não pode ser a regra.

MEU CORPO NÃO É PÚBLICO!

Assembleia define Comissão Eleitoral e aprova calendário das eleições

Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, 04, na sede do Sindimetrô/RS, foram definidos os membros da Comissão responsável por tocar o processo eleitoral do sindicato. Também foi aprovado o calendário eleitoral.

A comissão será composta por cinco colegas titulares, a saber: Carlos Alberto dos Santos, Edelvira Inês Moraes, Fabrício Bischoff, Flavio Rudimar da Cruz Rodrigues, Mário José de Oliveira Dias e Valéria Vanzin Vianna. O colega Aberlardo Ely Guerreiro ficou como suplente.

Veja, abaixo, o calendário do processo eleitoral.

Metroviários voltam a denunciar o pretendido aumento da passagem e a intenção do governo de privatizar a Trensurb

Os metroviários aproveitaram o último fim de semana da Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, para denunciar o pretendido aumento da tarifa e a intenção do Governo Temer de privatizar a Trensurb.

Para dialogar com quem chegava ou deixava o Parque usando o trem metropolitano, o Sindimetrô/RS montou uma tenda junto à passarela de acesso à estação.

No local, a população pode acessar materiais impressos com as denúncias apresentadas. Os materiais também foram entregues por dirigentes do sindicato e por colegas metroviários.

A Trensurb já solicitou ao Governo Federal um aumento de 47% na passagem. Se aprovado, a tarifa passará de R$ 1,70 para R$ 2,50.

O sindicato também está denunciando o sucateamento da empresa com vistas à sua privatização. As seguidas falhas no sistema são consequências do processo de sucateamento colocado em prática.

O Sindimetrô/RS é contra o aumento da passagem e a privatização da empresa, medidas que prejudicariam os trabalhadores do eixo norte da Região Metropolitana de Porto Alegre.

O trem transporta cerca de 200 mil passageiros por dia, uma população formada, em sua ampla maioria, por trabalhadores e estudantes.