Nas últimas duas semanas, o Sindicato dos Metroviários do RS tem desenvolvido uma massiva campanha junto à população com o objetivo de conscientizar os usuários a deixarem o transporte de trem somente para os trabalhadores das áreas essenciais. Inserções em televisão, rádios, jornal e internet, carros de som circulando ao redor das estações com maior fluxo e faixas pedindo para que as pessoas fiquem em casa são algumas das ações tomadas pela direção do sindicato. Essas medidas são importantes para garantir a segurança dos metroviários e metroviárias que estão na ativa, e dos usuários que precisam utilizar o sistema para se deslocarem ao trabalho.
Na semana passada, o número de passageiros voltou a crescer, após as declarações do presidente Bolsonaro que, na contramão da Organização Mundial de Saúde (OMS), minimizou a importância do isolamento social para o combate à doença. O presidente do Sindimetrô, Luís Henrique Chagas, destaca que “a postura irresponsável de Bolsonaro coloca em risco a vida de toda a classe trabalhadora”.
O sindicato seguirá firme na sua posição de defender a quarentena, renda mínima para quem precisa e melhores condições de trabalho aos metroviários e metroviárias, nesse momento em que o contágio pelo coronavírus é uma ameaça permanente.
Está suspensa a circulação de dinheiro, em dez estações, após o horário de pico da manhã. Os usuários que não tiverem adquirido o passe antecipadamente, terão o acesso liberado. O Sindimetrô segue analisando essa situação diariamente e defende o fim do manuseio de numerário.
Também já estão disponíveis os equipamentos de proteção individual (EPIs), específicos contra o coronavírus. Estas são duas das diversas medidas solicitadas pelo Sindimetrô, para proteger a categoria que trabalha na linha de frente.
Embora o movimento tenha diminuído substancialmente, ainda circulam milhares de pessoas todos os dias. A nossa categoria, enquanto funcionários públicos, tem cumprido sua função social de transportar os trabalhadores das áreas essenciais.
Para diminuir o volume de passageiros, o Sindimetrô colocou carros de som ao longo de toda a linha, pedindo para as pessoas respeitarem a quarentena. Mensagem com o conteúdo no mesmo sentido também e veiculada nas rádios Bandeirantes de Porto Alegre e ABC de Novo Hamburgo. De acordo com a direção do sindicato, a mensagem atinge diretamente os usuários. “A campanha também é uma maneira dos metroviários e metroviárias darem mais uma contribuição, nesse momento de pandemia, onde todos correm um risco enorme”, declarou a diretora de comunicação Ayllu Acosta.
Quanto as medidas de segurança para proteger a categoria, o presidente do Sindimetrô, Luís Henrique Chagas, explicou que foram duas semanas de negociação com a direção da empresa. Ainda não tem registro de metroviário com diagnóstico de Covid19, mas queremos que a empresa disponibilize os testes. “É fundamental que a Trensurb ofereça esses exames, com prioridade para os trabalhadores que têm contato com o público”, antecipou Chagas.
Veja algumas das medidas propostas pelo Sindimetrô-RS:
* Disponibilização de equipamentos de proteção nos postos de trabalho, tais como luvas, máscaras e álcool em gel; CONQUISTADA
*Disponibilização de álcool gel para a população em todas as estações; ÁLCOOL GEL À DISPOSIÇÃO NAS BILHETERIAS
* Pedir intensificação das ações das empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza e higienização dos locais de trabalho; CONQUISTADA
*Higienização interna completa dos trens e cabines; CONQUISTADA
*Circulação de trens acoplados, evitando, ao máximo, a superlotação; CONQUISTADA
*Interrupção da operação do Aeromóvel; CONQUISTADA
*Ampliação da divulgação e antecipação da campanha de vacinação contra a gripe; VACINA ESTÁ DISPONÍVEL. APLICAÇÃO DEPENDE DO SESI
*Suspensão da venda de bilhetes e abertura das cancelas, evitando assim o contágio entre trabalhadores e usuários nos guichês de venda e através de dinheiro; CONQUISTADA PARCIALMENTE
*Abono de faltas para as mães e pais com filhos dependentes, caso haja suspensão das aulas; CONQUISTADA
*Licença remunerada para os metroviários que são parte do grupo de risco, como idosos e gestantes; CONQUISTADA
*Implementação do “home office” para todos os metroviários de áreas não essenciais. CONQUISTADA
Há duas semanas, o Sindicato dos Metroviários vem exigindo da empresa melhores condições de segurança aos metroviários, a fim de manter o serviço para atender os trabalhadores que não podem parar. No dia 16 de março, foi protocolado o primeiro ofício pedindo para que a empresa cumprisse as determinações dos órgãos de saúde pública e apontando sugestões para combater a transmissão do Covid-19. No dia 23 de março, diante dos pequenos avanços, novo ofício foi emitido para a direção da Trensurb.
Em assembleia realizada nessa terça-feira (25), os metroviários debateram sobre as medidas de prevenção e proteção aos trabalhadores e usuários diante da pandemia do coronavírus. A preocupação da categoria é quanto à exposição a que estão submetidos, visto que tem contato direto com um grande número de pessoas. A assembleia decidiu por paralisar os serviços, a partir da 00:00 do dia 29 de março, caso a empresa não atenda as reivindicações. Dentre as principais solicitações estão:
– A liberação das catracas, evitando o contágio através do atendimento nas bilheterias e manuseio de dinheiro;
– Operação em horários especiais com foco na demanda dos trabalhadores dos serviços essenciais, possibilitando maior oferta no número de viagens e evitando aglomerações.
Diante disso, amanhã, às 9:00, haverá mediação entre o Sindimetrô, Trensurb, TRT e MPT.
Queremos respeito aos metroviários, usuários e familiares!
Como a empresa não atendeu a solicitação do sindicato de liberar as mães e os pais que necessitam assistir seus filhos devido a suspensão das atividades escolares por motivos de força maior relacionadas ao coronavírus, a assessoria jurídica do Sindimetrô ingressou, nesta quarta (18), com uma ação civil coletiva.
O pedido de tutela provisória feito em favor dos trabalhadores, impõe à reclamada a obrigação de abonar as faltas de empregados ou empregadas que comprovadamente possuam filhos em escolas com aulas suspensas, abstendo-se de efetuar qualquer desconto nos salários dos mesmos.
Na segunda (17), o Sindimetrô, preocupado com a propagação do coronavírus – uma doença respiratória, classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma pandemia, na medida que está ameaçando a vida das pessoas ao redor do mundo – apresentou uma lista de propostas à direção da Trensurb. As propostas vão desde equipamentos de proteção, higienização, divulgação de protocolos de prevenção, licenças para grupo de trabalhadores, abono de faltas, entre outras medidas.
Hoje, a direção da empresa apresentou suas propostas de Ações de Prevenção ao coronavírus. As medidas, no entanto, indicam a negligencia da Trensurb e do governo federal com a gravidade do quadro no mundo. A Europa está paralisada, países como Itália, Espanha, França e Alemanha tem tomado medidas mais restritivas. No Brasil, os números oficiais sobem para 349 casos confirmados, enquanto as suspeitas de pessoas contaminadas chegam a 8.819, conforme dados do Ministério da Saúde. E, infelizmente, já tivemos a primeira vítima fatal, um homem de 62 anos, morador de São Paulo.
Não se trata apenas de afastar os metroviários em grupo de risco de suas atividades, é preciso restringir a aglomeração de pessoas e reduzir, ao máximo, o contato entre trabalhadores e usuários, adotando ações eficazes e imediatas para combater a disseminação da doença. Nesse sentido, reafirmamos alguns pontos importantes e que podem ser implementados imediatamente:
Licença para trabalhadores acima de 60 anos
É necessário garantir a licença remunerada daqueles que são parte do grupo de risco determinado pela OMS, como idosos a partir dos 60 anos.
Trens acoplados
Cabe salientar que uma medida urgente é garantir a circulação de trens acoplados em todas as viagens. É fundamental que se evite a superlotação e que os trens circulem com as janelas abertas. A transmissão de doenças respiratórias no transporte público é 6 vezes maior, segundo pesquisa britânica.
Liberação das catracas
O manuseio das cédulas de dinheiro e moeda na cobrança da tarifa é uma potencial fonte de transmissão do coronavírus, portanto, uma medida essencial é a suspensão da cobrança da tarifa e a liberação das catracas.
Abono de faltas para mães e pais
Os metroviários que tem filhos dependentes, no caso de fechamento das escolas, devem ter suas faltas abonadas durante o período. A orientação do governo é de que as crianças não sejam deixadas com os avós, porque idosos têm mais chances de desenvolver quadros graves quando são infectados pelo novo coronavírus.
Disponibilização de máscaras, álcool gel e luvas
A Trensurb precisa garantir o fornecimento de equipamentos de proteção para seus trabalhadores e usuários do sistema.
Higienização completa dos trens e cabines
Para garantir a saúde do operador e dos usuários, as empresas terceirizadas devem fazer a limpeza completa dos trens a cada viagem.
SEM ESSAS MEDIDAS, A TRENSURB VAI PARAR!
Somos trabalhadores do setor de transportes, área potencial para a disseminação e contágio do coronavírus. Os metroviários agentes de estação, segurança e operadores de trem são a linha de frente da empresa e com maior vulnerabilidade quanto à doença. Enquanto a empresa se preocupa em manter a arrecadação e a operação comercial normalizada, os metroviários, suas famílias e usuários estão expostos.
A Trensurb já opera com defasagem no seu quadro funcional, o que gera, constantemente, evasão de receita por falta de funcionários nas bilheterias. Se confirmadas as perspectivas de expansão da doença, aqueles metroviários que trabalham diretamente com o público serão mais um fator de propagação do vírus e se afastarão em decorrência do mesmo.
Portanto, a empresa precisa tomar medidas efetivas de combate à disseminação sob pena de parar a operação, seja por ter seus funcionários infectados em massa ou pela negativa dos mesmos em manter os serviços em nome do resguardo da sua saúde e de seus familiares. O lucro não pode estar acima da vida.
Atendendo à situação de emergência que se vive no país devido à pandemia por Covid–19, está suspenso o atendimento jurídico presencial da Pro Just na sede do Sindimetrô. Os contatos devem ser feitos pelos canais de comunicação abaixo.