Metroviários(as) de todo Brasil lotaram mais uma Audiência Pública sobre o Sistema Metroferroviario no Brasil, realizada nesta terça-feira, dia 16, na Câmara dos Deputados.

Foi a terceira Audiência Pública organizada pela categoria em 4 anos de governo Lula. Porém, novamente, os representantes do governo presentes deram apenas respostas protocolares, ignorando nossos alertas sobre a precarização e os riscos da privatização.

Esta postura do governo Lula já se tornou um padrão. Em todas as tentativas de reuniões com a Casa Civil, BNDES e nas 3 cartas que enviamos ao presidente, a resposta é sempre a mesma enrolação. E a Trensurb e a CBTU-PE não saem da lista de privatizações.

A situação do sistema metroferroviário segue sendo propositalmente sucateada, a fim de justificar sua venda. O metroviário da CBTU-PE, Tiago Barbosa dos Santos, morreu eletrocutado enquanto trabalhava no dia 11 de junho. Nem mesmo esta tragédia foi capaz de sensibilizar o governo.

Questionada sobre o que pensa do processo de concessão, Fernanda Ludmila, do Ministério das Cidades, disse apenas que o Governo Federal quer estadualizar a Trensurb e a CBTU-PE para “aproximá-las mais dos usuários”, mascarando as intenções privatistas do Governo Federal.

Enquanto o governo usa do BNDES para conduzir privatizações e transferir o patrimônio público a grupos privados, a categoria metroviária vai seguir na resistência de um projeto amplo para o transporte sobre trilhos no país. Nosso compromisso é com a qualidade do serviço público e o direito constitucional à mobilidade urbana.

A audiência foi proposta e presidida pela deputada federal Fernanda Melchionna. Estiveram na mesa de discussão representantes dos sindicatos de trabalhadores do metrô do RS, DF, PE. SP e MG, além dos sindicatos da base da Trensurb.

Nossa luta não vai parar. Voltaremos à Brasília quantas vezes forem necessárias. Não só exigimos o fim da privatização, como defendemos um sistema público, estatal, com controle popular e Tarifa Zero.

Fotos: Renato Araújo (Câmara dos Deputados) Theo Dalla e Nádia Alibio (Sindimetrô RS)