Na manhã desta sexta-feira, dia 20, o Sindimetrô RS esteve na Estação Mercado dialogando com as usuárias da Trensurb em mais uma ação do mês de luta das mulheres.
Distribuímos materiais de conscientização sobre a violência de gênero. Em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 1568 casos de feminicídio em todo Brasil. No Rio Grande do Sul, até março deste ano, já foram registrados 23 casos, mantendo a trágica taxa crescente de registros.
Em nossa campanha, destacamos que essa luta não está separada da vida concreta das trabalhadoras. São milhares de mulheres que enfrentam jornadas exaustivas no trabalho, no deslocamento e, ao chegar em casa, seguem com o trabalho doméstico e de cuidado. Por isso, lutar contra a privatização da Trensurb é lutar por condições dignas de vida para essas mulheres. Um transporte público acessível e de qualidade é parte essencial dessa batalha.
Neste mês de março, o sindicato reafirma seu compromisso com a luta.
Na sexta, 20, cerca de 40 mulheres entre metroviárias, terceirizadas e estagiárias, de todos os setores se reuniram em uma atividade promovida pela Secretaria da Mulher do Sindimetrô RS. A roda de conversa foi um momento onde as mulheres puderam participar e trocar experiências, com escuta e acolhimento, com a mediação da advogada Dra Luciane Toss.
As mulheres são minoria no quadro de funcionários, o que torna o ambiente ainda mais hostil e inseguro em muitos dos casos de assédio na Trensurb. A situação das trabalhadoras terceirizadas é ainda de maior vulnerabilidade em casos de violência.
Por pressão e mobilização das metroviárias, a Trensurb lançou um protocolo contra o assédio no final de 2024, mas falta efetividade na implementação para mudar a cultura machista dentro da empresa.
Como encaminhamentos, as metroviárias irão criar um coletivo permanente de mulheres com atividades periódicas de formação para juntas reunir demandas e cobrar a empresa políticas efetivas de igualdade de gênero contra todo tipo de assédio.
O enfrentamento ao assédio sexual e a todo tipo de violência é necessário para avançar na defesa de uma Trensurb pública, estatal e de qualidade, segura para trabalhadores e trabalhadoras.
Na quarta, 18, a categoria metroviária se reuniu no saguão do prédio administrativo da Trensurb para encaminhar o processo do ACT 2026-2028. Foi a primeira assembleia de 2026, um ano desafiador em que precisaremos de toda a participação e força na defesa da Trensurb pública e dos nossos direitos.
Durante a assembleia, foi debatida a conjuntura nacional, como as greves federais para pressionar o governo Lula para garantir direitos para a classe trabalhadora. O processo de entrega do patrimônio público segue beneficiando os mais ricos às custas do povo trabalhador.
O avanço da privatização da CBTU PE, com o anúncio da estadualização e concessão revelam a urgência da unidade e mobilização nacional para defender o sistema de transporte sobre trilhos. É preciso seguir resistindo! Estamos estudando junto à assessoria jurídica para termos alternativas para barrar as privatizações.
Na pauta de reivindicações, destacamos o reajuste de 100% do INPC dos últimos 12 meses ou o IPCA, o maior, além de 6% de aumento e 12,36%, acumulados de defasagem salarial nas cláusulas econômicas. As sugestões da pauta de reinvindicações foram feitas a partir de sugestões da base metroviária e da comissão do Sindimetrô RS, e será entregue oficialmente nesta sexta-feira, 20. A proposta é de validade de dois anos, a data-base em 1º de maio de 2026. Sugestões ainda podem ser enviadas para o e-mail [email protected].
Estamos enfrentando uma onda de retrocessos e a falta de comprometimento com a classe trabalhadora. O Governo Lula bateu os recordes de concessões em seu mandato, que segue sem receber os trabalhadores.
O texto pauta do ACT 2026-2028 foi aprovado por unanimidade, sem ressalvas. Também foi aprovada por unanimidade a autorização da diretoria do sindicato para instaurar a negociação coletiva de trabalho e firmar o Acordo Coletivo de Trabalho. A deliberação foi unânime sobre o desconto da contribuição assistencial de 3,5%.
Foi eleita a comissão trabalhadores que irão acompanhar o Sindimetrô RS nas negociações, com representações de todos os setores da Trensurb. Os nomes aprovados foram Cliege (SEEST), Gil (CCO), Leitão (SEGUR), Maurão (SETRA), Russo (SESIN), Cabeça (MANUTENÇÃO) e Cristiane (OUVIDORIA-ADM) e Wladimir (ADM).
Nós, metroviários e metroviárias seguimos mobilizados e lutando contra o sucateamento do serviço público e resistindo às ameaças de privatização da Trensurb.
Na sexta dia 20, a direção do Sindimetrô RS esteve na sede da Trensurb para entregar a pauta de reivindicações do ACT 2026 – 2028 para a direção da empresa. O texto está disponível no site do sindicato.
Destacamos o reajuste de 100% do INPC dos últimos 12 meses ou o IPCA, o maior, além de 6% de aumento e 12,36%, acumulados de defasagem salarial nas cláusulas econômicas. Outro destaque é a duração do acordo de dois anos.
A garantia do acordo por dois anos é fundamental num ano eleitoral onde os ataques aos metroviários de todo o Brasil seguem e o processo de privatização coloca em risco a categoria metroviária e a qualidade do serviço junto a população.
Esse será um ano decisivo para a defesa de uma Trensurb pública e estatal. A categoria metroviária está diante de diversos desafios como as condições de trabalho precárias, a falta do concurso público, afetando a saúde física e mental dos trabalhadores e o próprio processo de privatização.
Não aceitaremos a entrega do trem sem luta, estamos mobilizados para enfrentar qualquer governo que queira entregar a Trensurb pública.
Num cenário de avanço da privatização da Trensurb e de ataques permanentes ao sistema de transporte público, com aumento de tarifas, precarização do serviço e retirada de direitos, debater o futuro da mobilidade urbana é urgente. O que está em jogo não é só a gestão de um sistema, mas o acesso da classe trabalhadora à cidade. O transporte não pode estar a serviço de uma lógica voltada para o lucro. A proposta da tarifa zero é a grande política pública que respeita um direito constitucional, mais do que uma política de mobilidade, ela aponta para outro projeto de cidade.
Nesta atividade autogestionada da 1ª Conferência Antifascista, vamos debater a importância de um serviço público de transporte de qualidade, o quanto a tarifa zero pode impactar positivamente na economia e a defesa das empresas estatais de metrôs do Brasil. No Brasil já existem mais de cem municípios com tarifa zero e o número de passageiros nessas localidades aumentou, fazendo com que essa parte do orçamento que seria gasto com transporte fomente a atividade econômica nas regiões.
No dia 27 de março, às 14h, no Centro de Eventos Barros Cassal, em Porto Alegre, te esperamos para esse debate fundamental. Em meio às ameaças de privatização e aos ataques aos serviços públicos, é hora de organizar a resistência e construir alternativas.
Venha somar na luta por tarifa zero e pelo direito pleno às cidades!