PROTESTOS POPULARES PRESSIONAM EQUADOR A BAIXAR OS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

PROTESTOS POPULARES PRESSIONAM EQUADOR A BAIXAR OS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

Desde a metade de junho, uma onda de protestos tem sacudido o Equador. Convocada pela Conaie (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador), uma das maiores e principais organizações que representa diversas etnias originárias equatorianas, a mobilização tem levado uma multidão às ruas em protesto pelas precárias condições que o povo equatoriano vem enfrentando.

Os protestos têm tido uma resposta de repressão violenta por parte do Estado, que já deixou ao menos seis mortos e 400 feridos. Mais de cem pessoas foram detidas, segundo organizações de defesa de direitos humanos. Apesar da truculência, os protestos cresceram e reuniram mais de 14 mil pessoas, que bloquearam diversas estradas do país, e paralisaram a produção de petróleo para pressionar o governo e cobrar um enfrentamento no combate à pobreza.

O presidente do Equador, Guillermo Lasso, anunciou no fim de junho uma redução no preço dos combustíveis, na tentativa de atender a uma das principais demandas. A redução é inferior à exigida pelos manifestantes, que seguem exigindo políticas de auxílio para milhões de famílias pobres, o controle dos preços de produtos básicos, o fim das leis que precarizam o trabalho, o fim das privatizações e contra a expansão das empresas de mineração que destroem o meio ambiente e envenenam nascentes e rios das comunidades pobres e dos povos originários.

O Equador é governado por um presidente de direita, que assim como Bolsonaro, governa para uma elite enquanto deixa seu rastro de miséria e de destruição da natureza. A mobilização nacional no Equador tem mostrado a indignação do povo com as ações de governos neoliberais na América Latina.

Força para o povo latino-americano que se levanta e luta por seus direitos!

 

 

 

QUEIMA DE ESTOQUE: nossos direitos à venda

QUEIMA DE ESTOQUE: nossos direitos à venda

Nas vésperas das eleições, Bolsonaro tenta dar seus últimos passos para liquidar e emplacar seu plano de privatizações. O desgaste do governo Bolsonaro devido a sua má gestão e o aumento da desigualdade do país tem conduzido o presidente a dar passos às pressas.

Mesmo assim, Bolsonaro ainda tem tempo e o poder de piorar ainda mais vida para brasileiros e brasileiras. Prometida desde 2020, a Eletrobras é a primeira grande estatal de controle direto da União a ser privatizada pelo atual governo. A Eletrobras teve lucro líquido de R$ 2,7 BILHÕES no primeiro trimestre deste ano. Lucro esse, que poderia estar à serviço público, mas que foi vendido por Bolsonaro e seus aliados. Aqui no estado já vimos o que a privatização da CEEE Equatorial gerou: aumento da tarifa e piora do serviço.

Bolsonaro não cansa de atacar o povo, e segue focado em liquidar nossos direitos. Na lista, além da Trensurb e da CBTU/MG do setor de transporte, outras 14 estatais seguem sob ameaça de venda. São serviços públicos importantes e estratégicos para a sociedade brasileira. Também estão na lista empresas de telecomunicações e de tecnologia da informação, como a EBC, a Telebras, a Serpro e a Dataprev, que gerem e guardam informações sensíveis da população; de logísticas com os Correios e de combustível, com a Petrobrás.

A disparada do preço dos combustíveis no país tem feito a imagem de Bolsonaro decair cada dia mais. E a saída de Bolsonaro é entregar nosso patrimônio, o que significa privilegiar e encher ainda mais o bolso dos mais ricos, em vez de mudar a política de preços para dos trabalhadores e trabalhadoras. Estes aumentos estão fazendo a inflação chegar a um patamar de vinte anos atrás, um cenário de miséria no país.

Nossos direitos não estão à venda! Somos contra as políticas de privatizações e que retiram direitos do povo.

BOLSONARO NUNCA MAIS!

 

 

CAFÉ COM O USUÁRIO VAI ATÉ CANOAS

CAFÉ COM O USUÁRIO VAI ATÉ CANOAS

Nesta quinta-feira, dia 30, o Sindimetrô RS esteve na estação Mathias Velho para dialogar com usuários(as) que utilizam a Trensurb para trabalhar e estudar. A ação começou antes do sol nascer, enfrentando uma manhã fria e úmida em Canoas.

A pauta principal foi sobre os aumentos dos itens básicos da cesta básica e também da alta dos combustíveis, e como isso impacta na vida da classe trabalhadora. A diretoria entregou um material de divulgação que alertava para a responsabilidade do governo Bolsonaro na crise que o país está enfrentando.

A gasolina subiu mais de 69% de 2019 a 2022, o que é o principal motivo do aumento dos alimentos. Bolsonaro defendeu a criação de uma CPI para investigar a chefia da empresa. Bolsonaro não tomou nenhuma atitude real e isso é uma cortina de fumaça para se isentar da sua responsabilidade na política de preços da Petrobrás.

Durante a ação, a diretora sindical Valéria destacou que “quando tudo for privado, seremos privados de tudo”. O Sindimetrô RS denuncia que este é o resultado das privatizações: a entrega do nosso patrimônio público para atender a interesses privados. Bolsonaro não governa para o povo brasileiro, mas para enriquecer ainda mais os acionistas bilionários da Petrobrás.

Enquanto isso, a maior parte da população está vendo seu salário congelado cada vez mais desvalorizado. A fome e a miséria são o legado de quatro anos de governo Bolsonaro.

Bolsonaro nunca mais!

 

NOVA EDIÇÃO – Jornal do Sindimetrô RS

NOVA EDIÇÃO – Jornal do Sindimetrô RS

A edição número 163 do boletim do Sindimetrô RS já está disponível para leitura online no Issuu e no site do Sindimetrô RS.
A versão impressa estará sendo distribuída em todos os setores a partir de hoje.

Confira as pautas desta edição:
– Encontros do Sindimetrô RS com pré-candidatos à presidência;
– Ações do sindicato alerta passageiros nas estações com o Café com o Usuário;
– Assembleia Geral aprova balanços financeiros;
– Protocolado pedido de agenda com governador.

Veja a versão on-line AQUI.