O Sindimetrô/RS se soma a outras organizações dos trabalhadores e dos movimentos populares e estudantis na mobilização nacional contra a reforma da Previdência, marcada para sexta-feira, 22.
Neste sentido, convidamos a categoria metroviária para participar do ato público convocado pelas centrais sindicais para o final da tarde. A manifestação, na Esquina Democrática, está marcada para às 18 horas.
A reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro (PSL) é ainda pior que a de Michel Temer (MDB), derrotada nas ruas pelos trabalhadores, em 2017, com a realização de uma greve geral.
Entre as medidas propostas pelo governo está a imposição de uma idade mínima para aposentar, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; contribuição de 40 anos para obtenção da aposentadoria integral; e introdução do sistema de capitalização, modelo de risco em que os bancos passarão a gerir as contribuições individuais feitas pelos trabalhadores.
Com as mudanças, uma grande parcela da população morrerá trabalhando ou se aposentará com um salário miserável. Não aceitaremos a retirada de direitos! Participe da manifestação desta sexta-feira.
Os metroviários do Rio Grande do Sul entregaram, no final da manhã desta sexta-feira, 15, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Unificada. O documento foi protocolado e entregue à presidência da Trensurb pelos dirigentes de quatro sindicatos com base na categoria (Sindimetrô/RS, Senge/RS, Sintec-RS e Sindaergs).
No ato de entrega foi destacada a importância de o processo de negociação estar concluído até o dia 1º de maio e que as cláusulas sociais sejam assinadas o mais breve possível. O presidente da empresa, David Borille, ao receber a pauta, ressaltou que nomeará uma comissão para discutir as reivindicações com as representações sindicais.
O presidente do Sindimentrô/RS, Luis Henrique Chagas, falou sobre a importância da campanha deste ano ser desenvolvida de forma unificada. “Essa unidade construída é muito importante para que a categoria consiga ter as suas reivindicações atendidas num prazo mais curto de tempo”, destacou o sindicalista.
Outro ponto abordado durante o ato de entrega foi a necessidade de a Trensurb ser mantida como empresa pública e prestadora de um serviço de qualidade à população usuária. A unidade presente na Campanha Salarial também será mantida na luta contra a intenção do governo federal de privatizar a empresa.
Circula nas estações e no prédio administrativo da Trensurb e nas redes sociais do sindicato a edição de fevereiro do Jornal do Sindimetrô/RS.
O informativo é uma edição especial para o mês da mulher – março.
Destaca a reforma da previdência, a programação do 8 de março – Dia Internacional da Mulher e os blocos femininos do carnaval porto-alegrense.
Na sexta-feira, 08, as mulheres estarão durante o dia no Largo Glênio Peres, dialogando com a população. O dia será encerrado com um grande ato público.
A Trensurb afronta os usuários ao aumentar o valor da passagem para R$ 4,20, majoração que se dá um ano após a tarifa ter passado de R$ 1,70 para R$ 3,30, absurdo aumento de 147%. Milhares de estudantes e trabalhadores que utilizam o trem para deslocamentos diários serão duramente afetados pelo aumento.
Para o Sindimetrô/RS, os desempregados da região metropolitana de Porto Alegre terão ainda mais dificuldades para conseguir uma nova colocação no mercado de trabalho, uma vez que faltarão recursos para o transporte. Segundo o IBGE divulgou na quarta-feira, 27, o desemprego subiu para 12% em janeiro e atinge 12,7 milhões de trabalhadores.
“Uma empresa pública não deve se pautar pela geração de lucro. Tem que prestar um serviço de qualidade e com preços acessíveis à população usuária”, afirma o presidente do Sindimetrô/RS Luis Henrique Chagas.
É, no mínimo, mal-intencionada a afirmação da empresa de que “os gastos com pessoal aumentaram com o prolongamento da linha até Novo Hamburgo”. A quantidade de funcionários não aumentou com as novas estações colocadas em operação. Ao contrário, o número tem caído ano após ano.
O Sindimetrô/RS entende que a Trensurb economizaria recursos se cortasse o exagerado número de cargos em comissão e de funções gratificadas, que oneram a empresa em mais de R$ 20 milhões por ano. Os CCs e FGs geram salários fora da realidade da maioria dos usuários e dos próprios funcionários da empresa. Além disso, os valores absurdos dos contratos de terceirização também oneram os cofres.
O sindicato avalia que o aumento tem como objetivo repassar, em breve, a empresa para a iniciativa privada. Não é segredo que o governo Federal tem a intenção de privatizar empresas de transporte. “Neste caso, as tarifas são aumentadas para que um futuro comprador assuma o controle com uma boa margem de lucro”, avalia Chagas.
O presidente do Sindimetrô/RS ainda lembra que o transporte é um direito constitucional, com os governos municipais, estaduais e federais tendo a obrigação de subsidiar a tarifa.
O Fórum em Defesa da Previdência se reuniu no início da noite de quarta-feira, 27. Com o auditório do CPERS/Sindicato lotado, foi apresentado um manifesto em defesa da Previdência. O documento também chama para a construção de uma greve geral contra a reforma que tramita no Congresso Nacional e contra todos os projetos que retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Dirigentes do Sindimetrô/RS participaram da reunião.