SINDICATOS DISCUTEM UNIFICAÇÃO DA LUTA POR SALÁRIOS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

Nesta quinta-feira, 14, ocorreu o terceiro encontro entre o Sindimetrô-RS e outros sindicatos com representação na base da categoria (SENGE-RS, SINTEC e SINDAERGS). A Campanha Salarial deste ano e a intenção do governo federal de privatizar a empresa estiveram na pauta da reunião.

As entidades planejam realizar uma Campanha Salarial unificada e também uma campanha de mídia para alertar os(as) colegas e usuários(as) sobre os riscos da empresa vir a ser privatizada.

Um novo encontro ficou agendado para a sexta-feira, 22, na sede do Sindimetrô/RS.

CENTRAIS CONVOCAM ATO UNITÁRIO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na próxima quinta-feira, 14, a Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, será palco de um ato público unitário contra a reforma da previdência. Convocada pelas centrais sindicais, a concentração começa às 18h.

A reforma ampliará a pobreza no país e tornará quase impossível a aposentadoria dos trabalhadores. O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, além de 40 anos de contribuição para receber o valor integral.

CAPITALIZAÇÃO – A exemplo da poupança, o sistema de capitalização prevê que cada trabalhador deposite parte do salário em contas bancárias individuais, sem a coparticipação do Estado. No Chile, a privatização da previdência levou o sistema à ruína, com as administradoras dos fundos de pensão se apropriando de grande parte do dinheiro dos contribuintes. Atualmente as baixas pensões pagas aos aposentados estão levando o país a ter uma grande taxa de suicídios entre os idosos.

PLENÁRIA PREPARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Plenária realizada no final da tarde de terça-feira, 12, na sede do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA), serviu para aprofundar a preparação do 8 de Março – Dia Internacional da Mulher. Outra plenária ficou agendada para o próximo dia 19.

Em Porto Alegre, a data será marcada pela realização de um ato público no final da tarde e uma concentração ao longo do dia no Largo Glênio Peres.

Com o eixo Mulheres Trabalhadoras, a organização das atividades está propondo que o debate tenha a reforma da previdência como centro, uma vez que as mulheres serão as mais prejudicadas.

Pelo Sindimetrô/RS, participaram da plenária as colegas Pâmela Sinhorelli, Camila Debesaitys e Graziele Bisognin.

METROVIÁRIOS(AS) E INTEGRANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM

Com a distribuição de uma carta aberta, metroviários(as) ligados(as) ao Sindimetrô/RS e representantes dos movimentos sindical, popular e estudantil realizaram no final da tarde desta quarta-feira, 06, na estação Mercado, uma atividade de mobilização contra o aumento da passagem pedido pela Trensurb.

O presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas, afirmou que “nenhum(a) trabalhador(a) que utiliza o trem teve reajuste salarial nesta proporção”. O sindicalista também lembrou que a passagem recentemente sofreu um reajuste de 94%, acabando com a tarifa social. Em 2018, a tarifa passou de R$ 1,70 para R$ 3,30.

No começo deste ano a administração da empresa solicitou ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) um aumento de 27,3% na tarifa que, se aprovado, elevará o valor do bilhete para R$ 4,20. O aumento é absurdo e prejudica especialmente os(as) trabalhadores(as) e os(as) estudantes, maioria entre os(as) usuários(as).

Presentes na manifestação, tanto a vereadora porto-alegrense Karen Santos quanto a deputada estadual Luciana Genro, ambas do PSOL, criticaram o aumento e colocaram os seus gabinetes à disposição do sindicato para fortalecer a luta contra o reajuste.

O diretor do sindicato, Henrique Luis Frozza, entende que os recursos obtidos com os impostos pagos pela população precisam retornar na forma de serviços públicos de qualidade. “Os(as) usuários(as) precisam estar ao nosso lado para barrarmos esse aumento e para impedirmos a privatização da Trensurb”, sentenciou.

Vivian Zamboni, representante da executiva estadual da CSP Conlutas, saudou a iniciativa dos(as) metroviários(as) que mais uma vez se colocam ao lado dos(as) trabalhadores(as), enquanto a empresa se posiciona contra ao tentar reajustar a tarifa.

“A empresa não proporciona condições de trabalho ao seu quadro de funcionários”, criticou a vice-presidente do sindicato, Camila Palomo Debesaitys. “Se essas condições são ruins para os homens, piores são para as mulheres”, emendou Neida de Oliveira, da executiva nacional da CSP Conlutas.

“Esse é o primeiro passo da luta contra o aumento da tarifa, outras mobilizações serão realizadas até barrarmos esse reajuste”, disse ao final do protesto o presidente do Sindimetrô/RS.