Reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 06, serviu para que o Sindimetrô/RS, representado pela sua diretoria e representantes sindicais, discutisse importantes pontos para a categoria com o Diretor Financeiro e a Gerente de Recursos Humanos da Trensurb.
Entre os pontos discutidos estão: indenização da supressão de hora extra da manutenção noturna; PDV; ação civil pública da segurança; sugestões de modificação no PCEFS; licitações do plano de saúde e do banco; convocação do concurso de P2; concurso de P2 para a segurança; pagamento retroativo dos níveis de antiguidade; e o ACT 2019/2020.
O Sindimetrô/RS realiza nesta quarta-feira, 06, às 18h, na estação Mercado, uma atividade de mobilização contra o aumento da passagem.
A Trensurb protocolou, no Ministério do Desenvolvimento Regional, pedido de aumento de 27,3%. Se aprovado, o valor do bilhete saltará de R$ 3,30 para R$ 4,20.
No ano passado, o aumento foi de 94%, acabando com a tarifa social. Na ocasião o bilhete foi de R$ 1,70 para absurdos R$ 3,30.
Se some à mobilização contra o aumento da passagem e contra a privatização da Trensurb!
SERVIÇO
O quê: Mobilização contra o aumento da passagem Quando: Quarta-feira, dia 06 Onde: Estação Mercado Horário: 18 horas
O que Sindimetrô/RS vinha alertando desde o final do ano passado, se concretizou. A atual administração da Trensurb encaminhou ao Ministério do Desenvolvimento Regional novo pedido de aumento do valor da tarifa. A solicitação foi feita, em Brasília, pelo diretor-presidente David Borille.
Como ocorreu no ano passado, quando a tarifa foi majorada em absurdos 94%, desta vez o aumento solicitado supera em muito a inflação. A empresa quer que a tarifa passe de R$ 3,30 para R$ 4,20, uma majoração de estratosféricos 27,3%.
“Nenhum usuário do trem com emprego formal teve reajuste salarial digno, imagina a situação dos desempregados e dos estudantes que precisam deste transporte. Portanto esse aumento pretendido é fora de qualquer realidade e afronta os usuários do trem”, critica o presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas.
O maior reajuste da história da empresa, pedido no prazo de apenas um ano, contrasta com a queda na qualidade do serviço prestado. Para o Sindicato dos Metroviários, o reajuste da tarifa tem como finalidade a entrega da Trensurb para a iniciativa privada, política defendida pelo atual Governo Federal.
Este aumento abusivo não acontecerá sem resistência. Coerente com a sua história de luta, o Sindimetrô/RS não medirá esforços para, junto com os movimentos sindical e popular, dialogar com a população e construir a mobilização contra mais esta ofensiva do governo e dos empresários.
Hoje, 28 de janeiro, é o dia nacional de combate ao trabalho escravo. Data instituída em homenagem aos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes Gonçalves, João Batista Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Aílton de Oliveira, assassinados em 2004, quando apuravam a denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG).
Considera-se trabalho escravo ou análogo quando o trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando é forçado a trabalhar contra sua vontade, é sujeito a condições desumanas ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que o seu corpo não resiste e sua vida é então colocada em risco.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), além das condições precárias, como falta de alojamento, água potável e sanitária, também existe cerceamento do direito de ir e vir pela coação através do uso de armas. De acordo com a Fundação Walk Free, estima-se que mais de 160 mil pessoas encontram-se nesta situação no Brasil. A exploração do trabalho em condições análogas à escravidão é crime e deve ser condenado por todas as entidades representativas de trabalhadores.
A direção do Sindimetrô/RS definiu o prazo para que a categoria possa apresentar propostas de reivindicações para o Acordo Coletivo 2019/2020. As sugestões podem ser enviadas para o e-mail da Secretaria Geral (secretariasindimetrors@gmail.com) até o dia 22 de fevereiro.
As contribuições também podem ser enviadas através de formulário disponibilizado no Site, Facebook e Twitter. Já a Assembleia Geral que definirá a pauta de reivindicações a ser entregue à direção da empresa será realizada no dia 26 de fevereiro, às 15h, no auditório do sindicato.