Saiu a edição 127 do informativo do sindicato. Agora com mudanças na apresentação gráfica, o informativo deixou de ser chamado de Boletim e passou a denominar-se Jornal do Sindimetrô/RS.
Na sua primeira edição com o novo formato, o material destaca o absurdo aumento no valor da tarifa do trem. Um aumento sem comparativo na história da Trensurb e que está sendo alvo de protestos e de questionamentos na justiça. Outro tema abordado é a luta travada pelos trabalhadores contra a reforma da previdência, que, se aprovada, inviabilizará a aposentadoria da maioria dos brasileiros.
O informativo também destaca o avançado processo de sucateamento dos trens novos, que apresentam problemas desde quando colocados em operação, em 2014. E os problemas não se limitam aos novos trens, são visíveis nas escadas rolantes que não funcionam e nos banheiros fechados por falta de manutenção. O material também traz todas as informações necessárias para a eleição de representantes sindicais.
A juíza federal substituta Ana Maria Wickert Theisen concedeu, na terça-feira, 06, prazo de cinco dias para que a Trensurb justifique o aumento de 94% na tarifa, que passou de R$ 1,70 para R$ 3,30. A decisão foi tomada em função da ação popular protocolada por PSOL-RS e Sindimetrô-RS. A Metroplan e Advocacia-Geral da União (AGU) também foram intimadas a se manifestar sobre o aumento.
“Entendo necessária a oitiva dos réus antes da apreciação do pedido de tutela provisória de urgência, que postergo para o momento posterior. Intimem-se os réus, com urgência, para se manifestarem no prazo de cinco dias corridos”, destacou o documento emitida pela juíza.
A ação foi embasada em quatro pontos: primeiro, o reajuste do preço da tarifa em 94% extrapola a razoabilidade (foi acima da inflação do período de 79%) e viola a modicidade tarifária (tarifa social), além de não ter apresentado nenhum estudo técnico.
A ação também apresenta uma projeção dos gastos do passageiro antes e depois do aumento da passagem. “o usuário do serviço, até o dia 3 de fevereiro, gastaria em 22 dias de trabalho num mês cerca de R$ 74,80. Agora passará a pagar o valor de R$ 145,20.”
O Procon também irá ingressar com um processo administrativo contra a Trensurb questionando e pedindo esclarecimentos sobre o aumento. Se as explicações não forem convincentes, a empresa poderá sofrer multa de até R$10 milhões.
A falta de efetivo e de troco tem provocado uma evasão de receitas sem precedentes na Trensurb. O desinteresse em solucionar esse grave problema, já denunciado pelo Sindimetrô/RS ao Ministério Público, contrasta com o recente abusivo aumento da tarifa. Se o problema não é dinheiro, por que aumentar a passagem?
De 1º a 6 de fevereiro, conforme dados divulgados pela empresa, 1,2 mil usuários passaram pelas catracas sem pagar passagem. Ainda de acordo com as informações fornecidas pela Trensurb, o problema se repetiu em oito das 23 estações da linha.
O Sindimetrô/RS não tem dúvida de que esse número é maior, uma vez que nem todos os casos são registrados. Essa evasão indica um grave problema de gestão. Para o sindicato, a direção da empresa deve ser responsabilizada pela situação.
A solução para o problema exige a imediata contratação de pessoal. A Trensurb aumentou a linha em cinco estações e o número de passageiros, consequentemente, também cresceu. Em contrapartida, o efetivo diminuiu. Essa redução de pessoal se acentua com os afastamentos por problemas de saúde provocados pela sobrecarga de trabalho.
Com as bilheterias da estação Mercado sem troco, a Trensurb liberou as catracas durante o protesto contra o aumento da tarifa realizado no final da tarde desta segunda-feira, 05. A liberação de catracas se repete diariamente nas estações da linha. Problema que gera desperdício de recursos públicos.
O protesto desta segunda-feira foi o segundo realizado contra o aumento, o anterior foi na sexta-feira. Desde sábado, 02, os usuários desembolsam R$ 3,30 por viagem, um aumento de 94%. A manifestação de hoje reuniu metroviários, usuários, militantes da CSP Conlutas, do PSOL, e integrantes do movimento estudantil.
O governo Temer e a direção da empresa acabaram com a tarifa social. A medida prejudica especialmente os trabalhadores e os estudantes que diariamente utilizam o trem na região metropolitana de Porto Alegre. Uma ação contra o aumento já foi protocolada pelo PSOL, com o julgamento previsto para as próximas horas.
Integrantes do Sindimetrô/RS e da CSP Conlutas distribuíram, na manhã desta sexta-feira (02), cerca de seis mil panfletos denunciando o abusivo aumento no valor da tarifa do trem metropolitano. O material foi entregue aos participantes da procissão de Nossa Senhora dos Navegantes.
Em mais um ataque aos trabalhadores, o governo Temer autorizou um reajuste de 94% no valor da passagem, que passará de R$ 1,70 para R$ 3,30. A luta continua! Na próxima segunda-feira (05), um novo protesto será realizado na Estação Mercado, no centro de Porto Alegre.