A greve foi um sucesso, a maior já realizada nos últimos 30 anos. Essa foi à avaliação do Sindimetrô/RS com relação à participação da categoria na Greve Geral desta sexta-feira (28) convocada pelas centrais sindicais contra as reformas da Previdência e Trabalhista.
Mesmo sabendo da forte adesão, a empresa tentou, em três irresponsáveis oportunidades, colocar os trens em circulação. As tentativas foram barradas pela categoria, que se mostrou indignada com as reformas que dificultam a aposentadoria e retiram direitos.
A direção do sindicato registra um especial agradecimento a cada metroviário que de modo espontâneo aderiu ao movimento. “É na luta que nos formamos politicamente e onde cultivamos amizades eternas”, destacou o presidente da entidade Luis Henrique Chagas.
Os metroviários mostraram que não fogem da luta e que não aceitarão qualquer tentativa de retirada de direitos. A luta por emprego, salário digno e contra a precarização dos postos de trabalho é o desafio a ser enfrentado pela categoria a partir desta histórica sexta-feira.
O dia de greve geral contra as reformas da Previdência e Trabalhista e contra as Terceirizações e Privatizações começou cedo para os trabalhadores metroviários. Desde o começo da manhã, integrantes da categoria concentraram-se no pátio da empresa que administra o trem metropolitano.
Com as vias que liberam a saída de trens para os sentidos norte e sul da linha bloqueadas, nenhum trem foi colocado em operação. Integrantes da categoria prometem permanecer no local ao longo do dia. Com a forte adesão à greve pela categoria, as 23 estações da linha permaneceram fechadas.
Para divulgar a greve geral do próximo dia 28 contra as reformas da Previdência e Trabalhista e contra as Terceirizações e Privatizações, o Sindimetrô/RS distribuiu na manhã desta quinta-feira (20) aos usuários do trem metropolitano um informativo elaborado pela Fenametro. Outros materiais serão distribuídos na próxima semana.
O material foi entregue nas estações São Leopoldo, Sapucaia e Canoas. No final da tarde, a partir das 17h, o mesmo material será distribuído aos usuários na estação Mercado, em Porto Alegre.
Em assembleia geral, realizada no dia 19, os metroviários decidiram paralisar as atividades por 24 horas no dia 28. Nesta data, portanto, os trens que atendem o eixo norte da Região Metropolitana não irão circular.
Reunidos em assembleia geral na tarde desta quarta-feira, 19, na sede do Sindicato dos Metroviários, a categoria decidiu se somar a outras tantas categorias na luta contra as reformas da previdência e Trabalhista, contra as Terceirizações e Privatizações.
Portanto, no próximo dia 28, a partir da zero hora, os trens que atendem o braço norte da Região Metropolitana não irão circular.
Os metroviários entendem que agora é hora de lutar, de forma unitária com as demais categorias, contra a aprovação destas reformas. É preciso barrá-las. Do contrário, ninguém mais conseguirá se aposentar com aposentadoria integral no país.
A partir desta quinta-feira, 20, diretores do sindicato e membros da categoria estarão na linha conversando com colegas e com usuários sobre a importância da paralisação. “O sentimento da categoria é que devemos parar agora, depois não fará mais sentido”, avalia o presidente do Sindicato Luis Henrique Chagas.