Neste episódio do Fora da linha – o podcast do Sindimetrô RS vamos conversar sobre a trajetória da luta metroviária. O Sindimetrô RS tem um legado forte de lutas e mobilizações em defesa dos direitos não só dos(as) trabalhadores(as) da Trensurb, mas também de toda a classe trabalhadora.
Além de contar casos curiosos, convidamos metroviários(as) para uma conversa sobre paralisações que foram marcantes nas suas histórias. Cabeça relembra da mais longa greve da categoria, de 23 dias durante a campanha salarial de 1994. Maria fala da greve de 2019 contra a reforma da previdência, em que foi suspensa pela direção da Trensurb e junto de mais 5 colegas, ficou afastada por um ano e meio. Almada conta como foi sua participação na greve de abril de 2023.
Participam deste episódio: ANA PAULA ALMADA, é segurança metroviária desde 2017, diretora sindical desde esse ano.Também graduada em história e pedagogia, com especializações na área da educação LUIS CABEÇA, é metroviário desde 1987. Em 1988 foi para ser representante do setor da manutenção e é diretor sindical desde então. MARIA ANGELICA SILVEIRA DO AMARAL, que é metroviária desde 2007 e diretora sindical há 13 anos.
O Fora da Linha é uma realização do Sindimetrô RS. Mediação NADIE ALIBIO Técnico de Som SINARA DUTRA Gravado no OT Play em Canoas
Ontem, 26, o governador de São Paulo demitiu cinco trabalhadores(as) e suspendeu quatro por participação na greve do dia 12 de outubro. No início de outubro uma paralisação unificada do METRÔ, CPTM E SABESP parou São Paulo contra o projeto privatista de Tarcísio. A greve chamou a atenção da população para o impacto das privatizações no país.
A greve é um direito assegurado pela Constituição. Mesmo assim, há quem tente deslegitimar a mobilização coletiva. Falas do governador paulista tentaram descredibilizar o movimento legítimo de trabalhadores(as). No dia 12, outra mobilização da categoria metroviária da CPTM paralisou três linhas de metrô. Dessa vez, Tarcisio penalizou os(as) trabalhadores(as) de forma antidemocrática e arbitrária: demitiu 5, e suspendeu 4 sem remuneração enquanto ocorre um inquérito no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Nos solidarizamos com os(as) metroviários(as) que lutam em defesa do transporte público e estatal e exigimos a readmissão imediata dos(as) metroviários(as) penalizados(as) pelo governo Tarcísio.
Nesta semana, a direção do Sindimetrô RS visitou a Assembleia Legislativa para dialogar com parlamentares para articular ações contra a privatização da Trensurb.
Na terça, 17, visitamos o gabinete do Dep. Estadual Valdeci Oliveira PT). Na reunião, a direção do Sindimetrô RS pautou a urgência da retirada da Trensurb do PND, prometida por membros do governo Lula, mas até agora, sem ações concretas. Também pautamos a retomada da Frente Parlamentar pela Trensurb pública na Assembleia Legislativa, além de cobrarmos uma agenda para uma audiência pública. O parlamentar se colocou ao lado dos(as) trabalhadores(as) da Trensurb e do serviço público.
Na quarta, 18, visitamos o gabinete do Dep. Estadual Professor Issur Koch (PP). A conversa foi para dialogar sobre a audiência pública que acontece dia 26 de outubro em Taquara, no auditório da FACCAT, às 19h30. A audiência será o lançamento da Frente Parlamentar pela Expansão da Trensurb até o Vale do Paranhana, que o Deputado está liderando. O diálogo com parlamentares é essencial para a defesa do serviço de qualidade que prestamos aos gaúchos e gaúchas.
Para um projeto desses, é necessário lutar por investimentos públicos, e para isso, precisamos de apoios de parlamentares na luta pela manutenção da empresa estatal. A extensão das linhas do trem levam o desenvolvimento para as regiões por onde passam, e dependem de um aporte bilionário federal público para saírem do papel. Todo o investimento é público, então nosso questionamento é: por que privatizar?
Nós do Sindimetrô RS seguimos buscando apoios, independente de partidos e governos para barrar as privatizações. Defendemos a tarifa zero, mais investimos e a ampliação da Trensurb para atender cada vez mais municípios, mas alertamos: a expansão não pode ser moeda de troca para entregar o patrimônio dos gaúchos para empresas privadas. Eu defendo a Trensurb, e tu?
Atualmente, funcionários(as) do setor da segurança têm direito a dois adicionais, um de periculosidade e outro de risco de vida. Estes direitos estão assegurados no ACT dos(as) metroviários(as).
A conquista histórica do setor da segurança, assegurada pelo nosso acordo coletivo. Em abril, a empresa retirou o adicional de risco de vida do setor da segurança. A medida foi arbitrária e antidemocrática. Este retrocesso foi uma das pautas da greve da categoria em abril.
A empresa equiparou a função de segurança metroviário com a de vigilante para retirar uma conquista histórica da segurança. O Sindimetrô RS entrou com um processo no Tribunal do Trabalho para defender este direito.
Dia 9, ocorreu uma audiência de mediação ocorrida no TRT-4.O processo foi extinto com a resolução entre a empresa e o sindicato, mas até então, a Trensurb não havia feito a devolução do valor descontado. Ontem, 18, a direção do Sindimetrô RS foi até a empresa para cobrar esclarecimentos da direção da empresa. O pagamento virá em dezembro para os(as) trabalhadores(as).
Nenhum direito é dado, mas conquistado com muita luta! Seguiremos defendendo os(as) trabalhadores(as).