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A confirmação de que cinco metroviários testaram positivo para Covid-19, acendeu a luz vermelha no Sindimetrô. A entidade receia que possa ocorrer um surto de coronavírus, visto que a maioria dos metroviários trabalham em regime de escala, o que aumenta, consideravelmente, os riscos de contágio.

Desde que foi decretado estado de calamidade pública no RS, em março, o Sindimetrô pede que a empresa faça os testes nos metroviários. Em reunião no TRT, a direção da Trensurb assumiu o compromisso de testar todos os funcionários, mas até agora, nenhum teste foi feito.

De acordo com o Sindimetrô, já se sabe, por pesquisas científicas divulgadas, que 1 pessoa infectada pode contaminar entre 5 e 7 pessoas. Também por isso, se faz necessário o afastamento imediato e a testagem dos colegas que tiveram contato com outro contaminado.

“A empresa tem obrigação de zelar pela saúde dos seus funcionários e dos usuários. A omissão pode desencadear uma disseminação descontrolada do coronavírus”, alerta o presidente do sindicato.

A parceria do Sindimetrô com a Escola de Saúde da Unisinos já permitiu que 30% dos metroviários da linha de frente fossem testados. “Só que é pouco, diante do tamanho da empresa e do volume de passageiros, que são transportados diariamente. Seguimos exigindo da Trensurb que teste os trabalhadores” define Luís Henrique Chagas.

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