
A mobilização indígena estava há um mês ocupando a sede da Cargil, em Santarém, no Pará. A vitória é fruto direto da resistência liderada pelos povos indígenas. A luta ganhou força e apoio por todo o país, e a revogação total do Decreto 12.600/2025 foi anunciada ontem, 24.
As lideranças cobravam diretamente o governo Lula, seus ministros Guilherme Boulos e Sonia Guajajara, pela falta de diálogo e promessas com os direitos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e do meio ambiente.
A ocupação tinha como foco impedir o avanço da multinacional Cargil na região do rio Tapajós. A empresa é responsável por operar um gigante terminal de exportação de soja na cidade. A proposta que foi revogada ameaçava a proteção de territórios indígenas e de outras comunidades tradicionais, como ribeirinhos e quilombolas, almém de comprometer diretamente a vida desses povos e a perda biodiversidade das áreas em nome do lucro e da exploração do agro.
No domingo, 22, o edital de dragagem do rio Tapajós havia sido suspenso, mas a mobilização continuou firme para suspender o decreto. O decreto incluía os rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, concedendo os rios para a exploração de empresas privadas, fazendo realização de dragagem e controle de tráfego de embarcações nessas áreas.
Nesta terça, 24, atos por todo país acontecem para reunir e celebrar a conquista. É preciso avançar! Em Porto Alegre, o ato ocorre à partir das 18h, na Esquina Democrática.
Participe!
