Metroviários do RS participam de protesto contra a reforma da previdência

Trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias protestaram na manhã desta segunda-feira, 19, no centro de Porto Alegre. Metroviários ligados ao Sindimetrô/RS participaram do ato desta manhã.

O dia de lutas contra a reforma, na capital gaúcha, começou cedo. Por volta das 7h, manifestantes se concentraram no entorno da estação rodoviária. O protesto continuou com uma caminhada pela avenida Mauá, seguida de um ato público em frente ao prédio do INSS.

Em nome da CSP-Conlutas, Érico Corrêa saudou a unidade criada em torno da luta contra a reforma da previdência. Superando e preservando diferenças, as centrais sindicais estão trabalhando ombro a ombro para barrar os ataques aos trabalhadores praticados pela governo Temer.

Uma nova manifestação será realizada a partir das 17h, com concentração na Esquina Democrática.

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Panfletagem contra a reforma da previdência e o aumento da passagem do trem

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Integrantes da direção do Sindimetrô/RS, junto com militantes da Construção Socialista (CS), realizaram panfletagem contra a reforma da previdência e o aumento da passagem do trem metropolitano. Um leque denunciando a reforma e o aumento foi entregue aos foliões no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, na tarde deste sábado, 17.
#ForaTemer

Aumento da tarifa da Trensurb pode ser suspenso

O absurdo aumento no valor da passagem do trem metropolitano pode ser suspenso temporariamente caso os réus não se manifestem conforme determinação da juíza federal substituta Ana Maria Wickert Theisen. Ação contra a majoração da passagem foi movida pela PSOL e pelo Sindimetrô/RS e tem como réus a Trensurb, a Metroplan e a União.
A juíza Ana Maria deu prazo de cinco dias corridos, a partir da intimação, para que os réus se manifestem dentro do processo. Caso isso não ocorra, ela pode emitir uma decisão provisória suspendendo o aumento até uma decisão final, com base nos argumentos apresentados pelos autores da ação.
A Metroplan foi intimada no dia 7 de fevereiro, a Trensurb, no dia 8, e a União ainda não abriu a intimação. Por conta disso, conforme consta no processo, o prazo final ficou estabelecido para terça-feira, 20. Segundo a juíza, o pedido de esclarecimentos tem como objetivo “entender o porquê do aumento de 94% na tarifa.”

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Crédito: Brayan Martins/Jornal NH

Informativo do sindicato destaca aumento da tarifa e reforma da previdência, entre outros temas

Saiu a edição 127 do informativo do sindicato. Agora com mudanças na apresentação gráfica, o informativo deixou de ser chamado de Boletim e passou a denominar-se Jornal do Sindimetrô/RS.

Na sua primeira edição com o novo formato, o material destaca o absurdo aumento no valor da tarifa do trem. Um aumento sem comparativo na história da Trensurb e que está sendo alvo de protestos e de questionamentos na justiça. Outro tema abordado é a luta travada pelos trabalhadores contra a reforma da previdência, que, se aprovada, inviabilizará a aposentadoria da maioria dos brasileiros.

O informativo também destaca o avançado processo de sucateamento dos trens novos, que apresentam problemas desde quando colocados em operação, em 2014. E os problemas não se limitam aos novos trens, são visíveis nas escadas rolantes que não funcionam e nos banheiros fechados por falta de manutenção. O material também traz todas as informações necessárias para a eleição de representantes sindicais.

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Justiça determina prazo para a Trensurb justificar aumento da tarifa

A juíza federal substituta Ana Maria Wickert Theisen concedeu, na terça-feira, 06, prazo de cinco dias para que a Trensurb justifique o aumento de 94% na tarifa, que passou de R$ 1,70 para R$ 3,30. A decisão foi tomada em função da ação popular protocolada por PSOL-RS e Sindimetrô-RS. A Metroplan e Advocacia-Geral da União (AGU) também foram intimadas a se manifestar sobre o aumento.

“Entendo necessária a oitiva dos réus antes da apreciação do pedido de tutela provisória de urgência, que postergo para o momento posterior. Intimem-se os réus, com urgência, para se manifestarem no prazo de cinco dias corridos”, destacou o documento emitida pela juíza.

A ação foi embasada em quatro pontos: primeiro, o reajuste do preço da tarifa em 94% extrapola a razoabilidade (foi acima da inflação do período de 79%) e viola a modicidade tarifária (tarifa social), além de não ter apresentado nenhum estudo técnico.

A ação também apresenta uma projeção dos gastos do passageiro antes e depois do aumento da passagem. “o usuário do serviço, até o dia 3 de fevereiro, gastaria em 22 dias de trabalho num mês cerca de R$ 74,80. Agora passará a pagar o valor de R$ 145,20.”

O Procon também irá ingressar com um processo administrativo contra a Trensurb questionando e pedindo esclarecimentos sobre o aumento. Se as explicações não forem convincentes, a empresa poderá sofrer multa de até R$10 milhões.