O Sindicato dos(as) Metroviários(as) se orgulha de ser um sindicato de luta e resistência da classe trabalhadora desde sua fundação. São 39 anos em defesa do transporte público com eficiência, equidade, acessível e menos poluente, com integração e tarifa baixa.
Neste vídeo reunimos nossas principais batalhas que travamos em defesa da Trensurb pública desde 2019. Seguimos resistindo, pois naquele ano, a empresa entrou para a lista das estatais a serem vendidas. Desde lá, nossa mobilização é constante para reverter os retrocessos que ameaçam a vida do povo trabalhador.
Temos a independência e autonomia no nosso fazer político e negamos qualquer submissão às diretrizes políticas de um governo de conciliação de classes. Nosso enfrentamento diante de qualquer governo que desmonte a estrutura pública, reduza ou retire direitos dos trabalhadores.
O calendário de venda da Trensurb foi atualizado no site do BNDES. A nova data prevê o leilão para o segundo trimestre de 2027. Nosso futuro não está garantido e precisamos manter a força na mobilização pela Trensurb pública.
Privatizar é o fim da linha! Palavras não bastam, vai ter muita luta pela frente!
Confira como foi a abertura do 13º Congresso dos(as) Metroviários(as) RS nesta sexta-feira, 23. A mesa foi presidida pelo presidente Chagas e a vice-presidente Almada.
Com o eixo “Trensurb pública: recomeço ou fim”, o ato de abertura do congresso contou com a presença da Deputada Federal Fernanda Melchionna, do sociólogo Israel Dutra, do economista David Deccache.
O evento reuniu a delegação de trabalhadores(as) da Trensurb, e também metroviários de outras regiões do país, com as falas de Thiago Mendes (Vice-presidente do Sindmetrô-PE), Amanda Souza (Sindmetrô-DF), Narciso Soares (vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo), Adriana Melo (SINFEAL). Além de representantes sindicais Marília Iglesias (ASHPS, Simpa), Luciana Almeida (ASERGHC), Arlindo Ritter (Sindisaúde), Lucas Machado (Juntos), o ato de abertura também teve as falas de representantes das centrais sindicais Etevaldo Teixeira (TLS), Helen Souza (Sintect RS – CSP Conlutas) e Vicente Celistre (CTB).
O 13º Congresso dos(as) Metroviários(as) do RS segue todo o final de semana todo com uma programação de rodas de conversa, mesas de debate e atividades formativas.
Hoje o Sindimetrô RS esteve em reunião, 26, junto da Deputada Fernanda Melchionna com Marcus Cavalcanti, secretário do PPI em Brasília. A pauta da reunião foi questionar novamente o governo sobre o futuro da Trensurb pública. O calendário de venda da Trensurb foi atualizado no site do BNDES. A nova data prevê o leilão para o segundo trimestre de 2027.
Segundo Cavalcanti, a Trensurb deverá sair do PND assim que a etapa dos estudos do BNDES sejam concluídos. Os estudos ainda necessitam de dados que o Governo Estadual deve fornecer para serem finalizados, foi dado prazo até 06/06 para que isso ocorra. E a justificativa acende um alerta: a possibilidade da saída da Trensurb do PND existe porque não há acordo entre o governo federal e estadual sobre a modelagem da concessão e financiamentos da Trensurb.
Precisamos de força de mobilização para seguir pressionando para que as promessas sejam cumpridas.
É importante salientar que Lula tem avançado com as privatizações no Brasil e precarizado a vida do povo trabalhador. Na semana passada, o relatório da PPI determinou a estadualização da CBTU-PE, abrindo o caminho da privatização do metrô de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas.
O futuro da Trensurb não está garantido e seguiremos na luta em defesa de um transporte de qualidade, público para a população gaúcha.
O Sindimetrô RS, diante da nota pública divulgada pela Trensurb S.A. sobre o episódio de violência ocorrido na Estação Anchieta, na noite de 13 de maio de 2025, vem a público apresentar os seguintes esclarecimentos e contrapontos, em defesa da verdade, da segurança dos trabalhadores e do interesse coletivo:
A afirmação da empresa de que “dispõe de equipes de segurança em suas estações, incluindo Anchieta” não condiz com a realidade vivenciada diariamente pelos trabalhadores e usuários. O SindimetroRS tem denunciado reiteradamente a ausência ou insuficiência de efetivo de segurança em diversas estações, o que compromete não apenas a proteção do público, mas também a dos próprios empregados da empresa.
É importante destacar que os agentes de segurança da Trensurb também estão expostos a riscos permanentes, uma vez que atuam muitas vezes com efetivo reduzido, sem os equipamentos e treinamentos adequados, e sem suporte institucional compatível com a gravidade das ocorrências enfrentadas. Não se trata de falha individual ou operacional dos agentes, mas sim de uma política de gestão negligente que compromete a segurança de todos os trabalhadores – incluindo também os da bilheteria e demais funções operacionais.
A Trensurb, além de não garantir presença suficiente de pessoal treinado, descumpre decisão judicial oriunda de Ação Civil Pública, que determina a realização de treinamentos periódicos e qualificação técnica para o quadro de segurança. Tal descumprimento caracteriza grave omissão administrativa e coloca em risco a vida dos trabalhadores e usuários.
O atual cenário é resultado direto de uma estratégia de desmonte deliberado do atual governo, com enfraquecimento de estruturas essenciais como a segurança, manutenção e atendimento, criando um ambiente propício à privatização do serviço. O Sindimetrô RS denuncia essa prática, que prejudica o serviço público, coloca em risco vidas humanas e compromete a missão social da empresa.
A responsabilidade pela segurança dos empregados e usuários é objetiva, nos termos da legislação vigente, e não pode ser transferida a recursos tecnológicos isolados. O videomonitoramento, embora útil, não substitui a presença efetiva, treinada e suficiente de profissionais em todas as estações.
Diante disso, reiteramos a necessidade urgente de reforço do quadro de segurança, com efetivo permanente em todas as estações e condições adequadas de trabalho e exige o cumprimento imediato da decisão judicial que determina a qualificação e os treinamentos periódicos dos agentes de segurança;
Reforçamos nossa solidariedade à vítima da violência e aos trabalhadores da segurança e da operação, que atuam sob risco constante em razão do descaso da administração da empresa.
O Sindimetrô RS seguirá atuando de forma firme, jurídica e institucional para garantir que a Trensurb cumpra seu papel com responsabilidade, respeito à vida e ao serviço público de qualidade.
Hoje, 14, a direção do Sindimetrô RS se reuniu com a Deputada Federal Fernanda Melchionna em Porto Alegre para articular avanços na luta por um transporte público de qualidade para a população gaúcha em Brasília.
Atualizamos a parlamentar acerca do que vem acontecendo com a categoria e a Trensurb, a piora das condições de trabalho, a negociação do ACT que ficou mais burocrática, o andamento do processo de privatização e a dificuldade de conseguir diálogo com agentes do Governo Federal para discutir o futuro da Trensurb pública. Também convidamos a parlamentar para o nosso 13º Congresso dos(as) MEtroviários(as) do RS, que ocorrerá em Tramandaí, entre os dias 23 a 25 de maio.
A Deputada se colocou à disposição para seguir mobilizando em Brasília a defesa da Trensurb pública e das condições de trabalho da categoria metroviária. Fernanda está encampando a discussão da PEC da Segurança Pública e debatemos sobre a inserção da Segurança Metroviária neste processo. Melchionna também vem pressionando para que as agendas com o Ministério das Cidades, BNDES e PPI aconteçam.
Iremos articular ainda, junto da deputada federal Fernanda Melchionna, nossa aliada em Brasília, uma audiência pública na Câmara Federal para debater e pressionar o Governo Lula sobre o futuro da Trensurb e da categoria metroviária.
Seguimos em mobilização constante para defender melhores condições de trabalho e pela manutenção da Trensurb pública!
Morreu hoje, aos 89 anos, o ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica — uma das figuras mais marcantes da política latino-americana nas últimas décadas. Também atuou como deputado, senador e ministro. Mujica morreu hoje, 13, aos 89 anos, vítima de câncer de esôfago.
Pepe foi ex-guerrilheiro tupamaro, integrou a luta armada contra a ditadura cívico-militar no Uruguai entre 1973 e 1985. Após mais de uma década preso, reconstruiu sua trajetória como líder político, sendo eleito presidente do país entre 2010 e 2015, promoveu uma agenda progressista de esquerda, com justiça social e avanços nos direitos para o povo.
“Ser de esquerda é ter uma posição filosófica perante a vida onde a solidariedade prevalece sobre o egoísmo”. Mujica presente!