Na manhã desta terça-feira (27), Sindimetrô, Trensurb e comissão de negociação tiveram mais um encontro para tratar dos acordos coletivos dos metroviários.
Segundo o diretor financeiro da Trensurb, a Sest ainda não se posicionou com relação às reivindicações da categoria – a extensão dos acordos por dois anos e sobre o índice inflacionário a ser aplicado em maio de 2022.
Com todas as demais cláusulas já acertadas e aprovadas, ambos concordaram em prorrogar os atuais acordos por mais 30 dias.
Na tarde deste sábado (24) milhares de pessoas foram às ruas de Porto Alegre exigir o “Fora Bolsonaro”. O povo tomou as ruas de quase 500 cidades em todos os estados brasileiros.
Na capital gaúcha, a concentração foi no Largo Glênio Peres, às 15hs, e a caminhada seguiu pelas avenidas Salgado Filho, João Pessoa, Venâncio Aires e João Alfredo até finalizar no Largo Zumbi dos Palmares, por volta das 19hs.
Durante o trajeto, muitos populares acenaram em apoio ao movimento com bandeiras e cartazes distribuídos aos moradores e pedestres que circulavam pelas ruas ou aguardavam a condução para retornar para casa.
Os organizadores estimaram em 80 mil pessoas o número de manifestantes na tarde de hoje. Este foi o quinto ato contra as arbitrariedades e a incompetência do governo Bolsonaro e contra as privatizações.
Conforme divulgado anteriormente as eleições para os representantes sindicais estão chegando e dia 26/07 abrem as inscrições, então vamos frisar alguns pontos importantes:
Quem pode se inscrever:
Qualquer empregado da Trensurb que tenha ao menos seis meses de filiação no SINDIMETRÔ (a partir de 26/01/21), não tenha exercido função gratificada ou cargo em comissão nos últimos três anos (desde 26/07/18) e não ter tido contas reprovadas quando pertencente a quadros de administração sindical ou ter lesado patrimônio de qualquer entidade sindical.
Quanto ao eleitor:
Ter ao menos três meses como sócio do Sindimetrô.
Das inscrições:
Serão feitas na sede do Sindimetrô (Monsenhor Felipe Diehl, 48-POA) presencialmente das 8:00 as 17:00 de segunda a sexta-feira com um membro da comissão eleitoral.
Número de representante por setor:
SETOR
número
Suplentes
SEEST
7
7
SEGUR
4
4
SETRA
4
4
ADM
3
3
MAN1
2
2
MAN2
2
2
Modalidade de voto: urnas itinerantes exceto pela urna do administrativo que permanecerá fixa no térreo do prédio administrativo.
Cada funcionário deverá votar na urna do seu setor em casos excepcionais o voto poderá ser feito em outra urna desde que este voto seja feito em separado, com o envelope pardo identificando o eleitor e envelope branco sem nenhum tipo de identificação a fim de garantir o sigilo do voto, o eleitor que votar em envelope deverá assinar lista da urna que votou. Este voto será verificado pela mesa apuradora no momento da apuração e em caso de voto duplicado ou não estar em conformidade com o estatuto o mesmo será descartado.
Mesmo que o setor eleja mais de um candidato cada eleitor terá direito a votar APENAS em um candidato, caso a cédula tenha mais de um voto assinalado, ou qualquer tipo de informação que identifique o eleitor o mesmo será descartado.
Cronograma:
Período
Acontecimentos
09 de Abril
Assembleia geral extraordinária/ eleição da comissão eleitoral
26-06 de Agosto
Inscrições dos candidatos
16 de Agosto
Entrega da relação de votantes a comissão
09-13 de Agosto
Análise das inscrições e impugnação de candidato
16-20 de Agosto
Defesa de candidato impugnado
23 de Agosto
Homologação das inscrições e publicação da relação de candidatos
24-29 de Agosto
Campanha eleitoral
30 de Agosto-03 de Setembro
Votação
03 de setembro
Apuração as 17h
Quaisquer dúvidas podem ser tiradas como a comissão eleitoral:
Nos moldes do governo Bolsonaro, Trensurb atropela para acelerar a privatização.
O governo Bolsonaro está acuado pelas denúncias de corrupção. No entanto, a direção da TRENSURB tem pressa em tocar um projeto de privatização que foi promessa da campanha eleitoral. A gestão do Governo Bolsonaro passa por cima da constituição “violando as regras básicas que regem os certames públicos”, como destaca no despacho a Juíza Federal, no processo impetrado pelo sindicato. Vale aqui salientar que o Sindimetrô já havia comunicado a Trensurb sobre as irregularidades no edital que não previa cotas para pessoas negras e pessoas com deficiência em comunicações verbais e em ofício, como é afirmado pela própria empresa nos autos: “(…) reconheceu que foi oficiada pela empresa impetrante acerca da questão versada neste feito”. Ou seja, foi decisão da direção da Trensurb o não cumprimento das cotas garantidas em lei.
A política de cotas é uma conquista importante e sempre será defendida pela atual gestão do Sindimetrô. Foi a partir dela que se “mudou a cara” das empresas e universidades públicas, incorporando parte daqueles que eram invisíveis para a sociedade. Garantir a política de cotas em todas as seleções públicas, externas e internas, é um importante instrumento para reduzir as desigualdades entre os trabalhadores.
É sabido por todos que a luta mais importante da categoria, neste momento, é impedir o projeto de privatização da empresa. Nessa linha, uma das principais ações do governo é implementar um Plano de Demissão Voluntária para desligamento dos metroviários mais antigos. Para que isso ocorra sem maiores transtornos na operação, é extremamente necessária a conclusão da progressão interna para ocupação dos cargos futuramente vagos.
Vale aqui relembrar como se deu alguns processos de privatização de empresas públicas. Na CEEE, os funcionários tiveram somente 6 meses de estabilidade. Nas Fundações Estaduais (incluindo a TVE), foram desligados todos os trabalhadores que ingressaram após a Constituição de 1988. Na privatização do metrô do Rio de Janeiro, foram demitidos 1200 funcionários nos primeiros 3 meses após a venda da empresa. E na privatização dos Correios, que foi aprovada há pouco na Câmara Federal, não consta no projeto garantia alguma de emprego aos trabalhadores. Ainda, os salários médios dos metroviários do RJ – único metrô totalmente privado no país – é de: R$1200 (bilheteiro), R$2000 (operadores de trens), para jornadas de 6 horas diárias, na escala 6×1. Lembrando que não é possível, pela legislação trabalhista, a redução salarial. Você acha, que com a concretização da venda da Trensurb, continuaremos recebendo os atuais salários?
Também nos causa estranheza que, no concurso externo aberto recentemente, não há previsibilidade de vagas para a maior porta de entrada da Trensurb: agente de estações. Sendo que o concurso vigente para este cargo tem vencimento ainda este ano. Já com o PDV, a empresa estima economizar R$52 milhões/ano, isso quer dizer que, recuperando os números anteriores à pandemia, a Trensurb se tornaria superavitária. E mais, a previsão de reposição de vagas para a área administrativa é de 0%, manutenção de 15%, e para a operação de 84% (mas sem concurso público?).
Tanto o PDV, quanto o Concurso Interno são decisões políticas a serem implementadas pela empresa. O Sindimetrô reconhece a necessidade da renovação do quadro de pessoal, desde que garantidos 100% da reposição dos cargos, a garantia de emprego e a manutenção das conquistas da categoria. O sindicato seguirá exigindo o cumprimento da legalidade em todos os processos e não medirá esforços para mantermos uma Trensurb pública, transparente e para todos os metroviários.
Portanto o PDV, o concurso interno e o concurso externo não fazem só parte de um projeto de reestruturação da empresa e sim de liquidação, pois há um plano de privatização por parte do Governo Bolsonaro em andamento em Brasília.
PAUTAS DA EDIÇÃO 156 DO JORNAL DO SINDIMETRÔ/RS:
– Todos os metroviários estão vacinados contra a Covid-19;
– Eleição dos novos Representantes Sindicais;
– Negociações do ACT;
– Ações jurídicas contra a privatização;
– Recepção aos novos metroviários;
– Aprovação das contas do sindicato pelo Conselho Fiscal.