Na tarde desta terça-feira (13) ocorreu, em Porto Alegre, mais um novo ato exigindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Foi o quarto manifesto desde 29 de maio e teve uma boa adesão da classe trabalhadora que, devido ao horário do evento, se somou ao final de seus turnos de trabalho. Os organizadores estimam em 3.000 pessoas o número aproximado de manifestantes presentes.
A concentração começou tímida, pouco antes das 18hs, no Largo Glênio Peres e em frente à prefeitura da capital. Pouco depois das 18hs o grupo saiu em caminhada pelo centro: Júlio de Castilhos, Mauá, até a General Câmara, para um primeiro momento: um abraço aos Correios e um protesto contra as privatizações. Neste momento um novo grupo se uniu ao movimento, que seguiu em direção à Borges de Medeiros.
O trajeto seguiu até o Largo Zumbi dos Palmares, onde encerrou-se perto das 20hs, e serviu como um bom aquecimento para o ato nacional programado para o próximo dia 24: ‘a sociedade está saturada com a atual situação do país. Só com a queda de Bolsonaro conseguiremos estancar estas sucessivas crises.”, ressaltou do diretor Ronas Filho.
Na manhã desta sexta-feira (09), o Conselho Fiscal do Sindimetrô se reuniu na sede da entidade para analisar as contas do sindicato. O período analisado foi o de janeiro a abril de 2021.
Todos os conselheiros foram convocados e os quatro integrantes presentes (Back, Gonzaga, Giovane Rodrigues e Abreu) aprovaram as contas apresentadas pelo diretor financeiro, sem ressalvas.
O conselho e o Sindimetrô acordaram que uma assembleia de apreciação das contas de 2020 e a apresentação do Plano Orçamentário Trienal será agendada tão logo as negociações do ACT se encerrem. E, claro, com a diminuição da crise pandêmica que vivemos.
As metroviárias e os metroviários chamados no último concurso, foram recebidos nesta quinta-feira (08/07) no Sindimetrô/RS.
Os agentes de estação almoçaram no sindicato e depois tiveram uma rápida reunião com alguns dirigentes, onde foram atualizados sobre o trabalho contra a privatização da Trensurb.
O presidente da entidade informou que já solicitou à empresa, que os novos funcionários sejam imunizados contra Covid: “É importante que todos comecem suas funções já vacinados, pois o ambiente é de alto contágio”, disse Luís Henrique Chagas.
Participaram do almoço sete novos agentes, a secretária-geral, Ayllu, os diretores jurídico, Ronas, de comunicação, Lucas Viegas, o financeiro, Wladimir e a secretária dos aposentados, Noêmia.
É possível aceitar que uma empresa de transporte público suspenda as linhas, deixando a população a pé? Pois foi o que fez a empresa Trevo, com seis linhas da Zona Sul de Porto Alegre. Na quinta-feira (1º) foram retirados de circulação 18 ônibus e na sexta-feira outros 18, deixando os passageiros sem transporte. A alegação foi falta de dinheiro para o óleo diesel. A solução da prefeitura foi transferir o serviço, novamente, para a empresa pública Carris.
O presidente do Sindimetrô/RS lembra que durante a pandemia essa mesma empresa suspendeu o serviço, alegando falta de passageiros. Já está se tornando comum as empresas privadas deixarem a população sem ônibus.
Na avaliação da entidade falta planejamento para o transporte urbano de massa. A prioridade é para um sistema rodoviário de alto custo e qualidade baixa para o usuário: “Tem que investir na expansão das linhas do trem e ampliar a integração entre ônibus e trem”, defende Luís Henrique Chagas.
O presidente do sindicato também sugere a utilização de veículos menores nos horários com pouca demanda: “O que não pode é uma empresa abandonar o serviço e ficar por isso mesmo”, finalizou Chagas.
As linhas que a Trevo suspendeu são: Intendente Azevedo, Nazareth, Nazareth / Intendente, Nazareth / Intendente / Patrimônio, Cruzeiro do Sul e Pereira Passos.
Os metroviários e as metroviárias mais uma vez foram às ruas neste sábado, para exigir o impeachment de Bolsonaro. A exemplo do que aconteceu em 29 de maio (29M) e 19 de junho (19J), o protesto deste sábado reuniu milhares de pessoas em Porto Alegre. Foi o terceiro ato contra o governo num prazo de 35 dias.
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Para o diretor de comunicação do Sindimetrô/RS, o presidente é uma ameaça constante à democracia e à vida de todos nós. São mais de 520 mil mortes por covid, há falta de vacinas, perseguição aos funcionários públicos, privatizações e ataques diários à imprensa: “Uma lista enorme de desmandos que está mobilizando multidões pelo impeachment”, disse Lucas Viegas.
Segundo a vice-presidente do sindicato, as manifestações organizadas por centrais sindicais, partidos de esquerda, estudantes e movimentos sociais começam a ganhar representantes dos partidos de centro e dos chamados bolsonaristas arrependidos. “Até quem não tem envolvimento político já percebeu que esse governo não pode continuar”, alerta Keity Goularte.
O diretor jurídico, Ronas Mendes Filho, aponta ainda que as investigações da CPI trouxeram à tona um escândalo na compra das vacinas: “A revelação de que Bolsonaro sabia das negociatas do líder do governo com laboratório farmacêutico foi uma bomba”.
Segundo a secretaria-geral, entidades sindicais de diversas categorias estão organizadas para defender os trabalhadores, e o Sindimetrô luta em três frentes: “Garantir os direitos dos metroviários na negociação coletiva, barrar a privatização da Trensurb e tirar o Bolsonaro do poder”, revela Ayllu Duarte Acosta.
As manifestações pelo impeachment de Bolsonaro ocorreram em todas as capitais, no Distrito Federal e em inúmeras cidades do interior do país. No exterior também foram registrados atos pelo “Fora Bolsonaro”.