PRIVATIZAÇÕES EM MEIO A PANDEMIA SÃO ANALISADAS EM LIVE DO SUL 21

PRIVATIZAÇÕES EM MEIO A PANDEMIA SÃO ANALISADAS EM LIVE DO SUL 21

“A boiada das privatizações de Bolsonaro e Leite” foi o tema da Live do Sul 21 na sexta (2), que reuniu jornalistas da redação, o presidente do Sindimetrô, Chagas, e o diretor do Sindicato dos Engenheiros do RS, Luiz Schreiner.

A Trensurb foi incluída no pacote de privatizações do governo Bolsonaro prevista para 2021. No final do ano passado, o Sindimetrô barrou o processo na justiça, mas este ano o BNDES lançou um novo edital e já contratou um consórcio de engenharia cujos técnicos estão fazendo levantamentos administrativos, financeiros e operacionais.

A Trensurb é uma empresa majoritariamente federal (com cerca de 99% das ações), mas tem uma pequena parcela que pertence ao município de Porto Alegre e ao Estado do Rio Grande do Sul.

No caso da CEEE, observou Schreiner, o governo Eduardo Leite também está em processo bem avançado de entrega da companhia de energia para a iniciativa privada.

Chagas afirmou que uma das prioridades de atuação do sindicato é colocar a privatização do metrô na pauta das eleições municipais, principalmente da capital. “Apesar de estarmos enfrentando a maior crise sanitária com a Covid, a venda da empresa está em processo bastante acelerado e por isso estamos preparando a categoria para colocar a nossa luta na rua”.

O presidente defendeu, ainda, a união dos trabalhadores de todas as estatais que estão na alça de mira da privatização dos governos. “Ou nos juntamos para a luta ou cairemos um a um”, finalizou.

A REFORMA ADMINISTRATIVA NÃO TOCA NA ELITE, NEM COMBATE OS PRIVILÉGIOS

A REFORMA ADMINISTRATIVA NÃO TOCA NA ELITE, NEM COMBATE OS PRIVILÉGIOS

Está em curso uma política de desmonte do serviço público e de desmoralização dos servidores. É nessa lógica que o Governo Bolsonaro enviou, ao Congresso Nacional, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 32/2020 chamada de Reforma Administrativa.
Esta PEC está sendo amplamente divulgada como o “fim dos privilégios dos servidores”, no entanto ela não mexe no alto escalão. Quem tem salários altíssimos, auxílio moradia, férias de três meses, uma infinidade de assessores, diárias polpudas, entre outras mordomias, estão fora dessa “reforma”. Segue intocável a elite do serviço público: magistrados, parlamentares e militares.

Você sabia? 57% dos funcionários públicos têm rendimentos até R$ 3.816 (DIEESE, 2018)

Sem a mínima transparência, a Reforma dá poderes demais ao Presidente, não combate privilégios e ainda passa à população a ideia de que o funcionário público é “parasita”. Na prática, acaba com o concurso público, abrindo espaço para o aparelhamento do Estado através dos apadrinhados políticos.
E mais, para tentar passar a Reforma, o governo diz que não afetará os servidores que estão na ativa. Isso não passa de uma mentira, uma vez que ela prevê o fim da gratificação por tempo de serviço, o fim da estabilidade e retira do Legislativo a atribuição pelos processos de privatizações, passando este poder ao próprio Presidente.
Ou seja, lutar contra a Reforma Administrativa é também lutar contra a privatização da Trensurb! Esta luta também é nossa! Esta luta é dos metroviários!
Participe do ato na sua cidade.

#NÃOÀREFORMAADMINISTRATIVA