Dia 31 de março marca 61 anos do golpe civil-militar no Brasil, Após cinco dias de julgamento divididos em duas semanas, a primeira turma do STF formou maioria para uma decisão histórica na quinta-feira, 11 de setembro, e condenou articuladores da tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023.
Os crimes praticados durante o período eleitoral presidencial de 2022 foram de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave, e deterioração de patrimônio tombado). Além disso, o ministro relator, Alexandre de Moraes, considerou o agravante de liderança de organização criminosa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O momento é marcante, a primeira vez em que do alto escalão das forças armadas são punidos por crimes de tentativa de golpe antidemocrático no Brasil. Isso porque a Lei de Anistia de 1979 perdoou criminosos do período da ditadura civil-militar de 1964 a 1985. O período teve seu apoio nas classes dominantes conservadoras. O período durou mais de 20 anos, retirou liberdades políticas. perseguiu, torturou e matou milhares de pessoas, inclusive mulheres grávidas e crianças.
Ao contrário de outros países da América Latina que julgaram e condenaram militares, o Brasil deixou os militares ficarem impunes. Além do ex-presidente Bolsonaro, foram condenados Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Braga Netto, General Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministros de Bolsonaro, Mauro Cid, na época ajudante de ordens da presidência, e Alexandre Ramagem, ex-diretor da ABIN e deputado federal. É preciso defender a democracia e combater o fascismo e o conservadorismo nos dias de hoje. A extrema-direita reivindica o militarismo vivido na ditadura e promove atos contra a democracia. É um momento histórico para o Brasil! Sem anistia para golpistas!
Começaram nesta segunda, 08, as inscrições para os(as) candidatos(as) ao Conselho Fiscal que irá atuar no triênio 2025 a 2028. Os metroviários e metroviárias interessados(as) a concorrer para ocuparem o Conselho Fiscal podem se inscrever até dia 22 de setembro. Confira o calendário completo na imagem.
de setembro de 2025. Para se candidatar, é preciso ter:
Mais de 6 (seis) meses como sócio do Sindimetrô RS. Ter se associado até 20 de abril de 2025 e estar em dia com as mensalidades, inclusive metroviários aposentados que estejam em dia com as contribuições (art. 67);
Não ter exercido cargo de confiança ou função gratificada na empresa a partir de 08 de agosto de 2022 (art.68);
Não ter tido as contas reprovadas quando pertencente a quadros de administração sindical e/ou ter lesado o patrimônio de qualquer entidade sindical (art.69);
Preencher a ficha de inscrição que contenha estado civil, RG e CPF (art.70). As inscrições devem ser feitas em três vias na sede do Sindimetrô RS (Art. 70), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
O período de votação será de 20 a 24 de outubro de 2025. O Conselho Fiscal é um órgão autônomo do sindicato, com o papel fundamental de fiscalizar as contas e a gestão patrimonial da entidade.
Thiago Mendes (vice presidente do Sindmetrô PE), Ana Paula Almada (vice presidente do Sindimetrô RS) e Camila Lisboa (presidente do sindicato dos metroviários de SP) denunciam: há um claro posicionamento do governo Lula em patrocinar, financiar e garantir ao capital privado uma estabilidade nos processos de privatização através do BNDES. Os estudos de modelagens e os financiamentos das concessões e privatizações estão sendo feitas com dinheiro público. Não iremos nos silenciar diante deste cenário.
O ministro Rui Costa afirmou que gasta muito com a CBTU-PE, mas também afirmou que tem 3 BILHÕES de reais pra injetar no sistema, ou seja: garantir o lucro privado às custas do dinheiro público.
O governo Lula insiste em afirmar que a privatização do metrô CBTU-MG deu certo. Em Belo Horizonte, o governo federal injetou mais de 5 BILHÕES de reais, desde que o serviço foi privatizado. No entanto, hoje a população enfrenta uma alta tarifa, um serviço precário e inseguro, além dos cortes no quadro de funcionários e na manutenção.
A categoria metroviária é uma categoria combativa, é uma categoria de mobilizações e greves histórica. Lutamos por uma sociedade com mais serviços públicos de qualidade. A categoria metroferroviária nacional está mobilizada para combater as privatizações.
Assista ao debate completo no canal do YouTube do Farol Brasil “Lula e Tarcísio atuam igualmente na privatização dos metrôs”.
A Trensurb é muito mais do que um trem, é patrimônio do povo gaúcho. Já são 40 anos transportando milhares de pessoas todos os dias, ligando cidades importantes da região metropolitana de Porto Alegre.
Para milhares de trabalhadores e estudantes, é sinônimo de mobilidade, progresso e dignidade. Mas esse patrimônio está ameaçado. O governo Lula insiste em manter a Trensurb no programa de desestatização. Se a privatização avançar, veremos o mesmo que já aconteceu em outros lugares, como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro: aumento das tarifas, demissões em massa, precarização e sucateamento de um serviço público essencial.
A lógica do lucro privado nunca será a mesma lógica do transporte gerido de forma pública e estatal. Durante a pandemia de 2020 e as enchentes de 2024, a Trensurb mostrou o quanto é importante. Mesmo em meio ao caos, garantimos mobilidade para milhares de pessoas. Por isso, a empresa não pode ser entregue ao setor privado, pois cumpre um papel social que vai muito além do transporte.
O Sindimetrô RS já entregou três cartas ao presidente Lula pedindo que a Trensurb seja retirada do Plano Nacional de Desestatizações, além de diversas reuniões com Ministros e Audiências Públicas, mas até agora a categoria metroviária não foi atendida.
Por isso, a luta continua! Defender a Trensurb é defender um transporte público, estatal e de qualidade!
Lula, cumpre tua promessa! A Trensurb é do povo gaúcho! Privatizar é o fim da linha!