SINDIMETRÔ INGRESSA NA JUSTIÇA PARA GARANTIR LICENÇA PARA MÃES E PAIS

SINDIMETRÔ INGRESSA NA JUSTIÇA PARA GARANTIR LICENÇA PARA MÃES E PAIS

Como a empresa não atendeu a solicitação do sindicato de liberar as mães e os pais que necessitam assistir seus filhos devido a suspensão das atividades escolares por motivos de força maior relacionadas ao coronavírus, a assessoria jurídica do Sindimetrô ingressou, nesta quarta (18), com uma ação civil coletiva.

O pedido de tutela provisória feito em favor dos trabalhadores, impõe à reclamada a obrigação de abonar as faltas de empregados ou empregadas que comprovadamente possuam filhos em escolas com aulas suspensas, abstendo-se de efetuar qualquer desconto nos salários dos mesmos.

NOTA DO SINDIMETRÔ SOBRE AS AÇÕES DE PREVENÇÃO AO CORONAVÍRUS DIVULGADA PELA DIRETORIA DA TRENSURB

NOTA DO SINDIMETRÔ SOBRE AS AÇÕES DE PREVENÇÃO AO CORONAVÍRUS DIVULGADA PELA DIRETORIA DA TRENSURB

Na segunda (17), o Sindimetrô, preocupado com a propagação do coronavírus – uma doença respiratória, classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma pandemia, na medida que está ameaçando a vida das pessoas ao redor do mundo – apresentou uma lista de propostas à direção da Trensurb. As propostas vão desde equipamentos de proteção, higienização, divulgação de protocolos de prevenção, licenças para grupo de trabalhadores, abono de faltas, entre outras medidas.

Hoje, a direção da empresa apresentou suas propostas de Ações de Prevenção ao coronavírus. As medidas, no entanto, indicam a negligencia da Trensurb e do governo federal com a gravidade do quadro no mundo. A Europa está paralisada, países como Itália, Espanha, França e Alemanha tem tomado medidas mais restritivas. No Brasil, os números oficiais sobem para 349 casos confirmados, enquanto as suspeitas de pessoas contaminadas chegam a 8.819, conforme dados do Ministério da Saúde. E, infelizmente, já tivemos a primeira vítima fatal, um homem de 62 anos, morador de São Paulo.

Não se trata apenas de afastar os metroviários em grupo de risco de suas atividades, é preciso restringir a aglomeração de pessoas e reduzir, ao máximo, o contato entre trabalhadores e usuários, adotando ações eficazes e imediatas para combater a disseminação da doença. Nesse sentido, reafirmamos alguns pontos importantes e que podem ser implementados imediatamente:

Licença para trabalhadores acima de 60 anos

É necessário garantir a licença remunerada daqueles que são parte do grupo de risco determinado pela OMS, como idosos a partir dos 60 anos.

Trens acoplados

Cabe salientar que uma medida urgente é garantir a circulação de trens acoplados em todas as viagens. É fundamental que se evite a superlotação e que os trens circulem com as janelas abertas. A transmissão de doenças respiratórias no transporte público é 6 vezes maior, segundo pesquisa britânica.

Liberação das catracas

O manuseio das cédulas de dinheiro e moeda na cobrança da tarifa é uma potencial fonte de transmissão do coronavírus, portanto, uma medida essencial é a suspensão da cobrança da tarifa e a liberação das catracas.

Abono de faltas para mães e pais

Os metroviários que tem filhos dependentes, no caso de fechamento das escolas, devem ter suas faltas abonadas durante o período. A orientação do governo é de que as crianças não sejam deixadas com os avós, porque idosos têm mais chances de desenvolver quadros graves quando são infectados pelo novo coronavírus.

Disponibilização de máscaras, álcool gel e luvas

A Trensurb precisa garantir o fornecimento de equipamentos de proteção para seus trabalhadores e usuários do sistema.

Higienização completa dos trens e cabines

Para garantir a saúde do operador e dos usuários, as empresas terceirizadas devem fazer a limpeza completa dos trens a cada viagem.

 

SEM ESSAS MEDIDAS, A TRENSURB VAI PARAR!

Somos trabalhadores do setor de transportes, área potencial para a disseminação e contágio do coronavírus. Os metroviários agentes de estação, segurança e operadores de trem são a linha de frente da empresa e com maior vulnerabilidade quanto à doença. Enquanto a empresa se preocupa em manter a arrecadação e a operação comercial normalizada, os metroviários, suas famílias e usuários estão expostos.

A Trensurb já opera com defasagem no seu quadro funcional, o que gera, constantemente, evasão de receita por falta de funcionários nas bilheterias. Se confirmadas as perspectivas de expansão da doença, aqueles metroviários que trabalham diretamente com o público serão mais um fator de propagação do vírus e se afastarão em decorrência do mesmo.

Portanto, a empresa precisa tomar medidas efetivas de combate à disseminação sob pena de parar a operação, seja por ter seus funcionários infectados em massa ou pela negativa dos mesmos em manter os serviços em nome do resguardo da sua saúde e de seus familiares. O lucro não pode estar acima da vida.

Sindimetrô/RS

SINDIMETRÔ PROPÕE MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA O AVANÇO DO CORONAVÍRUS

SINDIMETRÔ PROPÕE MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA O AVANÇO DO CORONAVÍRUS

O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul protocolou, nesta segunda-feira (16), ofício onde propõe medidas para conter a transmissão do coronavírus. A preocupação é com a saúde dos metroviários e dos mais de 160 mil passageiros, que utilizam os trens diariamente.

Suspender a venda de passagens; colocar os trens acoplados para reduzir a superlotação e interromper o funcionamento do aeromóvel são algumas das medidas propostas pelo Sindimetrô. O ofício com doze solicitações, para implementação imediata, foi encaminhado à Diretoria Executiva da Trensurb, composta pelo presidente e os diretores financeiro e de operações.

O presidente da entidade, Luís Henrique Chagas, diz que o propósito é limitar a contaminação dos metroviários e dos usuários do trem, pelo Covid-19. “Em outros países, foi reduzido significativamente a oferta de transporte ao mínimo necessário. Ainda estamos no aguardo de ações semelhantes partindo do governo federal”. Chagas lembrou ainda que a contaminação respiratória pode ser seis vezes maior no transporte público, segundo um estudo britânico realizado pela BioMed Central em 2011.

Medidas propostas pelo Sindimetrô-RS:

* Disponibilização de equipamentos de proteção nos postos de trabalho, tais como luvas, máscaras e álcool gel;
* Disponibilização de máscaras e álcool gel para a população em todas as estações;
* Fiscalizar e pedir intensificação das ações das empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza e higienização dos locais de trabalho;
* Higienização interna completa dos trens e cabines a cada viagem;
* Circulação de trens acoplados durante toda a operação, evitando, ao máximo, a superlotação;
* Interrupção da operação do Aeromóvel;
* Juntamente com o Setor de Segurança do Trabalho e a CIPA, desenvolver protocolos de prevenção para os trabalhadores;
* Ampliação da divulgação e antecipação da campanha de vacinação contra a gripe;
* Suspensão da venda de bilhetes e abertura das cancelas, evitando assim o contágio entre trabalhadores e usuários nos guichês de venda e através de dinheiro;
* Abono de faltas para as mães e pais com filhos dependentes, caso haja suspensão das aulas;
* Licença remunerada para os metroviários que são parte do grupo de risco, como idosos e gestantes.
* Implementação do “home office” para todos os metroviários de áreas não essenciais.