No Rio Grande do Sul, o dia de paralisação nacional contra a retirada de direitos e as privatizações começou com uma ação realizada pela CSP Conlutas, com o apoio de trabalhadores metroviários. Foram liberadas as catracas das estações Canoas e São Leopoldo, duas das maiores do sistema. O protesto garantiu o passe livre das 7h às 8h.
A manifestação denunciou as reformas da previdência e trabalhista, gestadas no Governo Dilma, e agora aprofundadas pelo Governo Temer. Também atacou a ajuste fiscal praticado tanto pelo governo federal quanto pelos estaduais. No Rio Grande do Sul, os servidores públicos sofrem com o parcelamento de salários há quase um ano.
Os metroviários aproveitaram o protesto para denunciar a intenção do governo federal de privatizar a Trensurb, empresa que opera o trem metropolitano de Porto Alegre. As principais consequências para os usuários serão o aumento da passagem e a precarização dos serviços. Para os metroviários, as ameaças recaem sobre os empregos e as condições de trabalho.
Entidade também mostra preocupação com as privatizações, sobretudo com as que envolvem os trens e metrôs. Com a privatização vem aumento da tarifa, redução de funcionários e piora na qualidade do serviço prestado
Medidas que já vinham sendo trabalhadas no Governo Dilma e uma série de outras estão no pacote que o Governo Temer pretende implementar o mais rápido possível. Privatizações, reforma da previdência e retirada de direitos são ameaças enfrentadas hoje pelos trabalhadores brasileiros.
Sob o falso argumento de que a previdência é deficitária e da crise criada pelo capital, o Governo Federal pretende impor uma idade mínima para a aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres – 65 anos. Na mira também estão alterações como o aumento da jornada de trabalho e a ampliação das terceirizações, além de mudanças no 13º salário, nas férias, no FGTS, no auxílio-creche e nas licenças maternidade e paternidade.
Esses ataques precisam ser combatidos pelos trabalhadores e suas organizações representativas. Neste sentido, a Fenametro produziu um boletim especial para chamar a atenção sobre as medidas que tramitam no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto e que atacam direitos dos trabalhadores.
O tradicional churrasco oferecido pelo Sindimetrô/RS na Semana Farroupilha reuniu cerca de uma centena de metroviários no almoço desta sexta-feira (16), no piquete Trilhos da Tradição, no parque Eduardo Gomes, em Canoas.
A oferta de atividades de lazer e de cultura aos metroviários é uma política adotada pela atual diretoria do sindicato, que será ampliada com a reforma da área de festas da sede do sindicato, já em fase de conclusão.
Saiu a edição 103 do Boletim do Sindimetrô/RS. O material destaca a importante conquista obtida na justiça, que determina a correção salarial de acordo com a inflação, com pagamento retroativo a 1º de maio, e, entre outros assuntos, denuncia atos antissindicais colocados em prática pela empresa
O informativo também fala sobre a participação do sindicato na Expointer, informando aos usuários do trem metropolitano a intenção do Governo Temer de privatizar a Trensurb. Uma eventual privatização implicará no aumento da tarifa, na perda de qualidade e na precarização das relações de trabalho.