Sindimetrô/RS produz jornal para mostrar prejuízos causados pela privatização da Trensurb e para denunciar modificações na previdência e na legislação trabalhista

O Sindimetrô/RS produziu um Jornal Especial que destaca dois temas: a luta dos metroviários do Rio Grande do Sul contra a privatização da Trensurb e a luta nacional dos trabalhadores para impedir reformas na previdência e na legislação trabalhista.

O jornal também denuncia a evasão de recursos causada pelo reduzido quadro de pessoal nas estações e a luta nacional dos metroferroviários, organizados na Fenametro, contra as privatizações de trens e metrôs. Confira a versão online do jornal!

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Contra a privatização: audiência pública em São Leopoldo é transferida para o dia 31 de agosto

Atualização em 30/08/2016:

A audiência do dia 31 de agosto foi cancelada.

Informaremos assim que houver definição de nova data.

 

Dentro da campanha contra a privatização da Trensurb, o Sindimetrô/RS promove no dia 31, na Câmara Municipal de São Leopoldo (Rua Independência, 66, Centro), uma audiência pública para discutir a ameaça feita pelo Governo Federal de entregar a empresa para a iniciativa privada. Essa audiência teve a sua data alterada, pois estava marcada para o próximo dia 22.

A privatização dos metrôs de Porto Alegre e Belo Horizonte estão na pauta do Governo Temer. Se privatizado, os passageiros do trem metropolitano verão o valor da tarifa ser elevado em três vezes. No Rio de Janeiro, onde o metrô é privatizado, a tarifa custa R$ 4,10. Valores similares são pagos em Brasília (R$ 4,00) e São Paulo (R$ 3,80). Outra ameaça é a perda na qualidade do serviço, pois a iniciativa privada visa o lucro e, para isso, pouco investe em pessoal e na manutenção de trens e vias.

Paralelo às audiências públicas, o sindicato tem usado a tribuna das câmaras de vereadores das cidades diretamente atendidas pelo trem. Duas frentes parlamentares contra a privatização já foram formadas, uma na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo e outra na Assembleia Legislativa do Estado.

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Metroviários decidem aguardar julgamento do Acordo Coletivo

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Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (16), os metroviários decidiram, por ampla maioria, aguardar o julgamento do Acordo Coletivo pela Justiça do Trabalho. Durante audiência de conciliação na manhã de hoje, o desembargador responsável pelo processo marcou o julgamento para o dia 5 de setembro.

Como o Sindimetrô/RS e a Trensurb entraram em comum acordo na Justiça, o resultado do julgamento será aplicado imediatamente e retroativo a maio deste ano.

A antecipação do julgamento é fruto da pressão exercida pelo sindicato e pela categoria nos últimos dias, inclusive com a realização de duas paralisações de 24 horas, quando os trens circularam apenas nos horários de pico.

A luta da categoria não se interrompe com o julgamento do Acordo Coletivo. A categoria se dedicará a barrar o processo de privatização da Trensurb, uma campanha que deve ser feita em parceria com os colegas da CBTU.

Não está fora do horizonte da categoria futuras paralisações para exigir efetivo, melhores condições de trabalho e contra a privatização. Uma das alternativas para fortalecer essa luta passa por buscar o apoio das comunidades atendidas pela linha do trem.

Também ficou definido que o Sindimetrô/RS continuará manifestar  sua contrariedade ao processo de privatização da Trensurb, bem como cobrar medidas de contratação de pessoal e mais segurança para funcionários e passageiros.

 

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Carta aberta denuncia ataques a direitos e apresenta reivindicações

Neste 16 de agosto – Dia Nacional de Lutas, o Sindimetrô/RS distribuirá uma carta aberta aos usuários do metrô. O material adverte para os projetos que tramitam no Congresso Nacional e que retiram direitos dos trabalhadores, com destaque para as reformas da previdência e trabalhista .

Também aborda temas como a ameaça de reduzir o atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e aumentar a jornada de trabalho para até 60 horas diárias. A carta ainda apresenta as reivindicações da categoria, que inclui a contratação de funcionários, gestão qualificada, respeito ao usuário e investimentos na acessibilidade e manutenção.

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