O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô/RS), por seu presidente, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, convoca os associados do Sindicato para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 16 de agosto de 2016, no auditório do Sindicato, situado à Rua Monsenhor Felipe Diehl, nº 48 – Humaitá – Porto Alegre – RS, em primeira chamada às 15h e, em segunda e última convocação, às 15h30. Em pauta a discussão e deliberação sobre a seguinte ORDEM DO DIA:
Apreciação da proposta patronal acerca do Acordo Coletivo de Trabalho Trensurb 2016/2017.
Deliberar sobre a deflagração ou não da Paralisação Coletiva das atividades na Empresa Trensurb S/A, e no caso de aprovação, definir a data da mesma.
Pela contratação de profissionais para as bilheterias e para a segurança e pela reposição salarial de acordo com a inflação medida pelo IPCA, os metroviários do Rio Grande do Sul voltaram a paralisar as atividades nesta segunda-feira, 1º de agosto. Foi a segunda paralisação da categoria em menos de 15 dias.
A categoria volta a se reunir em Assembleia Geral no próximo dia 16 – Dia Nacional de Lutas em Defesa do Emprego e Contra a Retirada de Direitos, quando será discutida a realização de uma greve por tempo indeterminado, ainda em agosto, caso a Trensurb mantenha a sua rebaixada proposta.
Nesta segunda, a exemplo do dia 21, a circulação dos trens foi mantida nos chamados horários de pico – das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 20h30. No horário intermediário e no final da noite, os trens permaneceram estacionados no pátio.
A falta de profissionais reflete na qualidade do atendimento prestado aos usuários e na qualidade de vida dos trabalhadores. Antes, com 17 estações na linha, a empresa contava com 1.200 funcionários, hoje, com 23 estações, a quantidade caiu para 1.050.
Na cidade do Recife, com trens operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e com uma quantidade de estações inferior a linha de Porto Alegre, o atendimento é prestado por cerca de 2.000 profissionais, sendo poucos os terceirizados.
Em respeito aos usuário o SindimetrôRS comunica que no dia 1° de agosto, durante a paralisação, os trens funcionarão normalmente durante os horários de pico, entre 5h30 e 8h30 da manhã e à tarde entre 17h30 e 20h30. Na terça-feira, dia 2, o funcionamento retorna ao normal.
O sindicato reforça que essa paralisação é a forma encontrada de, dentro da lei, pressionar a empresa pelo reajuste no índice da inflação, pela contratação de mais pessoas para a segurança e bilheteria e pela qualidade do serviço, com tarifa social.
Essa paralisação não tem por objetivo prejudicar os usuários do trem. Muito pelo contrário, o que estamos reivindicando é essencial para a valorização da classe metroviária e melhor nos serviços à população.
O momento exige a unidade dos metroviários para que a Trensurb atenda a nossa pauta de reivindicações. Essa demonstração de força tem que ser dada na próxima segunda-feira, 1º de agosto, quando será realizada mais uma paralisação de 24 horas. A primeira, no dia 21 de julho, teve uma boa aceitação dos usuários, que entenderam os motivos da paralisação.
É preciso aumentar a pressão para que a empresa atenda as nossas reivindicações, que são: contratação de pessoal para as estações e para a segurança e reajuste salarial de acordo com a inflação.
Sem pressão, as negociações não irão avançar. Agora é com você metroviário!
Com luta e disposição, vamos mostrar que podemos conquistar aquilo que reivindicamos.
Em assembleia realizada no final da manhã desta quinta-feira (21), os metroviários rejeitaram por ampla maioria a proposta da empresa e aprovaram a realização de uma nova paralisação no dia 1º de agosto. E, posteriormente, caso as reivindicações não sejam atendidas, uma greve por tempo indeterminado.
A categoria reivindica contratação de efetivo para as estações e segurança, reposição salarial de acordo com a inflação (9,28%) em todas as cláusulas econômicas, equiparação do vale alimentação com a CBTU, fim da Resolução nº 9 e 13º tíquete na cesta básica.
Na paralisação desta quinta, a categoria garantiu o atendimento nos horários de pico (entre 5h30 e 8h30 e entre 17h30 e 20h30), paralisando no horário intermediário. Segundo relatos das estações, o formato teve grande aceitação por parte dos usuários do sistema, simpáticos às reivindicações dos metroviários.