Mulheres metroferroviárias de diferentes regiões do Brasil discutiram entre os dias 19 e 21 a conjuntura que vive o país, o machismo no meio sindical e formas de combate ao assédio sexual e moral nos locais de trabalho.
Durante o encontro, as mulheres da categoria repudiaram matéria publicada pela revista Veja com a esposa do vice-presidente Michel Temer. Reportagem que reproduz o estereótipo machista de que as mulheres devem ser submissas, discretas e apenas acessórios na política.
O recado foi dado:
“Não seremos essas mulheres! Seremos mulheres de luta!”
Um incêndio em uma subestação de energia elétrica, em Sapucaia do Sul, na noite da sexta-feira, 8, impediu a circulação de trens estre as estações Mathias Velho, em Canoas, e Novo Hamburgo. O sinistro provocou curto circuito na rede elétrica que alimenta os trens e gerou pânico entre os passageiros, que reclamaram da falta de um plano de contingência da Trensurb para casos de emergência.
Ligado ao problema na subestação de Sapucaia do Sul, um trabalhador que realizava a manutenção da linha na tentativa de restaurar o serviço prejudicado pelo incêndio morreu eletrocutado nas proximidades da estação Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Eneas Junior Carabach dos Santos era funcionário de uma empresa que terceiriza mão de obra para a Trensurb.
O Sindimetrô/RS tem feito constantes alertas à empresa sobre os problemas que diariamente se acumulam ao longo da linha. Dificuldades que se agravam devido ao reduzido quadro de funcionários da empresa. Redução motivada, sobretudo, pela política de terceirização adotada nos últimos anos. Essa precarização facilita o registro de acidentes como os ocorridos na noite de sexta-feira e na madrugada de sábado, 09.
Ao mesmo tempo em que presta solidariedade à família do trabalhador que perdeu a vida tentando restaurar o funcionamento dos trens, o sindicato manifesta sua crítica ao acelerado processo de terceirização na Trensurb, uma empresa pública que deveria ter em seu quadro profissionais concursados. Essa redução de custos tem o seu preço, infelizmente, às vezes, pago com a vida de trabalhadores.
Centenas de trabalhadores realizaram na sexta-feira, 1º de abril, um ato público contra a política de ajuste fiscal adotada pelo Governo Federal e Estadual. Em Porto Alegre, a manifestação começou na Esquina Democrática e foi finalizada em frente ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.
Organizado por entidades sindicais e estudantis, o protesto deixou claro que os trabalhadores não aceitam a polarização instalada no país, com um setor defendendo o governo e outro querendo o afastamento da presidente. Os dois setores aplicam os mesmos ataques aos direitos e conquistas da classe trabalhadora.
No Estado, o parcelamento de salários praticado por Sartori afronta os servidores. No plano federal, envolvido em casos de corrupção, o governo ataca os trabalhadores e mantém as regalias de banqueiros e empresários. Enquanto isso, a taxa de desemprego já é superior a 10% da população economicamente ativa.
Dilma se alia com a direita para congelar salários dos aposentados e reduzir os vencimentos dos servidores. Situação que exige atenção e luta contra os ataques voltados a retirar direitos dos trabalhadores.
O Sindimetrô/RS se fez presente na manifestação. Os metroviários do Rio Grande do Sul estão na luta contra a privatização da Trensurb, desejo manifestado pelo governo federal no ano passado.
SEGURANÇA
No mesmo dia da manifestação em Porto Alegre, os metroviários realizaram um protesto na estação Novo Hamburgo. Uma carta aberta abordando a falta de segurança nas estações e nos trens foi distribuída aos usuários.
A atividade integrou a campanha do sindicato “Aqui se trabalha com medo”, que cobra da Trensurb medidas voltadas a coibir os assaltos, furtos e ações de bondes na linha do trem metropolitano.
As ações de bondes nos primeiros horários de funcionamento do trem nos finais de semana e feriados tornaram-se comuns. A última ação ocorreu no sábado, 26, na estação Esteio. No sábado anterior, dia 19, uma briga generalizada depredou vidros, veículos e outros objetos na estação Mercado, no Centro de Porto Alegre.
“Todo fim de semana acontece a mesma coisa sem que a empresa tome alguma providência”, declarou ao jornal NH o presidente do Sindicato dos Metroviários do RS (Sindimetrô/RS), Luís Henrique Chagas. Veja a matéria publicada pelo jornal sobre a última confusão registrada na linha do trem metropolitano. A falta de segurança nas estações e nos trens pode levar a categoria, que está em estado de greve, a paralisar as atividades.